segunda-feira, fevereiro 18, 2013

CONCEITOS GERAIS - DIREITO CONSTITUCIONAL

Debate interessante sobre a Estrutura Política do Estado Brasileiro. São 3 vídeos de bom conteúdo e uma análise qualificada.






Conceitos Básicos:
República
Do latim res publĭca (“coisa pública”), a república é uma forma de organização do Estado. Na república, a autoridade máxima cumpre funções durante um tempo determinado e é eleita pelos cidadãos, seja de maneira directa, seja através do Parlamento (cujos integrantes também são eleitos pelo povo).
Por extensão, conhece-se como república todo o Estado que seja organizado desta forma e todos os regimes não monárquicos. Outro uso do termo diz respeito ao corpo político da sociedade e à causa pública (por exemplo: “A corrupção dos ministros é um atentado à república”, “A república não pode tolerar os maus-tratos dos seus funcionários”).
O principal canal de participação dos cidadãos na república é o voto. As eleições devem ser livres e o voto, secreto. Desta forma, os cidadãos podem exercer a sua participação sem pressões nem condicionamentos.
Convém destacar que muitos dos Estados que, ao longo da história, se autodenominaram de repúblicas, não permitiram a participação dos respectivos cidadãos em eleições como também não respeitaram os direitos humanos. É o caso de Estados totalitários como a China ou ainda a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U.R.S.S.). O mesmo acontece, de forma mais ou menos similar, com as repúblicas islâmicas, que se fundamentam no Corão e não na Ilustração (por conseguinte, baseiam-se em crenças de fé e religiosas).
Outros princípios fundamentais para o funcionamento da república são, para além da participação política activa dos cidadãos, a divisão de poderes, a concreção da justiça e a busca do bem comum.

Oficialmente o Brasil se constitui em uma República Federativa - República Federativa do Brasil - composta por 26 estados e um distrito federal, onde se situa a capital da República - Brasília, sede do governo e dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Cada um dos estados brasileiros, ou seja, cada uma das unidades da Federação, é ainda subdividido em municípios e esses em distritos. Ao todo o Brasil possui 9.274 distritos distribuídos em 4.974 municípios.
Apesar de o País se constituir em uma Federação é grande a centralização política existente, sendo pequena a autonomia de cada unidade da Federação.
DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
Art. 18 a 43 CF
Formas de Estado: É a distribuição geográfica do poder político em função de um território.
Formas de Governo: República ou Monarquia
Sistema de Governo: Presidencialismo ou Parlamentarismo
Brasil: Forma de governo Republicana, Sistema presidencialista e forma federativa de Estado.
Movimento centrípeto: Estados soberanos cedendo parte de sua soberania - Agregação (Ex. EUA).
Movimento centrífugo: Estado unitário centralizado se descentraliza – Desagregação (Ex. Brasil).

Principais formas de Estado:
            UNITÁRIO: É o Estado onde não há distribuição política com relação ao território.
Unitário Puro: Absoluta centralização do poder (sem exemplos existentes).
Unitário Descentralizado Administrativamente: As decisões sãs concentradas pelo Governo Nacional, porém, há descentralização na execução das decisões políticas já tomadas.
Unitário Descentralizado Administrativa e Politicamente: A forma de Estado mais comum. Quando da execução das decisões tomadas pelo Governo Central, há autonomia política para decidir no caso concreto qual a melhor atitude a ser empregada.

FEDERAÇÃO:
Forma com origem nos EUA (1787), quando as 13 colônias britânicas passaram a se intitular novos Estados soberanos. As colônias firmaram então um pacto de colaboração buscando proteger-se de ameaças (pacto confederativo). Neste pacto havia a possibilidade de cada ente retirar-se da confederação (direito de secessão), sendo que, dessa forma, o agrupamento tornava-se frágil. Buscando solucionar os problemas, os entes reuniram-se na Filadélfia e estruturaram as bases do federalismo, onde cada Estado cedia parcela de sua soberania a um órgão central. Nasceram os Estados Unidos da América.
Movimento centrípeto: A formação dos EUA se deu de fora para dentro, ou seja, Estados soberanos cedendo parte de sua soberania.

Federalismo: Quando se fala em federalismo, em direito constitucional, quer-se referir a uma forma de Estado, denominada federação ou Estado Federal, caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional/ autonomia federativa.

Quanto à origem: A Federação pode formar-se de duas maneiras:
Federalismo por Agregação: Estados independentes reúnem-se para a formação de um Estado Federal.
Federalismo por Desagregação: Parte-se de um Estado unitário já constituído para a formação de um Estado Federal.

Princípio Federativo
Conceito: A federação é a forma de Estado pela qual se objetiva distribuir o poder, preservando a autonomia dos entes políticos que a compõem (nem sempre se alcança uma racional distribuição do poder). Regra: Nada será exercido por um poder mais amplo quando puder ser exercido pelo poder local, afinal os cidadãos residem em municípios e não na união”.

Características Comuns a Todas as Federações:
1) Descentralização Política: descentralização político-administrativa constitucionalmente prevista;
2) Constituição Rígida como Base Jurídica: Para que se garanta a distribuição de competências entre os entes autônomos.
            3)   Inexistência do Direito de Secessão: Não se permite o direito de separação                                                                                               ou retirada.
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I - manter a integridade nacional;

Princípio da Indissolubilidade do Vínculo Federativo: Importante ressaltar que a forma federativa do Estado é inalterável.
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;

4)   Soberania do Estado Federal: Ao ingressar na federação o Estado perde a soberania, mas mantém a autonomia com relação aos outros Estados. A soberania é característica do Estado Federal (junção de todos os entes).
            5)   Auto-Organização dos Estados Membros: Com constituições estaduais.
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição.

