terça-feira, abril 30, 2013

MEIO AMBIENTE NO VESTIBULAR - 3º ANO - REDE ISAAC NEWTON

Durante estes últimos dias, não se falava em outra coisa. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, ou Rio+20, dominou o noticiário e coloca o meio ambiente como tema praticamente certo nos vestibulares e Enem deste ano, segundo os professores ouvidos pelo GUIA. Mas o que é realmente a Rio+20 e como ela pode ser cobrada?
Vamos começar com o básico: a conferência, realizada de 13 a 22 de junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro, é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). O objetivo é renovar o compromisso político mundial com o desenvolvimento sustentável. Para isso, foi feita uma avaliação do progresso na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas anteriores sobre o assunto e uma discussão sobre temas novos e emergentes.
Os dois temas principais discutidos ali foram a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. O resultado é o documento final de 49 páginas denominado “O Futuro Que Queremos” lançado nesta sexta-feira (22), último dia da Rio+20.
Pode cair no vestibular?
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se reúne com representantes da Cúpula dos Povos e recebe documento preliminar com demandas das organizações da sociedade civil no evento paralelo à Rio+20. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Para o professor Paulo Roberto Moraes, supervisor de Geografia do Curso Anglo, “dificilmente vai haver alguma pergunta pedindo informações específicas sobre a Rio+20”. O que pode acontecer, ele acredita, é usarem a conferência como gancho para questões envolvendo o meio ambiente.
“Houve um jogo de forças poderoso entre países ricos e pobres ou emergentes e o documento resultante da conferência não foi o que se esperava – alguns consideram que foi um fracasso”, diz ele. O professor de biologia do Anglo, Armênio Uzunian, concorda: “As conclusões são decepcionantes, por enquanto temos apenas um protocolo.”
O documento “O Futuro Que Queremos” (já disponível para download no site da ONU em inglês, francês, espanhol, chinês e árabe) traz uma lista de promessas que visam uma “economia verde” para o futuro. Além disso, ele cita como principais ameaças ao planeta a desertificação, esgotamento dos recursos pesqueiros, contaminação, desmatamento, extinção de milhares de espécies e aquecimento global – este definido como “um dos principais desafios de nossos tempos”.
Outro desafio lembrado é o do aumento da população, que deve chegar a 9,5 bilhões de pessoas até 2050. Em uma reunião com as ONGs da Rio+20, Ban Ki-Moon afirmou: “Para 2030, precisamos de 50% mais alimentos, 45% mais energia e 30% mais água apenas para viver como vivemos hoje.”
Um problema apontado pelos críticos do documento, no entanto, é a falta de detalhes práticos de como os objetivos podem ser alcançados.
Kumi Naidoo, do Greenpeace Internacional, um dos 36 ativistas que se reuniram com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, na sexta-feira para entregar um documento com críticas das ONGs ao documento, criticou o “fracasso” e a falta de ambição da conferência e disse que “o acordo final é abstrato e não corresponde à realidade”. E completou: “O que vemos aqui não é o mundo que queremos, é um mundo no qual as corporações poluidoras e aqueles que destroem o meio ambiente dominam”.
