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domingo, julho 01, 2012

6º ANO - REVISÃO - SERES HUMANOS X MEIO AMBIENTE: OS LIMITES DE CADA UM

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL

Degradação ambiental consiste em alterações e desequilíbrios provocados no meio ambiente que prejudicam os seres vivos ou impedem os processos vitais ali existentes antes dessas alterações.
Embora possa ser causada por efeitos naturais, a forma de degradação que mais preocupa governos e sociedades é aquela causada pela ação antrópica, que pode e deve ser regulamentada. A atividade humana gera impactos ambientais que repercutem nos meios físico-biológicos e socioeconômicos, afetando os recursos naturais e a saúde humana, podendo causar desequilíbrios ambientais no ar, nas águas, no solo e no meio sociocultural. Algumas das formas mais conhecidas de degradação ambiental são: a desestruturação física (erosão, no caso de solos), a poluição e a contaminação. Existem na literatura diferentes conceitos acerca do termo degradação ambiental.
A degradação ambiental é:
...causada pelo homem, que, na maioria das vezes, não respeita os limites impostos pela natureza. A degradação ambiental é mais ampla que a degradação dos solos, pois envolve não só a erosão dos solos, mas também a extinção de espécies vegetais e animais, a poluição de nascentes, rios, lagos e baías, o assoreamento e outros impactos prejudiciais ao meio ambiente e ao próprio homem.
a expressão degradação ambiental qualifica os processos
Sobre este mesmo assunto, indica-se que: resultantes dos danos ao meio ambiente, podendo ser qualquer lesão ao meio ambiente causada por ação de pessoa, seja ela física ou jurídica, de direito público ou privado, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como a qualidade ou a capacidade produtiva dos recursos ambientais”.
No tocante aos dois conceitos acima apresentados, um aspecto importante que merece ser destacado é que a degradação ambiental não é causada somente pelo homem. A partir dos conceitos anteriormente expostos, é possível notar que o termo degradação ambiental é utilizado de forma genérica para se referir às intervenções antrópicas no ambiente. Cunha e Guerra acerca desta mesma temática dizem que certos processos ambientais, como lixiviação, erosão, movimentos de massa e cheias, podem ocorrer com ou sem a intervenção humana. No que diz respeito ao conceito de degradação ambiental a ser adotado nesta disciplina
do Meio Ambiente, onde degradação da qualidade ambiental constitui-se na “alteração
optou-se pelo existente na Lei nº 6.938, de 31/08/81, artigo 3º, inciso I da Política Nacional adversa das características do meio ambiente”.


Encontra-se implícita na Lei nº 6.938 o conceito de degradação ambiental a qual é sinônimo da expressão degradação da qualidade ambiental. A degradação ambiental ou dano ambiental está muito bem caracterizado na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente que diz: degradação ambiental – Alteração adversa das características do meio ambiente. 

CHUVA ÁCIDA

A queima de carvão e de combustíveis fósseis e os poluentes industriais lançam dióxido de enxofre e de nitrogênio na atmosfera. Esses gases combinam-se com o hidrogênio presente na atmosfera sob a forma de vapor de água. O resultado são as chuvas ácidas. As águas da chuva, assim como a geada, neve e neblina, ficam carregadas de ácido sulfúrico ou ácido nítrico. Ao caírem na superfície, alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.
        O gás carbônico (CO2) expelido pela nossa respiração é consumido, em parte, pelos vegetais, plâncton e fitoplâncton e o restante permanece na atmosfera.
        Hoje em dia, a concentração de CO2 no ar atmosférico tem se tornado cada vez maior, devido ao grande aumento da queima de combustíveis contendo carbono na sua constituição. A queima do carbono pode ser representada pela equação:
                                                                C + O2   --->  CO2
 
      Tanto o gás carbônico como outros óxidos ácidos, por exemplo, SO2 e NOx, são encontrados na atmosfera e as suas quantidades crescentes são um fator de preocupação para os seres humanos, pois causam, entre outras coisas, as chuvas ácidas.
        O termo chuva ácida foi usado pela primeira vez por Robert Angus Smith, químico e climatologista inglês. Ele usou a expressão para descrever a preciptação ácida que ocorreu sobre a cidade de Manchester no início da Revolução Industrial. Com o desenvolvimento e avanço industrial, os problemas inerentes às chuvas ácidas têm se tornado cada vez mais sérios.
         Um dos problemas das chuvas ácidas é o fato destas poderem ser transportadas através de grandes distâncias, podendo vir a cair em locais onde não há queima de combustíveis.
 INVERSÃO TÉRMICA

Ilustração: Victor Malta
Ilustração: Victor Malta
É um fenômeno meteorológico caracterizado pela presença de ar frio nas regiões mais próximas à superfície, diferentemente do que ocorrre em dias normais. Como as camadas mais elevadas também são frias, forma-se uma faixa quente intermediária. Por ser mais leve que o ar frio, o quente fica em uma área superior, impedindo a dispersão de poluentes. A ausência de ventos e de chuvas agrava a inversão térmica, pois dificulta ainda mais essa dispersão. Veja a comparação entre um dia normal e um dia em que ocorre a inversão térmica na ilustração acima.



AQUECIMENTO GLOBAL

Mesmo vivendo num país tropical, a maioria dos brasileiros se preparou para este verão com certa cautela ao se lembrar de 2004. No ano passado, a estação mais quente do ano surpreendeu a todos com temperaturas baixas no Sudeste, secas no Sul e enchentes no Nordeste. Meses antes, os europeus haviam enfrentado um calor recorde, que matou milhares de pessoas, e, na Ásia, chuvas torrenciais deixaram milhares de vítimas. A ciência diz que alguns fenômenos naturais, como flutuações periódicas do brilho solar ou erupções vulcânicas têm efeito temporário sobre o clima. Mas há fortes indícios, afirmam cientistas, de que o clima está mudando mesmo por causa do crescente aquecimento global.

Se de um lado temos de enfrentar as conseqüências ameaçadoras desse aquecimento, de outro convivemos agradavelmente no nosso dia-a-dia com suas potenciais causas. Afinal, nós andamos de carro, ônibus ou avião, que consomem combustíveis. Petróleo também foi queimado para produzir o telefone, o computador, o aparelho de TV ou de som que usamos diariamente. Assim, direta ou indiretamente, colaboramos para o aumento da emissão de gases poluentes, que aceleram o chamado efeito estufa (veja infográfico).