6)   Órgão representativo dos Estados Membros: existência de um órgão que dite a vontade dos membros da Federação; no caso brasileiro temos o Senado que reúne os representantes dos Estados-membros;
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.
§ 1º - Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos.
§ 2º - A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.
§ 3º - Cada Senador será eleito com dois suplentes.
7)   Guardião da Constituição: Supremo Tribunal Federal – STF. Órgão constitucional encarregado do controle da constitucionalidade das leis, para que não haja invasão de competências.
8)     Autonomia Financeira: autonomia financeira, constitucionalmente prevista, para que os entes federados não fiquem na dependência do Poder Central;

Federação da Constituição de 1988
           
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania; (é um fundamento da republica federativa do Brasil, e não da União como ente federativo).
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
§ 1º - Brasília é a Capital Federal.
§ 2º - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
§ 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

Forma de governo: República.
Sistema de Governo: Presidencialista.
Forma de Estado: Federação.
Característica do Estado: Estado Democrático de Direito.
Entes componentes da Federação: A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

Municípios: O Texto Constitucional incluiu o município como componente da Federação. (Antes de existir o país Brasil já tínhamos municípios, os quais eram importantes locus de poder). Celso Bastos “O constituinte corrigiu o erro das Constituições anteriores ao incluir o município como componente da Federação brasileira”.

FEDERALISMO DE 3º GRAU: Pela CF/88, os Municípios foram elevados à condição de entidades federativas, ao lado da União, dos Estados e do Distrito Federal (arts. 1º e 18). Até a atual ordem constitucional, prevalecia no País um federalismo de 2º grau, composto somente da União e dos Estados-Membros, de duas esferas de divisão de poderes políticos.

UNIÃO FEDERAL
Conceito: Se constitui peça congregação das comunidades regionais que vem a ser os Estados Membros, Distrito Federal e Municípios, todos autônomos, nos termos da CF. A União assume dois papéis:
Internamente: Pessoa jurídica de direito público interno, componente da Federação brasileira e autônoma na medida em que possui capacidade de auto-organização, autogoverno, auto legislação e autoadministração, configurando, assim, autonomia financeira, administrativa e política.
Internacionalmente: Representando a República Federativa do Brasil. A soberania é da República Federativa do Brasil, representada pela União.

Capital Federal: O Distrito federal não é capital da União, mas sim da própria Federação.
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
§ 1º - Brasília é a Capital Federal.


BENS DA UNIÃO:  
Art. 20. São bens da União:
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais;
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;(12 a 200 milhas marítimas)
VI - o mar territorial; (Faixa de 12 milhas marítimas)
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
§ 1º - É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.
§ 2º - A faixa de até cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terrestres, designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei.


Competências da União Federal:
COMPETÊNCIA NÃO LEGISLATIVA: Diz respeito ao exercício das funções governamentais, podendo tanto ser exclusiva da União (indelegáveis) como comum aos entes federativos (cumulativa, concorrente administrativa ou paralela). Também chamada de administrativa ou material.
A)  Competência Exclusiva: Previstas no artigo 21 do CF.
B)   Competência comum: Observe-se que o parágrafo único do artigo 23 prevê que Lei Complementar fixará normas para a cooperação entre os entes da Federação, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.

B.1) Conflito: No caso de conflito de interesses entre os entes, deve-se cogitar o princípio de preponderância dos interesses. Dessa forma, assuntos de interesse mais amplo serão de competência da União, enquanto os assuntos de interesses restritos (locais) deverão de competência dos Estados e Municípios, de acordo com o interesse específico (local, regional, nacional) de cada ente.

COMPETÊNCIA LEGISLATIVA: É a competência constitucional de elaborar leis.

Privativa: Apesar de o artigo 22 da CF tratar de matérias das quais é competência privativa da União legislar, podem estas também ser regulamentadas por outros entes federativos. A União, através de Lei Complementar autoriza os Estados a legislar sobre casos específicos. Observe-se que isto deverá ser feito por Lei Complementar limitando-se Questões Específicas.
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.


Concorrente: As matérias de competência concorrente estão previstas no artigo 24, sendo que, nestas, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais (Ex. LDB).
Obs: Se a União não elaborar as normas gerais sobre determinado assunto, o Estado poderá elaborá-las (competência legislativa plena). Todavia, se a União legislar sobre as normas gerais posteriormente, as normas gerais elaboradas pelo Estado terão sua eficácia suspensa, no que for contrária a Lei Federal.

REFERÊNCIA
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Saraiva, 20011.

3º ANO - ENSINO MÉDIO - REDE ISAAC NEWTON - Material complementar e atividades

Boa Noite Meninos,

É com muita alegria que inauguramos as atividades do Blog.

Para o 3º Ano temos os seguintes materiais.

Para a compreensão da realidade do Continente Africano durante o século XIX e XX, bem como, a compreensão da Conferência de Berlim segue um livro confeccionado pela Unesco, que faz parte do site do Domínio Público, portanto, posso asseverar que não se trata de uma utilização ilícita de Direito Autoral.

Segue o link dos livros.
África no Século XIX até 1880
África de 1880 até o início do Século XX

Texto para Análise:

http://www.marxists.org/portugues/molotov/1954/mes/berlim.htm

Senhores, o texto acima é para uma análise de no máximo 30 linhas sobre as principais consequências da Conferência de Berlim. O texto é um pouco longo, mas de leitura fácil. E para não ficar apertado para vocês peço-lhes que me entregue na próxima aula, da semana que vem. Vale ressaltar que não é um resumo, e sim uma análise.


Vídeo interessante sobre a História da África.

Conceitos Gerais:

O Que é Geografia Política...?
É um dos ramos da Geografia Social ou Humana que busca compreender as relações de poder no espaço geográfico. A Geografia Política visualiza o Estado através da organização do espaço. Os processos principais ligados ao poder são objetos de estudo da Geografia
Política caracterizando-a como:
- não só social, mas também geográfica;
- faz uma análise geográfica do espaço;
- estuda as relações de poder e a sua correlação com o espaço.
A Geografia Política moderna estuda uma região humanizada como uma unidade política, observando suas bases geográficas e territoriais, as modificações na distribuição demográfica, o seu potencial econômico comparando com as que estão em seu entorno e os outros fenômenos sociais.
Ela nasceu com a obra Politische Geographie do alemão FRIEDRICH RATZEL, (ilustração) publicado em 1897. Com ele, inicia-se um estudo sistemático da dimensão geográfica da política, onde a espacialidade e a territorialidade do Estado era o principal objeto de preocupação. A partir de RATZEL, a Geografia Política ganha um novo significado, passa a ser entendida como o estudo geográfico ou espacial da política, e não mais como um estudo genérico dos Estados.