“Para os críticos do documento, ele nada mais é do que marketing verde, uma maquiagem em que você não mexe na estrutura da economia internacional – apenas lhe dá uma roupa ecológica”, explica o professor Moraes.
A força política da Rio+20 também foi questionada devido à ausência de líderes importantes, como o presidente norte-americano, Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o britânico David Cameron.
Organizações não governamentais promoveram vários protestos durante a conferência e prometeram apresentar um balanço das discussões reivindicando, entre outros pontos, a ampliação de poderes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Temas para se dar atenção
Segundo os professores, esses conflitos de interesses podem cair no vestibular. A Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20 realizado no Aterro do Flamengo (também no Rio de Janeiro), contou com a participação de diversos setores da sociedade civil e movimentos sociais de vários países e trouxe discussões pertinentes sobre as causas da crise socioambiental e possíveis soluções práticas para ela. Vale ir atrás de artigos sobre isso.
Além do desenvolvimento sustentável com inclusão social, temas mais diretamente relacionados ao meio ambiente, é claro, também deverão ser muito valorizados nas provas – tanto de geografia e biologia quanto de física e química. “É bom se dar atenção para a discussão de medidas para a redução das emissões de gás carbônico, energia limpa, preservação de matas (incluindo a matas ciliares, que protegem os leitos dos rios) e de oceanos”, aponta o professor Armênio.
Os oceanos, aliás, receberam atenção especial na Rio+20. Enquanto a Eco-92 ficou conhecida como a “Cúpula da Terra”, a Rio+20 foi muitas vezes citada como a “Cúpula dos Mares”.  O documento final aprovado pelos Chefes de Estado este ano traz como uma de suas metas a redução dos detritos marinhos, em especial plástico, até 2025. O desenvolvimento de uma rede global de áreas marinhas protegidas internacionais e a criação de mecanismos de governança global dos oceanos para preservar a biodiversidade e os recursos genéticos também estava em pauta.
A participação popular, no entanto, foi um marco importante da conferência. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, afirmou: “Nós podemos dizer, hoje, que a Rio+20 é a maior conferência da história das Nações Unidas em termos de envolvimento popular. Este método de participação veio para ficar”. Além de poder participar votando em temas que deviam ser apresentadas aos Chefes de Estado e Governo, o público usou as redes sociais para mobilizações.
Militantes do movimento em prol do fim dos subsídios ao petróleo conseguiram mais de 100 mil tweets para a campanha #EndFossilFuelSubsidies, lançada pelas ONGs Priceofoil e Natural Resources Defense Council (NRDC) para exigir o fim dos subsídios à indústria do petróleo. “O resultado final superou todas as nossas expectativas. Os governos receberam uma mensagem clara de que é hora de acabar com esses subsídios”, disse à imprensa Jake Schmidt, diretor da NRDC.
Esse é um dos temas mais polêmicos na transição para uma economia verde: segundo a Agência Internacional de Energia, US$ 775 bilhões são gastos todo ano com subsídios à indústria do petróleo, valor 12 vezes maior que os investimentos para a implementação de energias limpas.
A dica dos professores é ler artigos e análises sobre esses temasO site da Rio+20 traz bastante informação sobre tudo o que foi discutido por lá. E a Veja fez uma página especial sobre isso.
LEIA TAMBÉM:

Darfur - O deserto de sangue completo. Conflitos no Sudão.

Assista a "FILME DESERTO DE DARFUR COMPLETO.wmv" no YouTube

quarta-feira, abril 24, 2013

GEOLOGIA DO BRASIL - 2º ANO - REDE ISAAC NEWTON

Galerinha,

Boa Noite,

Segue o link para os slides sobre geologia do Brasil.

http://www.4shared.com/office/-oIa_T4Q/GEOLOGIA_DO_BRASIL_FINAL.html?

Qualquer dúvida estarei online e amanhã tentarei usar a twitcam!!!

Aquele Abraço!!!

segunda-feira, abril 15, 2013

CRÔNICA DO DIA - ACONTECEU NA NOVA ZELÂNDIA!!!!!



CRÔNICA DO DIA - ACONTECEU NA NOVA ZELÂNDIA!!!!!

por Flávio Bueno

Jura???

Todos os dias, passo em frente ao Mané Garrincha e assevero aos meus botões, que nunca antes na estória dessa cidade (ESTÓRIA MEMSO. Porque aqui as coisas só são compreendidas no campo do folclore) essa obra ficaria pronta. E não era difícil imaginar o adiamento. Culpa de São PEDRO? Do Tribunal de Contas do DF? Da Empresa que comanda a Obra? DO GOVERNO? Não sei. Mas, tenho uma alternativa. TODOS, inclusive você cara pálida. Sobretudo, do antigo governo que entregou o Estádio e as dívidas públicas em verdadeiro caos. Não acredito que os senhores precisam ser lembrados de alguns fatos???? É sério??? Então vamos lá. Os empréstimos feitos ao Banco Mundial para a construção do VLT? (Aquele mesmo cuja obra está abandonada entre o setor hospitalar e o setor policial sul) Está igual o Jaca Paladium (Personagem da extinta TV COLOSSO): "Aconteceu na Nova Zelândia". As garantias com os credores não foram cumpridas, o dinheiro para as obras sumiu. Até cheque sem fundo a antiga gestão deu para fornecedores da obra do Mané Garrincha (Me nego a chamar de Estádio Nacional). Pouco se fala nisso, pelo simples fato de o brasileiro ter memória curta, principalmente, quando se trata dos seus próprios interesses. Ora, numa facilidade monstruosa, são esquecidos os valores, a ética, a honestidade, os bons modos, ou seja, o discernimento entre o que é certo e errado, daquilo que é justo ou não. Da obra superfaturada do Bezerrão e do fatídico certame, de orçamento duvidoso, com o selecionado português, do Glorioso Galã de cemitério bizantino da propaganda da Clear, Cristiano Ronaldo. Até ter um governador preso após ter sido deflagrado um dos maiores esquemas de prostituição financeira da "estória" deste país, tem uma considerável influencia neste engodo em que se transformou o período pré-copa do Mundo em nossa cidade.
Não sou contrário a Copa. Longe disso até. Minha família viveu, respirou e bebeu da fonte do futebol de Brasília e me orgulho disso. Acho que a Capital Federal tem sim que ter um Estádio a nível mundial, não pelo evento desportivo, mas por Brasília e pelos brasilienses, por sermos a 6ª economia mundial, enfim, por “n” fatores.  Acredito, ainda, que o futebol do DF, tende a crescer e atrair mais investidores, e claro, oportunistas, lavagem de dinheiro, etc. Queria muito que meu pai tivesse a oportunidade de ver esse Estádio e assistir um acontecimento desse porte nos campos em que ele sempre defendeu, com muita honra, o seu DOM. Mas, precisamos ter responsabilidade com o dinheiro público. E o tal legado que a Copa deixará??? Não vi uma escola nova sendo construída. As reformas dos hospitais são de fachada. O Transporte público de nossa cidade é vergonhoso. Mesmo assim, por incrível que possa parecer, melhoramos. Mas, nem de longe o suficiente para dar um atendimento digno a nossa população. Vivemos um clima de intranquilidade em Brasília. A violência atinge índices alarmantes. Mas, não podemos ser hipócritas de creditar isso somente a atual gestão, são décadas de infortúnios governamentais, que acho que se Jesus Cristo viesse a ser eleito governador do DF a coisa não emplacaria, e teria gente querendo crucifica-lo, novamente, em plena Praça dos Três Poderes. E não me venham defender o indefensável e nem com a afirmação torpe e cretina de que “roubou mais fazia”. Porque nenhum deles sofreu do complexo de ROBIN HOOD para ser adorado por mentes venenosas que justificam a depravação moral de nossa sociedade.