Pequenas forças que causam mudanças


A equipe do pesquisador James Hansen, da Nasa, a agência espacial norte-americana, calculou que a temperatura da Terra aumentou na proporção de quase 2 watts por metro quadrado. Sabendo que uma pequena lâmpada de árvore de Natal consome cerca de 1 watt, escreveu Hansen na revista Scientific American, podemos imaginar que o aquecimento global equivale à colocação de duas dessas lampadazinhas sobre cada metro quadrado da superfície terrestre, acesas dia e noite, gerando um calor quase imperceptível. Mas, advertiu ele, a história do clima terrestre revela que pequenas forças, mantidas por longo tempo, podem causar grandes mudanças climáticas.

Não foi por acaso que esquentaram as discussões sobre o aquecimento global: na última década, uma média de 210 milhões de pessoas por ano foram vítimas de catástrofes causadas por fenômenos naturais associados ao clima, como ondas de calor, enchentes, incêndios florestais, furacões, tornados e ciclones, revelou a Organização Meteorológica Mundial. O prejuízo anual causado por esses desastres chegou perto de 40 bilhões de dólares, e 98% da população atingida vive em países em desenvolvimento.

Os perigos do aumento da temperatura


Ainda há muitas divergências sobre as previsões de transformação do clima e as causas do aquecimento global, mas alguns números merecem destaque. Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que a temperatura global aumentou em média 0,6 grau Celsius ao longo do século 20 e que a maior parte desse aumento, 0,5 grau, ocorreu após 1950, sendo que os anos 1990 foram os mais quentes de toda a história.

As projeções do IPCC indicam que até o ano 2100 a temperatura da Terra poderá esquentar entre 1,4 e 5,8 graus Celsius. Dependendo do ritmo e da intensidade com que isso ocorrer, revelam as estimativas, dentro de décadas ou séculos pode haver o derretimento gradual das calotas polares. Em conseqüência, o nível do mar se elevará, fazendo submergir ilhas e colocando em risco a população das zonas costeiras dos continentes, incluindo a das grandes cidades. Com o planeta mais aquecido, prevê o IPCC, grandes alterações climáticas se tornarão mais freqüentes. Mudanças nos padrões de secas e chuvas acarretarão graves prejuízos para a agricultura; algumas áreas de preservação ambiental entrarão em colapso e crescerão os riscos de disseminação de epidemias em escala mundial.

Solução pode começar com o Protocolo de Kyoto

Em vista de tantos riscos, partiram da ONU propostas para estabilizar a composição atmosférica sem causar um colapso na economia global. Uma delas é o Protocolo de Kyoto, assinado no Japão em 1997, que entra em vigor neste mês. O tratado prevê a diminuição de 5,2%, entre 2008 e 2012, no lançamento dos gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Foi decidido que o documento só viraria lei depois que fosse aprovado por 55 países, contanto que entre eles estivessem os responsáveis por pelo menos 55% da emissão total de carbono na atmosfera global. Esse índice foi ultrapassado e atingiu 61,6% em outubro, com a adesão da Rússia - que sozinha responde por 17,4% da poluição mundial.

Já os Estados Unidos - estima-se que venha de lá cerca de 30% de todos os poluentes lançados na atmosfera - não assinaram o protocolo, alegando que a adaptação de suas empresas às normas ambientais resultaria em altos índices de desemprego e que preferem tentar convencer as indústrias poluidoras a adotar novas tecnologias. "Sem a participação dos Estados Unidos, o protocolo fica enfraquecido e seu impacto será mais político do que prático", avalia José William Vesentini, professor de Geografia da Universidade de São Paulo. Para ele, é possível que o país só assuma esse compromisso quando puder substituir o petróleo por outro combustível.

Teme-se que mesmo países desenvolvidos que assinaram o acordo, como a Alemanha, não consigam cumprir as metas mínimas de controle ambiental previstas para até 2012. Nesse ano, entra em vigor uma nova fase do tratado, que atinge os países em desenvolvimento. O Brasil poderá então ser pressionado em virtude do desflorestamento da Amazônia, que já é responsável por 3% de todos os gases-estufa emitidos. A China, por sua vez, deverá responder pela poluição industrial, que afeta seriamente suas cidades. Brasil e China já se articularam em defesa do Protocolo de Kyoto.

Uso de energia não-poluidora é tendência

Em todos os países, é importante poupar energia. Isso inclui desligar a luz, fechar rapidamente a porta da geladeira e até optar sempre que possível pelo transporte coletivo. Também é necessário recuperar áreas degradadas: o tratamento do lixo e do esgoto, além de evitar a poluição do solo e dos rios, evita a concentração de metano na atmosfera. Outra idéia é baratear o uso, na indústria e nos serviços, de energia limpa - a que não causa impacto no ambiente para ser produzida ou consumida. Nas próximas décadas, diz Vesentini, a tendência é diversificar as fontes de energia: biocombustível (feito de álcool, mamona, babaçu etc.) para os veículos, talvez de início misturados ao óleo diesel e, depois, puro; para usinas de eletricidade, energia solar ou das marés.

Uma experiência desse tipo, relata o professor, já está sendo implantada na Alemanha, onde o governo isenta de impostos consumidores que utilizam energia solar em casa. As sobras do consumo doméstico vão para as correntes públicas de energia e os donos das residências são pagos por isso.

Segundo o professor de Química Roosevelt K. Fujikawa, de São Paulo, indústrias automobilísticas, prevendo o esgotamento do petróleo, vêm desenvolvendo uma alternativa limpa. "Células de combustível - uma espécie de pilha - geram eletricidade pela reação química entre o gás hidrogênio e o oxigênio do ar", explica. O automóvel é movido por um motor elétrico que tem como produto apenas a água.

Plano de aula
Progresso pode trazer benefício e poluição
Se ninguém defende a destruição da natureza ou o aquecimento do nosso planeta, por que é tão difícil resolver os problemas ambientais que nós mesmos causamos? A pergunta pode levar os alunos da 8ª série a se conscientizar das questões econômicas e ambientais e a perceber como é difícil opinar sobre elas. A sugestão de atividade para as aulas de Geografia e Ciências é de Antônio Carlos de Carvalho, professor de Geografia do Colégio Equipe, em São Paulo.