E a Geopolítica?
A Geopolítica surgiu no século XX. Visualiza e estuda o espaço do ponto de vista do Estado. Ela não se caracteriza como ciência, e sim como uma estratégia política a serviço do Estado.
Então, o que tem a ver
Estratégia, Geoestratégia com a Geopolítica?
Estratégia
– como definição antiga, significa a arte de administrar a guerra; atualmente, significa qualquer tipo de plano, técnica ou estratagema e não tem nada a ver com espaço geográfico.
Geoestratégia
– tem a ver com a dinâmica espacial, estuda como se dará as ações militares no espaço numa situação de guerra.
Geopolítica
– tem uma preocupação fundamental com a correlação de forças, antes militar, hoje econômico-tecnológica, cultural e social a nível territorial e com ênfase no espaço mundial. Na prática e conceitualmente, fica difícil separar e distinguir a geoestratégia da Geopolítica, mesmo porque o termo “estratégia” se popularizou tanto, que não tem mais nada com o conceito original

Segundo Magnoli:
“A Geopolítica é um saber estratégico a serviço dos Estados,
mas também é ferramenta para a compreensão mais profunda e
refinada das relações entre a política e a Geografia. A investigação
geopolítica do espaço geográfico descortina formas inusitadas de
enxergar o mundo.”

(Demétrio Magnoli, O Mundo Contemporâneo. SP. Atual 2004.

Fonte: Faculdade de Tecnologia e Ciência - Geografia. 

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Conceitos Básicos de Relevo, Clima e Vegetação!!!

RELEVO, CLIMA E VEGETAÇÃO NO MUNDO
CLIMA NO MUNDO

A localização de cada país no planeta é importante para definir seu clima. Na faixa da Terra que acompanha a linha do Equador, por exemplo, a intensidade dos raios solares é maior durante o ano inteiro. Portanto, quanto mais próximo um país está da linha do Equador, mais quente é seu clima.Além desse, muitos outros fatores influenciam o clima de uma região, como a quantidade de chuvas, o relevo, as massas de ar, a umidade do ar, os ventos, a proximidade com o mar e a vegetação. A ação do homem, como o desmatamento ou a poluição, também pode mudar o clima.

Para entender melhor
Índice pluviométrico anual – É a quantidade de chuva que cai em uma região durante um ano. Para fazer essa medição, os especialistas usam um aparelho chamado pluviômetro, que mede a água em milímetros (mm).
Massas de ar – São porções de ar com características parecidas de umidade, pressão e temperatura. A proximidade com o Equador, com os trópicos ou com as regiões polares é responsável por essas características. Por exemplo: quando uma massa de ar está sobre uma região tropical do oceano, que tem correntes marítimas quentes e muita evaporação de água, ela costuma ser quente e úmida. Já nos pólos, que são as regiões mais distantes do equador, muito frias e com muito gelo,
as massas de ar são frias e secas.
Umidade relativa do ar – É a quantidade de vapor de água que existe no ar. Ele nunca é totalmente seco.Pressão atmosférica – O ar que envolve a Terra é uma mistura de gases e vapor d’água chamada atmosfera. Pressão atmosférica é a
pressão que a atmosfera faz sobre o nosso planeta, isto é, o quanto essa mistura de gases e vapor d’água pesa em cada região. Esse peso é de mais ou menos 1 quilo por centímetro quadrado.

Tipos de clima
Continental – Clima temperado, nem muito quente, nem muito frio. A média de temperatura no inverno é de 5 graus centígrados e no verão, de 24 graus centígrados. As chuvas são regulares, ficam entre 500 e 1.000 mm durante o ano. É o clima do interior da América do Norte, da Europa e da Ásia.
Continental Árido – Clima seco e com temperaturas baixas: 20 graus centígrados abaixo de zero no inverno e 17 graus centígrados no verão. Chove pouco, menos de 250 mm ao ano. É o clima de alguns países do centro da Ásia, da Patagônia e das montanhas Rochosas, nos Estados Unidos.
Continental Frio – Clima frio, com temperaturas que chegam a 15 graus centígrados abaixo de zero no inverno e 10 graus centígrados no verão. Chove pouco, menos de 300 mm por ano. É o clima do norte do Canadá e da Sibéria, na Federação Russa.
Equatorial – Clima quente com média de temperatura de 25 graus centígrados. Chove muito durante o ano, mais de 2.000 mm. É o clima das regiões próximas ao Equador.
Montanhoso – Quanto mais alto, mais frio o clima. A temperatura diminui 6 graus centígrados a cada 1.000 metros de altitude. Sempre existe neve acima de 2.000 metros. É o clima das cadeias de montanhas.
Tropical – Clima quente, com temperatura um pouco acima de 20 graus centígrados. Chove bastante durante o ano, entre 1.000 e 2.000 mm. É comum em países que estão entre o trópico de Capricórnio e o Equador, ou entre o trópico de Câncer e a linha do Equador.
Tropical Árido – Clima seco, quente durante o dia e frio à noite. A diferença de temperatura pode ser de mais de 20 graus centígrados em um mesmo dia. Chove pouco, menos de 250 mm ao ano. É o clima do deserto do Saara, de regiões do Oriente Médio, do centro da Austrália e do norte do México.
Subtropical – Clima temperado, nem muito quente, nem muito frio. A temperatura máxima no verão é de 30 graus centígrados e a temperatura mínima no inverno é próxima a 0 grau. As chuvas são regulares, entre 500 a 1.000 mm. É o clima do Uruguai e das regiões européias perto do Mediterrâneo.
Oceânico – Clima temperado. A temperatura no inverno é de 3 graus centígrados abaixo de zero e, no verão, de 15 graus centígrados. Chove muito. É o clima do noroeste da Europa, noroeste da América do Norte e do litoral sudoeste do Chile.
Polar – Sempre faz muito frio. No inverno a temperatura fica em torno de 30 graus centígrados abaixo de zero. No verão, a média é de 4 graus centígrados. Neva 100 mm por ano. É o clima do Alasca, da Antártica e de uma parte da Escandinávia, no norte da Europa.
VEGETAÇÃO NO MUNDO