Não estou nem aí para as exigências da FIFA... Estou sim, seriamente preocupado, é com o nosso dinheiro, mal gasto em uma obra que não nos servirá pelo menos nos próximos dois anos. Mesmo porque a senhora FIFA se acha no Direito até de se apoderar do nome do Estádio, da vida da cidade, da SUA própria vida. Aliás, FIFA, de repente você poderia modificar o nome das cidades para adequar as suas perspectivas e dos turistas que nos visitarão. Quem sabe???? Envio-te até algumas sugestões: Brasland, Pilot Plan City, Brasichester, BRA”Z”ÍLIA, Brasidon, Brasipool, BRAZ DC, BraZPARK, ou quem sabe, dar-te-á um nome de uma dos seus patrocinadores: Visa City, COKE LAND, Adidas DC. Ela acha que Mané Garrincha não é um nome de expressão e de fácil entendimento para os chatos dos europeus que sairão daqui falando todas as asneiras possíveis sobre o nosso país. Mas, o tal “Anjo das Pernas Tortas”, ganhador de duas Copas do Mundo, sendo uma delas como protagonista, 1962. Reconhecidamente, entre os 10 maiores nomes da história do futebol, não é um nome que seria de fácil interpretação para o público que vem a um evento futebolístico??? Não acredito. Qualquer cidadão com anencefalia, que viu duas partidas de futebol, já viu ou ouviu dizer sobre as proezas do senhor nascido em PAU GRANDE, distrito de MAGÉ, Município do Estado do Rio de Janeiro, Lorde Manuel Francisco dos Santos, ou simplesmente MANÉ GARRINCHA. Mas, falamos do mundo perfeito, aquele na qual eles são oriundos. Aliás, foi hoje nos E.U.A, 1º Mundo, que aconteceu um ataque a bomba em uma das principais Maratonas do Planeta, a Maratona de Boston??? 2 mortos e mais de 100 feridos??? Confirma produção??? Alguém abre a boca para proibir evento esportivo na Terra do Tio Sam? A Maratona de Nova Iorque, O Master Series, a NBA, a NFL, e todos os grandes eventos esportivos dos Ianques foram impedidos de se realizar por conta do perigo eminente de terrorismo. Agora, quando se fala do Brasil, aparece um monte de francês, que nunca levantou um martelo para pregar um prego em uma barra de sabão, para nos humilhar. Ah me faz um favor, está com medo de vir para o país mais lindo do mundo. Fique onde está!!! LONGE. Estamos no fim do Mundo, mas esse tipo de coisa não acontece aqui. É bem verdade que temos cuecas cheias de dólares, pastor orando pela propina adquirida, mas terrorismo não. Temos sim, um complexo de vira-lata que nos impede de olharmos com mais carinho e responsabilidade para nosso país.
Entretanto, o assunto principal é o término da obra do Estádio Nacional Mane Garrincha. Não quero nem de longe fazer da Copa um problema para a nossa cidade. Mesmo porque, o problema pra mim não é a COPA e, sim, a forma pelo qual o povo brasileiro exerce a sua democracia. Acho que esquecemos o significado deste conceito, esquecemos que temos poder de gerenciar nosso país. Somos acomodados e, infelizmente, essa é a maior e mais absoluta verdade. Achamos que com o voto, nossos problemas terminam, bem como, a nossa responsabilidade, e a verdade nua crua é: NÃO, A SUA RESPONSABILIDADE SÓ AUMENTA. Até quando viveremos de fatos e lendas? Até quando esperar, a plebe se ajoelhar, esperando a ajuda de Deus? O adiamento da entrega do “Mané” só evidencia a nossa ingerência em criar, produzir e executar, com responsabilidade, o que pode contribuir para o crescimento moral de nossa sociedade. Não a COPA, pois essa não tem o efeito de transformar nosso povo. O que precisamos mudar não são os Felicianos e Calheiros, esses já são de formação defeituosa e nem todo recall do universo seria capaz de mudar isso. O que precisamos é reconstruir o nosso desejo de fazer a diferença em nosso próprio país. De ser protagonista das nossas decisões. Não é simplesmente apagar a Copa do Mundo ou as Olimpíadas de nosso calendário. É lutar para que estes cumpram a sua função primordial de colocar o maior potencial desperdiçado do planeta (BRASIL) no lugar em que ela merece, o de maior potencia social dentre os países do mundo. Para esse Brasil é que você precisa lutar. Chega de viver o complexo de Pinóquio, pois afinal de contas, pois você é o maior prejudicado. Quando menos você esperar o Estado não qual você faz o favor de prevaricar, pode lhe faltar. Nesse momento meu nobre amigo lembre-se do que você fez com o seu voto e com a vida de seus pares. Nem sempre focinho de porco é tomada. Se omitir das causas públicas é o primeiro ato, na peça intitulada “autodestruição”.