Raramente as pessoas se dão conta de que o acesso a bens e produtos hoje é bem maior que antigamente e de que esse consumo exagerado leva à exploração de recursos naturais finitos e à queima de combustíveis. Para levantar essa discussão, você, professor de Geografia, pode pedir aos estudantes que elaborem três listas: a primeira, com jogos, brinquedos e eletrodomésticos que têm em casa; as demais com o que seus pais e avós possuíam quando eram adolescentes. As relações devem ser comparadas e discutidas em classe. Em seguida, oriente os alunos a estudar quais são e de onde vêm os principais recursos naturais (matérias-primas e fontes de energia) utilizados na fabricação de alguns dos produtos enumerados. Peça ao professor de Ciências para discutir com a turma sobre os principais poluentes gerados na fabricação desses produtos e as conseqüências disso para as pessoas e o meio ambiente.

Análise de caso ajuda a classe a refletir

Os problemas ambientais têm a ver com o nosso modo de vida e para resolvê-los é necessário mudar hábitos de consumo. O atual modelo de desenvolvimento trouxe benefícios e bem-estar, e é difícil a maioria abrir mão de serviços e produtos com os quais os avós nem sonhavam quando eram jovens.

Para que os estudantes percebam isso, reúna-os em grupos e apresente a seguinte questão: numa cidade (real ou fictícia) de cerca de 50 mil habitantes, com sérios problemas de infra-estrutura e alto índice de desemprego, surge a proposta de instalação de uma usina siderúrgica, um dos tipos de indústria que mais poluem a atmosfera. Elabore e distribua aos alunos um texto caracterizando a cidade. Baseie-se em seu município ou pesquise dados - como renda per capita, escolas e hospitais, saneamento básico, população urbana/rural, arrecadação - de uma cidade desse porte no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ressalte no texto os benefícios econômicos que a empresa poderá trazer. Cada grupo discutirá os prós e contras da instalação da indústria e decidirá se é favorável ou não a ela. Reúna a turma e o professor de Ciências para um debate em que representantes dos grupos apresentarão um relatório resumindo os argumentos a favor e contra a instalação da usina. Conclua com um plebiscito.

Para avaliar, solicite a cada grupo um relatório apresentando as justificativas para a decisão. Dessa maneira, você verifica como as etapas anteriores foram desenvolvidas e se a questão proposta foi ou não bem respondida. O plebiscito também permite avaliar coletivamente a resposta da 8ª série, além de apontar a necessidade de posicionamentos individuais e coletivos para que ocorram mudanças efetivas.

EFEITO ESTUFA
 Ilustração: Luis Iria

Ilustração: Luis Iria

O efeito estufa é um fenômeno causado por gases (principalmente gás carbônico, clorofluorcarboneto, metano e óxido nitroso) que estão presentes na atmosfera desde a formação da Terra, há cerca de 4 bilhões de anos. São eles os responsáveis por absorver a radiação infravermelha vinda da Terra e permitir que a temperatura na superfície fique na média de 15 °C (veja o infográfico ao lado). Sem esses gases, a vida só seria viável para micróbios em regiões aquecidas por fontes geotermais.


ILHAS DE CALOR

 
Ilhas de calor é o nome que se dá a um fenômeno climático que ocorre principalmente nas cidades com elevado grau de urbanização. Nestas cidades, a temperatura média costuma ser mais elevada do que nas regiões rurais próximas.
Para entendermos melhor este fenômeno climático, podemos usar como exemplo a cidade de São Paulo que é considerada uma ilha de calor. Como esta cidade tem grande concentração de asfalto (ruas, avenidas) e concreto (prédios, casas e outras construções), ela concentra mais calor, fazendo com que a temperatura fique acima da média dos municípios da região. A umidade relativa do ar também fica baixa nestas áreas.
 
Outros fatores que favorecem o aquecimento da temperatura em São Paulo são: pouca quantidade de verde (árvores e plantas) e alto índice de poluição atmosférica, que favorece a elevação da temperatura.
A formação e presença de ilhas de calor no mundo são negativas para o meio ambiente, pois favorecem a intensificação do fenômeno do aquecimento global.
Medidas para evitar a formação das ilhas de calor urbanas:- Plantio de árvores em grande quantidade nas grandes cidades. Criação de parques e preservação de áreas verdes.
- Medidas para diminuir a poluição do ar: diminuição e controle da emissão de gases poluentes pelos veículos e controle de poluentes emitidos por indústrias.
Exemplos de cidades que são ilhas de calor:
- São Paulo (Brasil)
- Rio de Janeiro (Brasil)
- Nova Iorque (Estados Unidos da América)
- Cidade do México (México)
- Pequim (China)
- Nova Deli (Índia)
 
Inversão Térmica:  Este fenômeno climático ocorre principalmente nos grandes centros urbanos, regiões onde o nível de poluição é muito elevado. A inversão térmica ocorre quando há uma mudança abrupta de temperatura devido à inversão das camadas de ar frias e quentes.
Como ocorre a Inversão Térmica: A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba descendo e ficando numa região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar quente, por ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos poluentes.
Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano, porém é no inverno que ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas são raras, dificultando ainda mais a dispersão dos poluentes, sendo que o problema se agrava.
Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu, uma camada de cor cinza formada pelos poluentes. Estes são resultado da queima de combustíveis fósseis derivados do petróleo (gasolina e diesel principalmente) pelos automóveis e caminhões.
Problemas de Saúde: Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas, principalmente das crianças, provocando doenças respiratórias, cansaço entre outros problemas de saúde. Pessoas que possuem doenças como, por exemplo, bronquite e asma são as mais afetadas com esta situação.
 
Soluções: Soluções para estes problemas estão ligados diretamente à adoção de politicas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica poderia reduzir significativamente este problema. Campanhas públicas conscientizando as pessoas sobre a necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo transporte público (ônibus e metrô) também ajudaria a amenizar o problema. A fiscalização nas regiões onde ocorrem queimadas irregulares também contibuiria neste sentido.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Revisão Geral 6º ANO - Rede Isaac Newton