O conjunto de plantas de uma região forma a sua vegetação. As plantas se desenvolvem de acordo com o clima do lugar. Características como umidade, temperatura, quantidade de luz e nutrientes do solo são fundamentais para determinar quais vegetais vivem melhor em cada região do planeta.A variedade de espécies vegetais é maior nas proximidades da linha do Equador, onde a luz é intensa, faz muito calor e chove bastante. Nessas regiões são encontradas as maiores e mais densas florestas do mundo, chamadas tropicais e equatoriais. Quanto maior a quantidade e menor a distância entre as árvores, dizemos que a floresta é mais densa.Já perto dos pólos, onde há pouca luz e as temperaturas são baixas, existe menor variedade de espécies vegetais.
Nessas regiões há também menor quantidade de espécies animais. Isso acontece porque os animais dependem dos vegetais para sobreviver.

Tipos de vegetação 
Floresta tropical – Tem plantas com folhas largas e uma grande variedade de espécies em uma mesma região. O solo tem poucos nutrientes e as plantas se alimentam de húmus, uma massa formada pela decomposição de galhos, troncos e folhas.
Savana – Nas regiões secas, tem plantas com muitos espinhos. Nas regiões úmidas, é formada por árvores baixas e plantas rasteiras.
Vegetação mediterrânea – Vegetação típica da região próxima ao mar Mediterrâneo, formada por moitas, arbustos e árvores pequenas, como oliveiras e sobreiros.
Floresta de coníferas – Ocupa áreas onde o inverno é longo e rigoroso e o verão é curto. Entre as poucas espécies que se adaptam a essas condições está o pinheiro.
Tundra – Formada por arbustos e ervas, além de musgos e liquens. Esse tipo de vegetação aparece nas regiões frias bem ao norte do planeta nos meses de degelo.
Vegetação de montanha – Nas montanhas muito altas, como a cordilheira dos Andes, na América do Sul, quase não há vegetação. Em geral, apenas ervas e pequenos arbustos sobrevivem em grandes altitudes.
Floresta temperada – Possui espécies que perdem suas folhas durante o inverno, porque assim suportam melhor as temperaturas baixas e a seca. As espécies mais comuns são o carvalho, o bordo e a faia. O solo é coberto por gramíneas.
Estepe – Vegetação de áreas de clima temperado continental, formada principalmente por gramíneas. No Brasil é chamada de campo.
Desertos – Apenas nas áreas menos secas há vegetação. Em geral gramíneas e plantas com espinhos.

RELEVO NO MUNDO
As várias diferenças de altitude na superfície da Terra formam seu relevo. Os principais tipos de relevo são as planícies, os planaltos, as depressões e as montanhas. Essas diferenças existem por causa de forças que atuam em dois sentidos sobre a crosta da Terra: de dentro para fora e de fora para dentro. Podemos chamá-las de forças internas e externas.
Forças internas – São movimentos que acontecem embaixo da superfície da Terra. Às vezes, elas tornam o relevo mais baixo e, outras vezes, fazem com que ele suba. A erupção de um vulcão, por exemplo, é uma força interna. Ela acontece porque a movimentação das placas que formam a superfície da Terra abrem fendas que permitem a passagem de rocha líquida e fumegante vinda das profundezas da Terra, onde as temperaturas são muito altas.Quando a rocha líquida se resfria na superfície, ela fica sólida de novo. Isso vai acontecendo várias vezes durante milhares de anos, e o relevo, como conseqüência, vai se modificando. Muitas ilhas, por exemplo, são formadas por erupções vulcânicas. Forças externas – São a temperatura, os ventos, a chuva e os mares. De certa forma, até o homem é uma força externa, já que pode alterar o relevo quando constrói estradas ou hidrelétricas, por exemplo.

Tipos de relevo
Planícies – São terrenos planos formados por depósitos de material dos mares, lagos e rios. Podem ser encontradas em altitudes baixas ou altas. Ocupam mais de um terço da superfície terrestre e costumam acompanhar as margens de grandes rios, lagos e oceanos. 
Planaltos – São elevações produzidas pela decomposição das rochas. Geralmente estão em altitudes entre 300 e 1.000 metros. Mas também podem ser encontrados acima de 3.000 metros, com cadeias de montanhas em volta.
Montanhas – São as formações mais altas da superfície terrestre. Quando várias montanhas estão próximas umas das outras, dizemos que elas formam uma cadeia montanhosa, como a cordilheira dos Andes e a do Himalaia. As montanhas que aparecem isoladas costumam ter origem vulcânica.
Depressões – São áreas rebaixadas como resultado da erosão durante de milhares de anos. O que provoca esse desgaste são as águas das chuvas, dos rios e dos mares, e até a ação dos ventos.
OCEANOS 

Dois terços da Terra são cobertos por mares e oceanos. Uma grande quantidade de alimentos e minerais são retirados de águas salgadas. O sal de cozinha e o petróleo são exemplos da riqueza dos oceanos. A ciência que estuda os oceanos e mares é a Oceanografia. Ela investiga, entre outras coisas, as formas de vida animal e vegetal, o relevo submarino, a penetração dos raios solares e a composição das águas.Os mares são porções menores de águas salgadas e se localizam entre os continentes. Têm menor profundidade que os oceanos e maior variação de salinidade, temperatura e transparência das águas. 