Att. Flávio Bueno

domingo, abril 07, 2013

Ninguém Regula a América - O RAPPA!!!

Meus caros,

Essa canção tem uma mensagem importante sobre o appel dos EUA na geopolítica internacional.


Coreias - Truco, Meio-Pau... Será que é blefe????


Guardas da Coreia do Sul a postos em frente à fronteira com a Coreia do Norte. Foto: Chung Sung-Jun/Getty Images
Além da eleição do novo papa, assunto que ocupou as manchetes de jornais em todo o mundo e já foi tema de post por aqui há algumas semanas, a Coreia do Norte teve bastante destaque nos últimos dias.
No começo de fevereiro, o país confirmou seu terceiro teste nuclear e disse que ele teve “maior nível” que os anteriores, feitos em 2006 e 2009. No mês anterior, o regime de Kim Jong-un já havia ameaçado realizar esse teste como resposta à resolução tomada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que ampliou as sanções ao país comunista como castigo pelo recente lançamento de um foguete de longo alcance. A ação foi qualificada pelo governo norte-coreano como uma medida prática para fazer frente às “hostilidades” dos Estados Unidos, país que há alguns dias o líder norte-coreano chamou de “inimigo jurado” (leia mais aqui). A ONU classificou isso como uma “ameaça” e abriu a porta para novas sanções. Além dessas, a União Europeia aplicou as suas, que incluem o veto à exportação de certos componentes que possam ser utilizados na fabricação de mísseis. Em resposta, a Coreia do Norte declarou o fim do cessar-fogo com a Coreia do Sul (a guerra entre os dois países nunca acabou de vez) e esta, por sua vez, iniciou exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos.
Para completar, a ONU reiterou suas já conhecidas denúncias de que o governo norte-coreano tem violado os direitos humanos da população e pediu maiores investigações. Entre os abusos documentados estão a crise alimentícia por causa das políticas de distribuição de alimentos controladas pelo Estado, que provoca imensos níveis de desnutrição, a restrição à entrada de assistência humanitária internacional, o uso da tortura e penas cruéis impostas a quem for considerado hostil ou contrário à ideologia oficial do governo. Em maio de 2011, a Anistia Internacional divulgou imagens de satélite que mostram o crescimento dos campos de prisioneiros políticos no país; a organização estima que lá trabalhem 200 mil pessoas em condições de escravidão. (Dica: para ler mais sobre isso – e treinar o inglês – veja este relatório da Anistia Internacional, que também apresentou acusações.).
Não se sabe o futuro das tensões na região e é bom ficar de olho no noticiário. Mas, para entender bem o que está acontecendo, é preciso dar uma olhada na história dos dois países. As informações a seguir foram tiradas do Almanaque Abril (disponível aqui).
A divisão das Coreias
Segundo a lenda, no século anterior à Era Cristã, a atual península Coreana foi dividida em três reinos: Silla, Koguryo e Paekche. Nos séculos seguintes, o território foi disputado por chineses, mongóis, japoneses e russos. Em 1910, o Japão anexou a região e tentou suprimir a língua e a cultura coreanas. Na Segunda Guerra Mundial, milhares de coreanos foram levados para trabalhos forçados no país e em países sob seu domínio. Mas o Japão teve de se render em 1945, e a península Coreana foi dividida em duas zonas de ocupação pelos vencedores da guerra: uma norte-americana no sul, e outra soviética no norte, correspondendo ao antagonismo da Guerra Fria. Em 1948 são criados dois Estados: Coreia do Norte e Coreia do Sul.
Em 1950, os norte-coreanos invadem o sul. A ONU envia tropas, formadas principalmente por soldados norte-americanos, que contra-atacam e ocupam a Coreia do Norte. A China entra na guerra e, em 1951, conquista Seul, a capital sul-coreana. Nova ofensiva dos EUA empurra as tropas chinesas e norte-coreanas de volta ao paralelo 38 – a linha que separa as duas Coreias. Mais de 5 milhões de pessoas morrem em três anos de guerra, sendo que pelo menos 2 milhões são civis. A trégua assinada em 1953 cria uma zona desmilitarizada entre as duas Coreias, mas a guerra nunca foi oficialmente terminada.
No fim dos anos 1990, as Coreias ensaiaram uma aproximação: a crise econômica do Norte, cujo efeito mais dramático é a escassez de alimentos, o torna dependente de ajuda humanitária do Sul. O avanço do programa nuclear norte-coreano nos últimos anos, contudo, prejudica o processo de paz. Os dois países chegam à beira de um conflito em 2010, quando os norte-coreanos bombardeiam um navio e uma ilha da Coreia do Sul. Isso deflagrou um dos mais graves atritos entre os dois países desde o armistício de 1953.