Boa Tarde,
Conforme combinado, posto para vocês, os textos de revisão da Rede Isaac Newton para o 6º ANO...
Favor ENVIAR AS DÚVIDAS para o comentário desta postagem, para que eu possa montar a vídeo aula a partir das dúvidas de vocês...
O vídeo será gravado na Segunda-Feira, portanto, mande as suas dúvidas!!!
Conceito de Geografia e Suas Divisões
Etimologicamente, Geografia significa "descrição da Terra" mas, desde a antiguidade, teve duas orientações diferentes: alguns geógrafos, mais preocupados com a localização exacta dos lugares e com a sua representação em mapas seguiram uma linha mais matemática; outros geógrafos, mais preocupados com as particularidades dos lugares, seguiram uma linha mais descritiva.
Mais recentemente, a Geografia, quanto ao seu campo de investigação, tem sido dividida em Geografia Regional e em Geografia Geral. Enquanto a Geografia Geral procura o que há de regular e permanente nos factos terrestres, explicando-os e relacionando-os entre si, a Geografia Regional procura explicar esses mesmos relacionamentos mas ao nível local.
A Geografia pode ainda ser dividida em Geografia Física, Humana e Económica:
. Geografia Física: estudo do clima, do relevo e sua formação, da botânica e da zoologia;
. Geografia Humana: estudo da espécie humana e sua distribuição e estudo dos habitat rurais e habitat urbanos;
. Geografia Económica: estudo dos fenómenos relacionados com a produção e troca, tais como a localização/distribuição das matérias-primas, fontes de energia e outros recursos naturais.
Objectivos da Geografia
A Geografia comporta três objectivos principais:
. A compreensão das características particulares de determinada região, realçando os relacionamentos e a integração de diversos fenómenos (geológicos, climáticos, históricos, políticos, económicos, sociológicos, etc.) num quadro de unidade local ou regional;
. A compreensão da relação entre o Homem e o seu meio, enfatizando quer a influência do meio sobre o Homem, quer o impacto deste sobre o meio (Ecologia);
. A explicação dos aspectos sisemáticos de localização e interacção espacial, ou seja, a explicação de como se estrutura o espaço físico, de como o Homem se organiza socialmente no espaço e de como muda a concepção do espaço e a sua utilização.

ERAS GEOLÓGICAS DO PLANETA TERRA
http://www.slideshare.net/professormario/g-e-o-l-o-g-i-a-e-a-a-o-h-u-m-a-n-a-2-m-a-2010 - Fonte

Era Arqueozóica

Período: 3,8 bilhões a 2,5 bilhões de anos atrás

- No começo desta era, o planeta Terra era até 3 vezes mais quente do que hoje.
- Começam a aparecer as primeiras células (organismos unicelulares).
- A Terra é constantemente atingida por meteoros.
- Milhares de vulcões estavam em atividade

Era Proterozóica

Período: de 2,5 bilhões a 540 milhões de anos atrás

- Por volta de 2 bilhões de anos atrás começa a se formar a camada de ozônio, gerando uma camada protetora contra os raios solares. Este fato favoreceu o surgimento de formas de vida mais complexas (organismos multicelulares).
- Formação dos continentes.
- Ocorre o acúmulo de oxigênio na litosfera.

Era Paleozóica

Período: de 540 milhões de anos a 250 milhões de anos atrás.

- Começam a surgir nos mares os primeiros animais vertebrados, são peixes bem primitivos.
- Por volta de 350 milhões de anos atrás, os peixes começam, durante um longo processo, a sair da água. Começou, desta forma, surgirem os primeiros animais anfíbios.
- Os trilobitas foram os animais típicos desta era.
- Nesta era os continentes estavam juntos, formando a Pangéia;
- O planeta começa a ser tomado por muitas espécies de plantas primitivas;
- No final desta fase começam a surgir diversas espécies de répteis que deram origem aos dinossauros;
- Milhares de espécies de insetos surgem nesta era.

Era Mesozóica

Período: 250 milhões de anos a 65,5 milhões de anos atrás

- Nesta era as plantas começam a desenvolver flores;
- Os dinossauros dominam o planeta;
- Por volta de 200 milhões de anos atrás surgem os animais mamíferos;

Era Cenozóica

Período: 65,5 milhões de anos atrás até o presente.

- Formação de cadeias montanhosas;
- No começo desta era, há 65 milhões de anos, ocorre a extinção dos dinossauros. 
- Grande desenvolvimento das espécies de animais mamíferos, que se tornam maiores, mais complexos e diversificados
- Após o término da deriva continental (migração dos continentes), o planeta assume o formato atual; 
- Por volta de 3,9 milhões de anos atrás surge, no continente africano, o Australopithecus (espécie de hominídeo já extinta);
- Surgimento do homo sapiens por volta de 130 mil a 200 mil anos atrás.

As camadas da Terra

 
A Terra possui a sua estrutura interna dividida  em  três camadas:

- Litosfera ou Crosta Terrestre: Camada externa e sólida que circunda a Terra. É constituída por rochas e solo de níveis variados e composta por grande quantidade de minerais.
A litosfera possui espessura de aproximadamente 72 km abaixo dos continentes,  que recebe o nome de crosta continental, e espessura de aproximadamente 8 km abaixo dos oceanos,  que recebe o nome de crosta oceânica.
As rochas que constituem a litosfera podem ser:
  • Rochas magmáticas ou rochas ígneas: São formadas pelo magma localizado abaixo das rochas que se solidificam.
  • Rochas sedimentares: Formadas pela falta de detritos provocados por ações erosivas.
  • Rochas metamórficas: Formadas por rochas magmáticas e sedimentares que sofreram alterações.
- Manto: camada localizada logo abaixo da Crosta Terrestre e estende-se até quase a metade do raio da Terra É formada por vários tipos de rochas que, devido às altas temperaturas, encontram-se no estado pastoso e recebem o nome de magma.

- Núcleo: é a camada mais interna do planeta e representa cerca de 1/3 de toda a massa da Terra. Possui temperaturas altíssimas e acredita-se que seja formado por metais como ferro e níquel entre outros elementos. 

Conhecendo as rochas 
Estes materiais podem, ser coerentes (xisto, basalto, granito, mármore, etc.) ou incoerentes (argila, arenito, siltito, etc); com formação simples, também conhecida como uniminerais (quartzitos, dunitos, mármores, etc.) ou composta, chamada também de pluriminerais (granito, Kinzigito, etc).

As rochas estão separadas em três diferentes grupos: 


Rochas Magmáticas ou ígneas
: estas são originadas através materiais em estado de fusão que se solidificam por resfriamento, entre eles os minerais feldspatos, a mica, os óxidos metálicos, os minerais silicatos ferro-magnesianos, etc.
Rochas Sedimentares: surgem nas zonas profundas da litosfera (crosta terrestre). Sua formação se dá a partir de processos físico-químicos que sofrem os agentes destrutivos. Ex. arenitos, calcário, folhelhos, etc.
Rochas Metarmórficas: Estas passam por mudanças e têm sua origem através das rochas magmáticas, das sedimentares e também das metamórficas. Tal transformação acontece pelo aumento da temperatura e ainda ocasiona a elevação da pressão e o aumento de deslocamentos, o que resulta na fragmentação da rocha original. 