Oceanos do mundo
Oceano Pacífico – Banha a parte oeste da América, a Ásia e a Oceania. É o maior em extensão e profundidade. É onde fica a fossa das Marianas, o ponto mais profundo do planeta, com cerca de 11 mil metros abaixo do nível do mar.
Oceano Atlântico – Banha o oeste da Europa e da África e o leste das Américas. É utilizado para navegação comercial entre Europa, África e Américas.
Oceano Índico – Banha o sul da Ásia, o leste da África e o oeste da Oceania. Por muito tempo foi chamado de mar das índias. É o menor dos oceanos e o que tem as águas mais quentes. 
Como ele é formado
Plataforma continental – É a parte mais próxima do continente, até mil e quinhentos quilômetros em direção ao alto mar. Abriga grande número de animais marinhos. Nessa região todos os anos são pescados cerca de 2 bilhões de toneladas de peixes. A profundidade máxima fica em torno de 500 metros.
Talude continental – É uma grande ladeira que faz a ligação entre a plataforma continental e o fundo oceânico.
Fundo oceânico – Passando o talude continental, fica o fundo oceânico. Nessa profundidade, os raios solares não conseguem chegar.
Fonte: Almanaque Abril

quinta-feira, janeiro 03, 2013

CRÔNICA DO DIA - O dia em que um Brasileiro foi mais do que um mero candidato a burguês acomodado.

CRÔNICA DO DIA

O dia em que um Brasileiro foi mais do que um mero candidato a burguês acomodado.

por Flávio Bueno

Estou assistindo um monte de gente postar fotos e vangloriar a atitude do Zeca Pagodinho... e como estava atribulado não entendi o porquê... Assistindo o JN percebi, entendi e recebi a tapa na cara!!! DICA DO DIA!!! BABEM OVO, PUCHEM O SACO mesmo do ZECA, e confesso aos senhores, tenho muito amigo que precisa desta tapa, precisa sentir vergonha do que fala e do que deixa de fazer por este país. ELE, o ZECA, não precisa disso, ele tem DINHEIRO... Ele é RICO... e não tem vergonha de gozar das coisas bacanas que o mundo pode nos oferecer, muito menos daquilo que o dinheiro nos proporciona. Contudo, só o é pelo seu talento, não só o de cantar ou o de compor, e sim, por seu carisma, seu afeto, sua alegria, etc. Esta é a SUA verdadeira riqueza. Carisma este que o faz sair em um veículo motorizado, sem capota, em meio à destruição e a chuva, durante a madrugada, simplesmente tentando fazer a sua parte, AJUDAR. E se emocionou verdadeiramente por isso. ESTE (já o respeitava por demais, agora virou ídolo), não explorou a pobreza de ninguém para tal, assim como o capitalismo faz com grande parte dos países pobres deste planeta. Não tem vergonha de suas raízes e não fica cuspindo no prato que come, nem se esquecem de onde tira seu sustento, o povo, suas origens, sua moral, sua ética, sua educação, sua fé, etc, que nem é católica ou evangélica, aliás, isto não interessa, caridade sim. ESTE SENHOR merece nosso respeito, merece nossa consideração, merece ser EXEMPLO de conduta. ESTE SENHOR deu uma entrevista e não criticou o governo A ou B. Apenas pediu ajuda a qualquer cristão que estivesse lá, inclusive à mídia que contribui, e muito, com a informação, mas que poderia ter maior responsabilidade com os conceitos e definições aplicadas à cobertura jornalística de qualidade (este é um tópico para outra crônica direcionada aos meus alunos de Ensino Médio). Em outras palavras, fazer um pouco mais do que apenas criticar. O capitalismo financeiro, tão criticado pelo Papa Bento na mensagem de “Happy New Year”, não compra este tipo de atitude, infelizmente para nós. O ano começa, e alguns problemas persistem, mas a visão de que o nosso país tem melhorado, ano após ano também se insere nesta perspectiva. Esse povo é muito rico, rico é boas atitudes que não podem ser apagadas pela má conduta de alguns. Assisto a morte do jovem em um restaurante em São Paulo e muitos atribuem à este fato a realidade de um povo. Mire-se se exemplo das Mulheres de Atenas, já dizia o Grande Francisco Buarque de Holanda, ou seja, mirem-se, sigam, copiem, divulguem, comprometam-se a seguir os bons exemplos deste país. E SEU ZECA. Você é um puta exemplo. Pobre pode ficar rico, já o rico (ou todos os que se acham superiores por estarem em uma camada social superior) não pode se enveredar no obscuro mundo do pessimismo, sensacionalismo, sarcasmo, elitismo, que venda os olhos das camadas mais nobres de nossa sociedade e de nossa mídia.
Obrigado Zeca Pagodinho por dar uma tapa na cara de muito babaca que permanece com as nádegas sobre o colchão de molas ensacadas, achando que este país é o pior lugar do mundo. A SUA solidariedade é muito maior do que um mero exemplo. É uma esperança, uma perspectiva, de que podemos ser melhores do que somos. Conheço poucos que vislumbram o sucesso e não sem corrompem pelo mesmo. Que melhora sua vida e não se sente superior. Neste contexto vale um salve ao meu amigo Gut Oliveira por seu exemplo, e ele sabe o porquê que digo isso! Poucos que ainda não perceberam que um País rico é, literalmente, um país sem pobreza, sem exploração das mazelas sociais, sem a venda da miséria e dos complexos problemas a ela associada. Um salve aos seres de bom coração que tem a ambição de crescer sem ter que necessariamente passar por cima de alguém. Um salve ao povo que não desiste, que erra, mas, que erra por toda uma complexibilidade histórica de 500 anos comandados por patrões e intelectuais que se esqueceram de um povo maravilhoso, uma retórica que nos aflige diariamente, uma dialética imoral e que ainda persiste sobre os que não entendem que o maior responsável pelo país é VOCÊ.
PS: O Zeca Pagodinho não precisou ir à Alemanha para ser um cidadão respeitável e ter noção de solidariedade.

VIVA O POVO BRASILEIRO E SUA DIÁRIA LUTA POR DIAS MELHORES.

SALVE ZECA PAGODINHO..

sábado, dezembro 22, 2012

Crônica do Dia - O Papa que tenta ser POP VS O DEPUTADO que de POP nao tem nada!!!

Crônica do Dia...

A racionalidade de um Papa que tenta ser POP!!!
Críticas do Deputado Jean Wyllys – PSOL-BA ao PAPA
Resposta de uma cidadã.....
E demais contextualizações.....