Coreia do Norte: “Eixo do Mal”
Em 2002, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, incluiu a Coreia do Norte, junto com Iraque e Irã, no grupo que chamou de “eixo do mal” – uma lista de países que apoiam organizações terroristas ou produzem armas de destruição em massa. No mesmo ano, a Coreia do Norte inaugura uma zona industrial especial em Kaesong, onde empresas sul-coreanas se instalam e empregam a mão de obra norte-coreana. A instável relação entre os dois países, contudo, ameaça esse arranjo. Pyongyang também passa a liberar a atuação de comércios privados restritos.
Coreia do Sul: da ditadura à democracia
O Estado sul-coreano surgiu em maio de 1948, quando a zona ocupada pelos Estados Unidos (EUA), na metade sul da península, se torna um país independente sob a liderança do nacionalista Syngman Rhee. Em 1950, a nova nação é invadida pela Coreia do Norte, dando início à Guerra da Coreia, que dura até o armistício de 1953. Rhee permanece no poder até 1960, quando renuncia em meio a acusações de corrupção. Seu sucessor, Chang Myon, é deposto em 1961, em um golpe militar chefiado pelo general Park Chung Hee. Em 1972, após ser confirmado no cargo por eleições consideradas fraudulentas, Park instaura uma ditadura militar.
A era Park, na qual o autoritarismo coexiste com a modernização industrial, termina com seu assassinato, em 1979. Um mês depois, o general Chun Doo-Hwan lidera um golpe militar. Novos protestos, em 1987, obrigam Chun a convocar eleições diretas para a escolha de seu sucessor. O candidato governista, Roh Tae Woo, vence e, em 1992, faz de seu sucessor, Kim Young-Sam, o primeiro presidente civil depois de 30 anos. Em 1994, agrava-se a tensão com a Coreia do Norte, diante da recusa do vizinho em permitir a inspeção internacional de seus reatores nucleares. A crise é encerrada com um acordo promovido pelos EUA.


Veja também:
- Simulado: Treine seus conhecimentos sobre as Coreias
- Coréia: Guerra inacabada
- (Via Mundo Estranho) O que foi a Guerra da Coréia?


Fonte: Guia do Estudante

quarta-feira, março 20, 2013

Twitcam de Revisão - 3º ano - Geopolítica

TWITCAM COMPLETA!!!



LINK PARA AULA DE REVISÃO - TWITCAM - http://twitcam.com/e5n92



Acessem:
www.flavioebueno.blogspot.com

quarta-feira, março 13, 2013

O Começo do Fim por Jeferson Vianna

Esse post é uma homenagem a nata de boas mentes adoradoras de Geografia e rock in roll. No fim da Guerra Fria um dos maiores festivais de Heavy Metal da história, o Monters of Rock, realizou uma edição na então fechada e próxima do fim, URSS. A representatividade deste evento transcende a barreira da música e da arte e inaugura no mundo socialista a construção do American Way of Life na íntegra. Pode parecer exagero, mas, bandas americanas como Metallica e Pantera levam em suas letras a essencia do povo americano, suas principais características e, claro, um americanismo. Acompanhem o texto do amigo e geógrafo Jeferson Vianna sobre este assunto.