O planeta Terra é coberto por uma camada formada por terra e rochas chamada de crosta terrestre ou litosfera. Esta crosta não é lisa e uniforme, mas sim irregular e composta por placas tectônicas. Estas placas não são fixas, pois estão sob o magma (rocha fundida de alta temperatura).

Estas placas tectônicas estão em constante movimento, exercendo pressão umas nas outras. Muitos terremotos são ocasionados pela energia liberada pelo choque entre estas placas. Regiões habitadas, que estão situadas nestas áreas, recebem maior impacto destes terremotos.

Muitos vulcões se formam nestas regiões de convergência entre placas. A ruptura no solo faz com que, muitas vezes, o magma terrestre escape, atingindo a superfície.


O Brasil está situada na parte interna da Placa Sul-Americana, portanto, os tremores de terra sentidos em nosso país são considerados de grau baixo. Isto ocorre, pois estamos distantes das zonas de impacto entre placas.


De acordo com os geólogos, existem 52 placas tectônicas em nosso planeta. São 14 grandes placas e 38 de tamanho menor.


Principais placas tectônicas:


- Placa Africana 

- Placa Antártida
- Placa da Arábia
- Placa Australiana
- Placa das Caraíbas
- Placa de Cocos
- Placa Euroasiática
- Placa das Filipinas

- Placa Indiana
- Placa Juan de Fuca
- Placa de Nazca
- Placa Norte-americana
- Placa do Pacífico
- Placa de Scotia
- Placa Sul-americana

 Terremoto

Também conhecido como sismo, o terremoto é um fenômeno geológico caracterizado por uma forte e rápida vibração da superfície terrestre.

Um terremoto pode ter como causa o choque entre placas tectônicas subterrâneas, a erupção de vulcão ou deslocamento de gases no interior do planeta Terra (situação mais rara). Num terremoto ocorrem aberturas de falhas na superfície terrestre e deslizamentos de terras. Quando ocorrem no mar, podem provocar tsunamis (ondas marítimas gigantes).

Um terremoto libera uma quantidade muito grande de energia, podendo provocar estragos e muita destruição quando atingem regiões habitadas.

De acordo com sua intensidade (magnitude sísmica) podem ser classificados através da Escala Richter (de 0 a 9). Quanto mais alto o grau, mais forte é o terremoto. Terremotos que atingem grau 7 ou mais, com epicentro próximo à superfície terrestre, podem provocar danos catastróficos.

O Brasil não está localizado em região favorável a ocorrências de terremotos, pois não há vulcões em atividade em nosso território e não estamos sob placas tectônicas. Mesmo assim, ocorrem terremotos de baixa intensidade (de 1 a 3 graus na Escala Richter), provocados, principalmente, pela acomodação de terra no subsolo.
A área do conhecimento que identifica e analisa os terremotos é chamada de sismologia. 
 TSUNAMI

As tsunamis são ondas gigantes com grande concentração de energia, que podem ocorrer nos oceanos. Elas são provocadas por um grande deslocamento de água que ocorre após uma movimentação de placas tectônicas abaixo dos oceanos. Estes terremotos marítimos, conhecidos como maremotos, deslocam uma grande quantidade de energia formando uma ou mais ondas (tsunamis) que podem atingir as costas dos oceanos, podendo provocar catástrofes.

Atualmente, vários países possuem equipamentos capazes de identificar a formação e propagação de tsunamis. Com dados destes tipos, os governos podem adotar planos para deslocar populações de áreas de risco, que possam ser atingidas por estas ondas gigantes. 

Nunca se falou tanto em meio ambiente e em impacto ambiental, pois está patente aos olhos de todos que o nosso planeta está passando por profundas e intensas mudanças, todas elas ocasionadas por nós, seres humanos.
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Nos últimos séculos a população humana só tem aumentado, e numa proporção ainda maior, tem aumentado de forma impressionante a nossa tecnologia, que nos disponibiliza inúmeras ferramentas, tornando-nos capazes de alterar tudo à nossa volta.No mesmo ritmo frenético em que a tecnologia avança, temos visto o desaparecimento de plantas, animais e seus habitats. As florestas tropicais, as savanas, os campos e as áreas de bosques estão sendo eliminadas; os brejos e pântanos estão sendo drenados e aterrados; os rios, córregos e riachos têm sido canalizados e bloqueados por represas. É cada vez maior o número de áreas aradas e cultivadas para produzir cereais e outros produtos. Além, é claro, de todas as imensas áreas que têm sido usadas para a pecuária intensiva.
Cada uma dessas alterações modifica as condições primordiais para a sobrevivência de plantas e animais silvestres. O aumento da taxa de extinção de espécies de aves e mamíferos apresenta uma relação positiva com a curva de crescimento populacional humano dos últimos três séculos. O número de espécies raras, ameaçadas ou em perigo de extinção é cada vez maior.
Quando paramos para ver tudo isso, chegamos a ficar desanimados com o poder destrutivo que o ser humano possui. Mas vale lembrar que nem tudo está perdido, pois existe também uma parcela de nossa sociedade que está preocupada em contribuir positivamente para evitar que todos esses danos se agravem ainda mais.
Hoje, os governos de diversos países, com apoio de inúmeras instituições não governamentais e com a colaboração de cidadãos comuns têm feito a diferença em muitos aspectos.
É cada vez maior a criação de áreas protegidas (como por exemplo, Unidades de Conservação e Corredores Ecológicos), que são uma tentativa de conservar ambientes naturais por seu valor biológico, científico, econômico e estético. Essa prática está difundida, principalmente, em países desenvolvidos, mas também está se tornando bem comum em países em desenvolvimento, onde restam muitas áreas conservadas ou pouco impactadas, como é o caso do Brasil.
As sociedades urbanas e industriais estão cada vez mais conscientes sobre a necessidade de reduzir, reciclar e reutilizar o lixo, pois assim podemos prolongar mais a disponibilidade de muitos recursos naturais não renováveis (especialmente o petróleo, o gás natural e alguns minerais) para as próximas gerações. Está cada vez mais claro para todos que o ecossistema humano (em particular o urbano-industrial) tem que alcançar um equilíbrio, onde o balanço entre o que entra e o que sai das cidades deve ser baseado em fontes renováveis. A busca crescente por fontes alternativas de energia renovável (i.e. energia eólica e solar) é um exemplo claro de nossa preocupação com o futuro do planeta.
Os debates recentes com ampla participação popular, em torno das mudanças climáticas, têm mostrado que os cidadãos estão mais conscientes sobre a necessidade do engajamento de todos na construção de cenários mais favoráveis.
Muitas pessoas vêem essa mobilização como algo funesto e que não trará resultados. Tais pessoas acham que não há mais como frearmos a destruição iminente de nosso planeta. Mas, eu quero estar sempre entre os mais otimistas, pois acredito que tais ações (por mais pequenas e singelas que pareçam!!!) são importantes para a construção de um futuro promissor.
Por mais pessimista que sejam as opiniões à minha volta, não quero desanimar nunca. Não pretendo cruzar os braços, pois acredito que juntos podemos fazer a diferença. Trabalhando unidos podemos fazer a diferença, construindo um mundo melhor !!!