Senhores...
Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa... já dizia qualquer filósofo de Snooker Bar. 1º - Com todo respeito que tenho pelo “Grande” Sacerdote, Líder da Igreja Católica e um dos Chefes de Estado mais influentes do Planeta, o Papa Bento XVI. Este, sinceramente, possui uma incapacidade gigantesca de gerir a sua notável falta de carisma, bem como, entender a necessidade de evolução e adequação da Igreja Católica à contemporaneidade. Contudo, há um esforço interessante para a popularização daquele que não é popular, vide a criação do Twitter Oficial do Papa. Acredito que esta é uma iniciativa bem interessante por parte do Vaticano, pois aproxima o seu líder do povo que faz o Vaticano ser um dos maiores países do mundo ao se levar em conta a sua população indireta. Só que tal tentativa o expõe às críticas, opiniões de fanáticos e intelectuais de butequim, etc. Li os últimos artigos do Pontífice e, sinceramente, como chefe de Estado que é, deveria preocupar-se mais com elementos da sociedade que afetam geopoliticamente direta ou indiretamente o famoso “Povo de Deus”. Ao contrário, salvaguarda algumas manifestações tímidas e breves, o Papa se atém às questões corriqueiras que pouco tem influenciado positivamente o nosso planeta. Incomoda-me a postura de um acadêmico que tem formação filosófica e teológica nas melhores Universidades do Planeta, um intelectual super-reconhecido por suas obras anteriores ao papado, prevaricar sobre as questões sociais que estão perto inclusive de seu Espaço Geográfico, como o racismo que inunda a Itália e parte da Europa. Torna-se complexo o bom entendimento daquilo que realmente ele significa ou defende. Por exemplo, em seu último livro, ele se dedica a criticar as Igrejas (católicas) que usam presépios com a presença de animais na Manjedoura. Afirma-se que os evangelhos não retratam a existência de animais no ambiente na qual nasceu Jesus. Só pode ser brincadeira né? Oh seu Papa... tem gente morrendo de fome no planeta ou de bala perdida. O Oriente Médio se afundando em conflitos de ordem civil, que afeta, inclusive, a coexistência pacífica entre judeus, árabes e católicos. A xenofobia na Europa cada vez mais preocupante, pois, a aversão às culturas de diferentes regiões já foram capazes de influenciar na formação de uma Grande Guerra . (Diante de uma evidente participação do Vaticano na 2ª GM, com o apoio a Benito e Adolf).. A África afundada na fome e na miséria, com mais da metade da população pobre da África Subssariana contagiada pelo vírus HIV. E a “Vossa Santidade” preocupada com os animaizinhos da manjedoura. Ah!!! Pelo Amor de Cauby Peixoto. Como Chefe de Estado, que é (afinal de contas com uma superfície de 44 hectares, o Vaticano é o menor Estado do mundo. É uma entidade que representa mais de um bilhão de católicos através do planeta) é seu dever se preocupar com questões de cunho político que inferem sobre seu público alvo alguma influência. 2º - Este email não significa absolutamente nada (da cidadã supracitada), por vários fatores: É desprovido de um senso de realidade imensurável. A Igreja Católica, assim como a ONU, Cruz Vermelha, assim como qualquer ONG séria, preocupa-se com o bem-estar da sociedade (ou assim deveria), ou seja, cumprem aquilo que deveriam cumprir... Isso não pode significar que tudo que a Instituição promove seja pífio ou desprovido de moral, como assevera o deputado em questão. Existem projetos (como o realizado por algumas pastorais, hospitais, universidades, etc) que contribuem para a formação de uma consciência social bem fundamentada de toda população. A própria CNBB com a Campanha da Fraternidade busca envolver a Igreja no Brasil em um contexto Social. Ou seja, sob uma perspectiva sociológica a Igreja consegue cumprir as suas obrigações sociais, pelo menos aqui no Brasil. Entretanto, como em qualquer ambiente, existem Padres pilantras que recebem dinheiro de Pastor de Igreja da Propina (http://noticias.gospelmais.com.br/ex-deputado-evangelico-mensalao-foragido-policia-35844.html) (Casa da Benção, filho do desprezível Doriel de Oliveira. Vale a pena conhecer de onde vem esse senhor, para nunca mais topar com alguém da sua família) pra fazer Festa Junina. Padre mancomunado com Joaquim Domingos Roriz, que já defendeu José Roberto Arruda em plena Missa, dentre outros. Grupos Jovens que recebem dinheiro de político e acabam por se transformar em um curral eleitoral. Padre fazendo de seus eventos palco para promoção de políticos. Rede de TV católica que em nada se difere da Universal, dando espaço para Sr Burns (Serra) e Cia. Estes precisam ser responsabilizados pela reprodução desenfreada dos males cometidos pela Igreja Católica no decorrer da História. Em nossa R.A III (Taguatinga) conheço pelo menos uns duzentos casos assim. Mas, senhores esta não é uma realidade da grande maioria de padres sérios e competentes que compõem a Igreja no Brasil e no Mundo. Existem Padres pedófilos? SIM. São Todos? Nem de perto. Essa atitude é deplorável, desprezível e inescrupulosa? Evidente. É preciso punir? Alguém tem dúvida. Tais generalizações são no mínimo irresponsáveis e desprovidas de intelectualidade, bem como, assertivas que asseveram que todo político é ladrão, que todo negro é bandido ou favelado, que todo afrodescendente é “macumbeiro” e que todos os membros da Umbanda e do Candomblé são do mal. Isso tudo é estupidez, convencionalismo de uma turba desprovida de moral e que possuem notória dificuldade em desenvolver a sua intelectualidade e civilidade. Outra coisa que não pode ser deixado ao léu: Cristianismo Protestante e Cristianismo Católico. São duas vertentes tão diferentes, que hoje são incapazes de se misturar em torno dos seus interesses. E talvez, nobres amigos, perto daquilo que algumas almas fétidas de consciência do neopentecostalismo fazem, os católicos são santos. Volto a escrever: “algumas”, para ficar bem claro. 3º Algumas argumentações desta senhora me deixam a mercê de um “Big Bang” neurológico, se é que este termo existe. Intriga-me esta demonização do marxismo por conta dos religiosos do Planeta, principalmente, por confirmar a ideia de um movimento positivista e conservador que não cansa de mostrar sua face dentro das religiões milenares (algo diferente do divulgado inclusive pelo próprio Vaticano) e que contribuem, muito pouco, para a formação de um mundo melhor. O ideal da vida cristã é a partilha, a comunhão. Este é o sentido da comunidade, expressando a ideia de uma vida em comum-unidade com os outros. Não cabe ali a propriedade privada, a exploração e a desigualdade social. Justamente as maiores críticas realizadas pelo marxismo. A maior meta de Jesus, a partir dos relatos apostólicos, era o bem comum, isto é, comunismo. E quando a Igreja cai neste modelo (notadamente liberalista e que pouco se preocupa com a sociedade) ela confirma sim a defesa de Marx de que a religião é o ópio do Povo. Não se pode esquecer das caças à Bruxas, do seu papel no feudalismo, da catequização indígena (hoje promovido pelas Ong’s protestantes na Amazônia, etc) Ou seja, utilizar este tipo de fantasia (católicos) é um erro fundamental (e, claramente conceitual) no que diz respeito à ideologia que os mesmos seguem. Outra questão, aos católicos, assim como eu. Não há possibilidade de fugir do que registrou a História, Há, sim, a possibilidade de escrever uma melhor agora. As críticas do Deputado em questão, não inferem à Vsa, Santidade a responsabilidade pelos fatos e sim a uma série de elementos que permearam todo o contexto de formação de um Império que por séculos dominou o planeta. Entretanto, a mesma Igreja que o Deputado tanto critica foi fundamental, com seu apoio, para livrar os países da América Latina, inclusive o Brasil, das ditaduras militares inseridas neste espaço. Cardeais como Dom Cláudio Hummes, brasileiro, comunista (um dos favoritos na sucessão papal), inclusive, forneceu abrigo para muitos militantes no período áureo da ditadura militar brasileira, para que a escolta armada do exército brasileiro não cometesse mais uma de suas atrocidades. Lembro-me, inclusive, com muito carinho da atitude do Padre de Santo Antônio, que me foge o nome neste instante. Atitude revolucionária a dele ao abrigar aqueles que apanhavam, cumprindo seu papel. Aliás, muitos católicos, na busca por esbravejar “viva a ignorância!” tratam como satânicos àqueles que lutaram ao lado dos militantes e estudantes por um país democrático, com liberdade de expressão e liberdade política. Muitos desconhecem o verdadeiro intuito da Teologia da Libertação e alguns de seus seguidores, como Leonardo Boff, ceifados do direto de defender as suas ideias dentro do catolicismo, aliás, pelo próprio Papa Bento (excomungação), um acadêmico por natureza. Infelizmente, não podemos exigir dos nossos “católicos” este tipo de consciência e entendimento, entretanto, não cabe ao nobre deputado este julgamento (parece lhe ser conveniente apenas retratar aquilo que todos já sabem). Afinal de contas, há um sincretismo religioso intenso em sua terra natal que me permite afirmar que parte considerável dos votos que lhe proporcionaram o mandato de Deputado Federal foram de católicos. Neste sentido, deputado, seu marketing é falho e desnecessário, para o senhor e para os seus eleitores. Que me desculpe à cidadã, mas os professores, classe que a senhora desvaloriza em sua fala, não são papagaios de pirata. Pelo menos eu não me vejo nesta posição. O que falamos em sala sobre a Igreja Católica, ou não, são questões que encobrem a formação da nossa sociedade, e temos compromisso com a verdade dos fatos e com a boa educação. Ao deputado Jean Wyllys, que parece ser um dos mais atuantes, com formação em Comunicação Social pela UFBA, curso na qual conheço razoavelmente, não pode ser visto como o detentor de uma verdade moral dentro do nosso Parlamento. Em algumas de suas críticas deputado é perceptível uma visão totalmente parcial dos fatos, mesmo sabendo-se que o senhor defende um grupo social. Impor ideologias ou crenças defronta com sua fala de que o país trabalha contra a democracia. Faço-lhe uma pergunta: Ser democrático é sinônimo de ser homossexual ou animista? E nada contra os senhores e senhoras do público LGBTS, acho até importante a luta por uma realidade mais branda e sociável a este grupo tão discriminado em nosso país. Mas, não me venha com modismo. “Democrático” é aceitar irrefletidamente a sua Ideologia deputado. E ser “Fascista” é discordar do senhor. Acho no mínimo estranho esta posição de um homem que se apresenta como um intelectual. O deputado critica a impunidade do Vaticano em relação aos padres pedófilos, mas, afirma que: “Defendo, sim, o direito de qualquer pessoa poder dispor do seu corpo da forma que bem entender - inclusive as crianças, pois estas têm as mesmas necessidades que os adultos e não são propriedades de ninguém.” Posso estar errado, mas, isso não é sinônimo de hipocrisia ou no mínimo uma incoerência de sua parte. Veja, não sou contra políticas que defendam os interesses dos homossexuais, muito pelo contrário. Acho, inclusive que já se passou da hora das minorias deste país serem respeitadas. Entretanto, sua agenda de proteção aos homossexuais não pode privar as pessoas da concordância ou não com a escolha de vida. Isso é anti-democrático e, novamente, incoerente de sua parte. Para finalizar, acredito que nem o Padre é POP e nem aquele que hoje é pop pode se julgar dono de uma verdade absoluta. O GRANDE Sócrates de Atenas criticou os sofistas por venderem verdades na Grécia antiga e profetizou. “O verdadeiro sábio é aquele que reconhece a sua ignorância”. Precisamos de uma Igreja mais democrática e social, mas que se respeitem as suas leis, desde que ela não ofenda a liberdade de cada um, inclusive de expor suas críticas. Este tópico é essencial: Criticar a Igreja não significa ser menos cristão. O próprio João Paulo II (Grande Líder) afirmava isso. (“A fé não está no corpo que se inclina, mas está na alma do que crê”). Ser católico é uma opção, e vale ressaltar, que esta é uma opção de uma fatia cada vez menor da população mundial. Não se pode fugir de sua história, mas, não se podem criminalizar aqueles que fazem da religião uma oportunidade de resgate de vidas. Se não serve pro senhor ou pra mim deputado, poderá servir para alguém. DEMO=POVO, CRACIA=PODER. Dê ao povo, que o elegeu, a possibilidade de escolha e seja coerente com aquilo que, supostamente, o senhor vende.
“O desejo pelo POP nos afasta de uma análise segura da realidade que nos cerca”. (Flávio Bueno)