O trabalho da forma como o temos hoje é fruto de intensas e profundas transformações das relações sociais, econômicas e políticas historicamente, agravadas no século passado. Por vez ou outra se houve falar em mudanças no mundo do trabalho, na flexibilização de direitos, dos mercados de trabalho e das condições de trabalho. Esse fenômeno foi denominado por David Harvey (no livro: Condição Pós Moderna, Ed. Loyola) por “acumulação flexível”, mais conhecida por reestruturação produtiva. Trata-se de resposta do capital à sua crise estrutural. Aliado a esse processo de reorganização do capital, a doutrina neoliberal ganha força no campo ideológico.
Dessa forma, percebemos que o Estado cada vez mais passou a ser mínimo para os trabalhadores e máximo para o capital. Isso ficou ainda mais perceptível com a crise econômica de 2008, enquanto o mote era recuperar a economia (leia-se: os especuladores) e cortar gastos públicos. Como já estamos cansados de saber, gasto público se trata de investimentos nas áreas sociais, enquanto os gastos na área econômica são investimentos. Não pretendemos aqui, de forma alguma, “satanizar” uma área e “beatificar” outra como num tolo maniqueísmo. Mas sim, ressaltar o caráter político da ideologia neoliberal e sua ofensiva aos direitos sociais.
Todas essas reflexões muitas vezes são voltadas apenas para a área urbana, como se o país fosse apenas as grandes cidades, estas que em sua maioria estão nas faixas litorâneas. Entretanto, informamos “a novidade que o Brasil não é só litoral” – Milton Nascimento, Notícias do Brasil (os pássaros trazem). Assim como na canção, apontamos aqui a necessidade de olharmos além da área urbana e voltarmos os nossos olhos para o Brasil do campo.
Três componentes fundamentais marcaram (e marcam) a organização social do Brasil-Colônia: a grande propriedade fundiária (latifúndios herdados das capitanias hereditárias e sesmarias), a monocultura de exportação (voltada ao atendimento de requisitos econômicos da Metrópole portuguesa) e o trabalho escravo. Atualmente temos diferentes relações de trabalho no campo. Para um melhor entendimento da questão, devemos nos reportar à condição de propriedade ou não dos meios de produção, sobretudo da terra. Entre aqueles que detêm a propriedade da terra encontramos: por um lado, os grandes proprietários, que não trabalham diretamente na terra, assumindo normalmente funções gerenciais e que visam à obtenção de lucro, mantendo os três componetes citados anteriormente, com um agravante: a destruição ambiental. Por outro lado, temos aqueles que trabalham diretamente a terra com sua própria força-de-trabalho, em uma lógica de subsistência e de preservação ambiental.
Entre os que não são proprietários de terra, as relações de trabalho se enquadram em três categorias básicas: parceiros, arrendatários e assalariados. Os parceiros são trabalhadores que pagam pelo uso da terra uma parte da produção obtida. Essa parcela varia de acordo com o produto cultivado e com determinados serviços e insumos oferecidos pelo proprietário da terra. Os arrendatários têm acesso à terra mediante o pagamento de um aluguel, normalmente em dinheiro, ao proprietário. Os lucros e riscos de produção são do arrendatário. Os assalariados caracterizam-se pela venda de sua força de trabalho em troca de uma remuneração em dinheiro e sua exclusão na participação da produção. Fica claro que todas as categorias de trabalho dos não proprietários de terra são extremamente precárias e excludentes, do ponto de vista social.
A reestruturação produtiva se dá no campo para manter a concentração fundiária e as relações de trabalho estabelecidas, ou seja, dominação dos latifundiários sobre uma imensa massa de sem-terra. A reestruturação produtiva ocorre com o mote da “modernização”, imbuído de inúmeras inovações tecnológicas que não necessariamente vem para contribuir para a produção de alimentos, mas sim, com o objetivo bem claro: aumentar os lucros. Para esse fim, por exemplo, não importa o grande acúmulo de agrotóxicos nas produções. O agronegócio tem cada vez mais força nos espaços do governo federal, onde há o Ministério do Desenvolvimento Agrário (o primo pobre) ligado aos setores mais populares e da produção da agricultura familiar, e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (o primo rico) subordinado aos setores mais conservadores do latifundiário brasileiro.
No Brasil, além da precarização do trabalho gerada pela reestruturação produtiva no campo, conserva-se ainda modelos de exploração da força de trabalho mais que arcaicos e, infelizmente, não menos atual no campo brasileiro, trata-se do trabalho escravo. Esse caráter híbrido da exploração dos trabalhadores só beneficia os setores da sociedade ligados ao latifúndio, que se apropriam privadamente da riqueza gerada coletivamente. Diante disso, percebemos que o capital por mais que se utilize de “máscaras” de “democrático”, “humano”, “social” de nada elimina seu caráter brutal de exploração daqueles que produzem a riqueza do mundo – os trabalhadores.
Assim sendo, faz-se necessário além de compreender essa realidade, buscar transformá-la. Não no sentido de reformas pontuais, mas de transformação radical, ou seja, mudar na raiz da questão, não apenas seus fenômenos aparentes. Defendemos a reforma agrária como alternativa de distribuição de terra e renda equitativamente com o respeito aos povos tradicionais; defendemos, assim, o limite da propriedade da terra; defendemos as organizações dos trabalhadores do campo; somos contra a criminalização dos movimentos sociais; somos a favor de uma reforma agrária radical e não as falsas reformas atreladas ao mercado; entendemos que a reforma agrária é importante, mas é um meio e não um fim, ela está no campo tático. Nosso horizonte dessas mudanças radicais visa à transformação da sociedade, do modo de produção vigente – capitalista, para uma sociedade justa, sem a exploração do homem pelo homem, “para cada um de acordo com suas necessidades”, uma sociedade socialista de poder popular rumo ao comunismo.