domingo, dezembro 02, 2012

GABARITO HUMANAS 2ª ETAPA PAS - UNB

Boa Noite senhores,

Segue o gabarito oficial do Caderno GPS - Estabelecido pela Equipe de Humanas da Rede Isaac Newton e este é o gabarito oficial da Equipe Geografia do Centro Educacional Sigma.

Gostaria de informa-lhes que ainda esta semana serão disponibilizados aos senhores os comentários das questões e a explicação sobre as questões abertas presentes na prova, bem como, sua redação que tem um tema totalmente geográfico.

11 - C
12 - C
13 - E
14 - E
15 - E
18 - E
19 - C
20 - C
26 - E
27 - C
28 - E
29 - E
32 - C
33 - C
34 - E
35 - "A"
46 - C
73 - E
74 - C
76 - C
77 - E
78 - C
79 - E 
87 - C
88 - E
89 - E
90 - "B"
93 - E
98 - C
100 - C
106 - "C"
107 - Cartografia Básica - Resposta: Corpos Celestes, etc;

Redação: PROGRESSO X MEIO AMBIENTE

Contribuição: Paulo Macedo, Otávio Barreto, Celso Sobrinho, Leonardo (História), Leonardo Bueno (Geografia), Diego Liberal, Ozias, Equipe da Rede Isaac Newton.

Crônica do Dia! Como punir aqueles que nos punem?



Como punir aqueles que nos punem? 

Uma dúvida cruel me aflige hoje. Se um Policial Militar nos aplicar uma multa por não utilizar o cinto de segurança quem vai multar o "Seu Guarda" pelo mesmo delito infracional, considerado grave pelos órgãos reguladores do trânsito de nosso país? Deveras hipocrisia daqueles que tinham que ser o exemplo de conduta moral e ética. Vivemos em uma sociedade livre e democrática, numa luta intensa contra a criminalidade, onde a Polícia está investida da função de proteger e promover liberdades e direitos individuais, consequentemente o aperfeiçoamento da Democracia e do Estado de Direito, dentro da Legalidade. Agora, como poderão estes aplicar a lei se não às cumprem? São nestas "pequenas" práticas que percebemos o quão distante do cumprimento da lei estão nossas principais instituições.  Quanto mais o tempo passa, pior motorista nos tornamos. Investimos todo nosso orgulho no pedal direito do carro... Nossos jovens se tornaram cada vez mais irresponsáveis, nossa paciência no dia-a-dia é cada vez menor e estamos cada vez mais próximos do autoextermínio, pois a cada ano batemos recordes e mais recordes de mortes no trânsito e, infelizmente muitas delas por pura falta de educação. Parece que pedir uma passagem ou dar uma seta virou crime. Aliás, este tópico é interessante. Em um país onde os jogos de azar estão proibidos há quase duas décadas, o próprio Estado constrói e nos empurra seus caças níqueis (pardais) goela abaixo e sem água para facilitar o troco e a descida. São 40 milhões investidos por ano em pardais e 2 milhões em educação no trânsito, ou seja, uma  inversão sistemática e estranha de valores. Só gostaria de ver investida a grana de um pardal em computadores para a rede pública de ensino. Tenho certeza que teríamos menos mortes em nosso trânsito. Pode-se perceber uma notória similaridade entre esta prática e o discurso de Foucault quando o mesmo assevera que para entendermos o Estado é essencial compreendermos as engrenagens do Poder que permeiam uma sociedade, que coloca as instituições criadas pelo Estado como elementos formais de controle social, produzindo relações de dominação, punitivas e criam saberes e verdades que disciplinam a população a partir de seus interesses e perspectivas. Não é a dúvida que se apresenta como cruel, e sim o poder ausente, inóspito e indecifrável que a democracia supostamente dá ao povo, na assepsia da palavra: poder e povo não comungam a mesma esfera social. E nos resta à dúvida. Como punir aqueles que nos punem?

sábado, dezembro 01, 2012

GABARITO PAS 1ª ETAPA - 1º DE DEZEMBRO DE 2012

GABARITO QUESTÕES DE GEOGRAFIA - HISTÓRIA - FILOSOFIA E SOCIOLOGIA

Boa Noite meninos e meninas.... Segue o gabarito da prova do PAS 1ª Etapa realizado na tarde deste sábado.

Neste fim de semana farei os comentários sobre as questões abaixo. Lembrando que algumas não pertencem somente a Geografia, por isso peço a contribuição dos amigos de outras áreas das ciências humanas para que possamos trazer aos alunos um conhecimento aprofundado sobre as questões da prova.

PS: Este é o gabarito oficial definido pelos professores de humanas da Rede Isaac Newton.

Desde já agradeço.

Seguem as questões!

11 - CERTO
12 - ERRADO
13 - ERRADO
14 - ERRADO
26 - CERTO
31 - "D"
44 - CERTO
45 - "C"
51 - CERTO
52 - CERTO
56 - ERRADO
57 - "D"
65 - ERRADO
66 - CERTO
67 - CERTO
68 - ERRADO
68 - "D"
84 - ERRADO
85 - ERRADO
92 - ERRADO
93 - ERRADO
94 - ERRADO
95 - CERTO
96 - CERTO
97 - ERRADO
98 - ERRADO
99 - ERRADO

Contuibuição dos professores: Otávio Barreto(Sigma), Marcos Bau Brandão(Sigma), Diego Liberal (Sigma), Celso Sobrinho(Isaac Newton), Paulo Macedo( Sigma), Ozias (Isaac Newton), Leonardo Bueno (Isaac Newton), Leonardo (Isaac Newton) e Jeferson Viana.

Grande Abraço.