O subaproveitamento do espaço rural brasileiro é caracterizado por uma baixa produtividade em relação aos outros países que possui uma agricultura pautada na mecanização. O motivo que faz o Brasil ter uma baixa produtividade está na predominância da prática da agropecuária tradicional.

O Brasil é um país extremamente agrícola, quase a metade do território é ocupada por estabelecimentos rurais. As concentrações e as relações estão divididas em estrutura fundiária, latifúndio, minifúndio, expropriação e êxodo rural.


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Estrutura fundiária: Corresponde à maneira como as terras estão distribuídas no território.

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Latifúndio: São grandes propriedades rurais com aproximadamente 600 hectares.

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Minifúndio: São pequenas propriedade rurais com aproximadamente 3 hectares.

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Expropriação: É quando um pequeno proprietário rural se encontra endividado e é obrigado a vender sua propriedade para pagar dívidas, geralmente os grandes fazendeiros próximos adquirem essas terras.

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Êxodo rural: Corresponde ao deslocamento de trabalhadores rurais que saem do campo com destino aos centros urbanos, isso pode ocorrer por falta de trabalho no campo devido à mecanização ou mesmo para buscar uma vida melhor.

No campo existem as relações de trabalho que são diversificadas, como mão-de-obra familiar, posseiros, parceria, arrendatários, trabalhadores assalariados temporários e o trabalho escravo no campo.


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Mão-de-obra familiar: É a relação de trabalho entre os entes da família exercendo todas as etapas produtivas.

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Posseiros: São trabalhadores rurais que ocupam e/ou cultivam terras devolutas.

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Parceria: É a junção entre dois trabalhadores ou produtores rurais, no qual um possui a propriedade da terra e o outro apenas a força de trabalho, esse vai cultivar a terra e depois dividir uma parte da produção com aquele.

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Arrendatário: É quando um agricultor não possui terra, mas tem recursos financeiros, então arrenda ou aluga a propriedade por um período pré-determinado.

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Trabalhadores assalariados temporários: São trabalhadores rurais que recebem salário, mas que trabalham apenas uma parte do ano, é o que acontece nas colheitas.

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Trabalho escravo no campo: É quando o trabalhador não tem direitos trabalhistas, não recebe salário, pois tudo que é utilizado é cobrado, desde a alimentação até as ferramentas de trabalho, esse fica endividado, fato que o impede de ir embora.
Em pleno século XXI, esse fato se faz real, principalmente em estados como Pará, Mato Grosso e Goiás, esses não são únicos no país.
A reforma agrária é outro problema muito polêmico no país, contudo convém explicitar o significado de tal expressão.
A reforma agrária tem a finalidade de promover a distribuição ou reorganização mais justa da terra.

A questão agrária provoca uma grande tensão no campo.

A fixação do trabalhador rural no campo depende de vários fatores, pois não basta a simples redistribuição de terras para garantir o sucesso da reforma agrária é preciso facilidade na obtenção e pagamentos de créditos financeiros, garantia de preços, condição de transportes, orientação técnica e infra-estrutura. 

Somente a sociedade humana “habita” o planeta, no sentido de transformá-lo segundo um objetivo pré-determinado. As metamorfoses do espaço habitado acompanham a maneira como a sociedade humana se expande e se distribui, acarretando sucessivas mudanças demográficas e sociais em cada continente (mas também em cada país, em cada região e em cada lugar).

O fenômeno humano é dinâmico e uma das formas de revelação desse dinamismo está, exatamente, na transformação qualitativa do espaço habitado.
A noção de distribuição espacial da humanidade, se considerada apenas em relação às condições naturais, é insuficiente.
O hábitat, isto é, o espaço construído pelo homem, era antigamente o seu lugar de residência e de trabalho, e o espaço destinado às relações que uma vida social geograficamente confinada gerava, por meio do processo produtivo, tanto nos seus aspectos materiais como nos seus aspectos não materiais.
Considerando a totalidade da superfície terrestre, aparecem grandes espaços que estão quase vazios: são as zonas polares e as terras submetidas durante sete ou oito meses a temperaturas muito baixas, ou ainda, as regiões de grande altitude.
As extensões quentes e secas também formam parte do conjunto muito debilmente povoado. A Amazônia (América do Sul) e o Congo (África) não contam, em média, com mais do que 2 ou 3 habitantes por km² . Ao contrário, na Ásia encontram-se regiões de clima quente e úmido fortemente povoadas. E as mesmas desigualdades ocorrem nas zonas temperadas.
Para explicar esses contrastes de concentração de população é necessário fazer as distinções abaixo.
Grandes regiões industriais: cujo povoamento mais importante data do século XIX. Sua ocupação foi provocada pelos efeitos da Revolução Industrial, determinando uma concentração maciça da população nas cidades.
Grandes regiões agrícolas: nas quais também existem desigualdades de povoamento por causa das condições geográficas e históricas.
No decorrer dos séculos, tanto o crescimento econômico como o crescimento demográfico foram muito lentos em todos os países. Até o século XIX, os homens eram essencialmente agricultores.

Mas, a partir desse século, ocorreu uma transformação demográfica cujos múltiplos efeitos passaram a ter importância cada vez maior, como conseqüência das mudanças econômicas, sociais, políticas e culturais que se produziram desde o início do século XIX, a cujo conjunto se denominou Revolução Industrial. A partir de então, a agricultura se transformou; o comércio e os meios de transporte sofreram grande impulso. As cidades se multiplicaram e passaram a ser cada vez mais importantes.
A divisão entre os setores primário (agricultura e pecuária), secundário (indústria) e terciário (comércio e serviços) aprofundou-se em escala mundial, e a população economicamente ativa (aquela efetivamente engajada na economia) empregada no setor secundário passou a assumir importância cada vez maior na força de trabalho mundial.
Cerca de 2,5 bilhões de homens e mulheres vivem nas zonas rurais de todo o mundo, e 2 bilhões deles são camponeses que cultivam cerca de 1,5 bilhões de hectares, ou seja, aproximadamente 10% das terras emersas. Mas a distribuição das riquezas de que dispõem esses diferentes grupos não corresponde à distribuição da população.
Boa parte dos meios de produção está concentrada em países que contam com uma agricultura muito produtiva, concentrando também a produção industrial. Esses países possuem, ainda, potencial científico e tecnologia avançada.
A agricultura, hoje, não é mais a atividade principal dos países desenvolvidos. No entanto, continua sendo o meio de vida da maioria dos habitantes dos países subdesenvolvidos. 

A população e o espaço urbano
 
19/02/2010 - Juvenal Santana Introdução
 
Na zona rural a paisagem é mais ou menos marcada pelos elementos do meio natural: a influência do solo, do clima, da declividade do relevo, a presença de água e vegetação. A população vive dispersa em pequenos sítios. No meio urbano a população se concentra num espaço totalmente humanizado e dedica-se às atividades industriais, comerciais e de prestação de serviços.

1 - A produção da cidade moderna

As cidades industriais do século XIX


A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, originou profundas alterações na forma e na função da cidade. A indústria se multiplicava nos países europeus e nos Estados Unidos, onde vivia grande parte dos
trabalhadores urbanos. As lojas se instalavam nas ruas mais movimentadas, a fim de atrair um número cada vez maior de consumidores. As residências passaram a ser construídas de modo caótico, nos poucos espaços que sobravam entre as fábricas e rodovias, não haviam espaços para o lazer e o ar era muito poluído devido ao carvão utilizado nas indústrias. O nascimento da indústria originou cidades insalubres, isto é, pouco saudáveis, marcadas pela aglomeração dos pobres em pequenos quartos de cortiços, a população não tinha acesso à água tratada e nem rede de esgotos.

A cidade no século XX e o planejamento urbano


As pesquisas e
projetos nessa área se avolumaram e constituíram uma área de estudo, o urbanismo. As primeiras iniciativas resultaram em bairros residenciais dotados de excelente infra-estrutura arborizados e ajardinados. As cidades planejadas deveriam Ter largas avenidas e um sistema viário eficiente, permitindo o trânsito rápido. A cidade de Brasília é o exemplo mais completo e bem acabado desse tipo de planejamento, que também foi adotado na implantação de cidades dos Estados Unidos. França, Inglaterra, Israel e Japão.

2 - As interações urbanas contemporâneas

Formadas por um conjunto hierarquizado de cidades com tamanhos diferentes, onde se observa a influência exercida pelos centros maiores sobre os menores. A hierarquia urbana se estabelece a partir dos produtos e dos serviços que as cidades tem para oferecer. Nos países desenvolvidos, as redes urbanas são mais bem estruturadas.
As ricas metrópoles contemporâneas

As metrópoles correspondem a centros urbanos de grande porte: populosos, modernos e dotados de graves problemas de desigualdades sociais. A concentração populacional amplia a oferta de mão-de-obra e, desse modo, atrai investimentos produtivos que contribuem para o desenvolvimento da indústria. A metrópole lidera a rede urbana à qual está interligada e exerce uma forte influência sobre as cidades de menor porte, podendo transformar-se num pólo regional, nacional ou mundial.
Conurbações: as cidades se aproximam

Quando os limites físicos das cidades estão muitos próximos, formam-se conurbações. Vista do alto, a conurbação tem o aspecto de uma grande mancha urbana, ou seja, um conjunto de espaços urbanizados que engloba mais de uma cidade.
Nas megalópoles, o retrato da modernidade

A megalópole não é uma mega-metrópole, mas uma conurbação de metrópoles, nelas as regiões rurais estão quase ausentes.

3 - Os principais problemas urbanos atuais

Um dos mais graves problemas é a habitação. Como os imóveis mais baratos em geral são os mais distantes do centro da cidade, a população passa a morar cada vez mais longe do local de trabalho. Em conseqüência disso a população por não ter um transporte coletivo digno vai trabalhar com seus próprios automóveis causando muito trânsito, poluição do ar, poluição sonora e até mesmo dos rios.

4 - A urbanização mundial

Os países mais desenvolvidos

No século XIX, a urbanização foi mais intensa nos países que realizaram a Revolução Industrial e que constituem hoje países desenvolvidos. A partir do século XX, o ritmo de urbanização diminuiu nesses países. No pós-guerra, a concentração humana e a elevação do poder aquisitivo das populações dos países mais desenvolvidos produziram um grande aumento do consumo de bens e serviços, que favoreceu a expansão do setor terciário da economia. Com o desenvolvimento da tecnologia industrial , a produtividade aumentou e as necessidades de mão-de-obra se reduziram. Parte da população ativa no setor secundário foi para o setor. Depois de 1980 os setor terciário e a prestação de serviços aderiram aos avanços tecnológicos da informática.

Os países subdesenvolvidos

O século XX se caracterizou pela urbanização dos países subdesenvolvidos. O ritmo se acelerou a partir de 1950, devido ao aumento das taxas de crescimento populacional. A industrialização, formaram-se grandes cidades, com maior disponibilidade de emprego, conforto e ascensão social. A industrialização adotou um padrão tecnológicos muito mais moderno do que o utilizado pelas indústrias do século XIX, o que resultou na criação de menos empregos. Nessas cidades existe o setor terciário informal – aquelas atividades não regulamentadas, como a dos camelôs e biscateiros – cresce mais que o formal. A maior parte da população ainda vive na zona rural.

A urbanização na África

Na África a maior parte da população vive na zona rural, pois as atividades agrárias predominam na estrutura econômica de quase todos os países do continente. Os países da África são os que apresentam as taxas de urbanização mais elevadas entre os países menos desenvolvidos. Seus habitantes possuem uma renda anual inferior a 370 dólares. A urbanização africana ocorreu quando houve um grande aumento do consumo mundial de matérias-primas, combustíveis fósseis e produtos agrícolas.

A urbanização na Ásia

A Ásia, é o continente mais populoso do mundo, não tem uma tradição urbana. A população ainda é predominantemente rural. Vivem com uma renda como a dos africanos, inferior a 370 dólares por ano. A urbanização ocorreu com a oferta de trabalho das indústrias dos tigres asiáticos.

5 - A globalização da cidade

Com a globalização, surgem as metrópoles mundiais e tecnopolos. É nessas metrópoles que se concentram grandes capitais, profissionais qualificados e tecnologia. O papel de metrópole mundial adquiriu tamanha importância na atualidade que passou a ser a meta perseguida por muitas cidades desenvolvidas. Os tecnopolos, por sua vez correspondem a centros urbanos que abrigam importantes universidades, instituições de pesquisa e os principais complexos industriais, onde se desenvolvem tecnologias avançadas e pesquisas científicas.