Para meus alunos do 3º Ano:

Rock N’ Roll e Geografia

Em setembro de 1991 o Metallica participou, juntamente com AC/DC e Pantera, de um dos primeiros e último show de heavy metal na então URSS, e ajudou a colocar no chão a Força Vermelha. Agentes comunistas infiltrados na mídia local fizeram um verdadeiro terrorismo de informação, dizendo que poderiam haver até mortes naquele evento "imperialista".

O Começo do fim...

No ano de 1985, o estadista Mikhail Gorbatchev assumiu o controle do Partido Comunista Soviético com idéias inovadoras. Entre suas maiores metas governamentais, Gorbatchev empreendeu duas medidas: a perestroika ( reestruturação) e a glasnost (transparência). A primeira visava modernizar a economia russa com a adoção de medidas que diminuía a participação do Estado na economia. A glasnost tinha como objetivo abrandar o poder de intromissão do governo nas questões civis.
Em esfera internacional, a União Soviética buscou dar sinais para o fim da Guerra Fria. As tropas russas que ocupavam o Afeganistão se retiraram do país e novos acordos econômicos foram firmados junto aos Estados Unidos. Logo em seguida, as autoridades soviéticas pediram auxílio para que outras nações capitalistas fornecessem apoio financeiro para que a nação soviética superasse suas dificuldades internas.
A ação renovadora de Mikhail Gorbatchev criou uma cisão política no interior da União Soviética. Alas ligadas à burocracia estatal e militar faziam forte oposição à abertura política e econômica do Estado soviético. Em contrapartida, um grupo de liberais liderados por Boris Ieltsin defendia o aprofundamento das mudanças com a promoção da economia de mercado e a privatização do setor industrial russo. Em agosto de 1991, um grupo de militares tentou dar um golpe político sitiando com tanques a cidade de Moscou.
O insucesso do golpe militar abriu portas para que os liberais tomassem o poder. No dia 29 de agosto de 1991, o Partido Comunista Soviético foi colocado na ilegalidade. Temendo maiores agitações políticas na Rússia, as nações que compunham a União Soviética começaram a exigir a autonomia política de seus territórios. Letônia, Estônia e Lituânia foram os primeiros países a declararem sua independência. No final daquele mesmo ano, a União Soviética somente contava com a integração do Cazaquistão e do Turcomenistão.
No ano de 1992, o governo foi passado para as mãos de Boris Ieltsin. Mesmo implementando diversas medidas modernizantes, o governo Ieltsin foi marcado por crises inflacionárias que colocavam o futuro da Rússia em questão. No ano de 1998, a crise econômica russa atingiu patamares alarmantes. Sem condições de governar o governo, doente e sofrendo com o alcoolismo, Boris Ieltsin renunciou ao governo. Somente a partir de 1999, com a valorização do petróleo no governo de Vladimir Putin, a Rússia deu sinais de recuperação.

Por Jeferson Vianna

A partir deste post vamos relembrar alguns dos festivais mais marcantes da história. Começando com um dos mais simbólicos e emblemáticos, o Monsters of Rock Moscow.
Setembro de 1991 a União Soviética praticamente falida, o parlamento votando na dissolução da URSS, um cenário perfeito pra acontecer um mega show para desestruturar mais ainda o regime socialista.
Sob a vigilância de quase 11 mil homens das forças policiais (segundo alguns dados, o número de guardas foi maior, entre 20 e 25 mil), quase 1 milhão de jovens soviéticos se espremiam no Tushino Airfield, em Moscou, para assistir a apresentação de cinco grandes monstros do rock:
Pantera
E.S.T.
The Black Crowes
Metallica
AC/DC
E foi o Pantera a primeira banda a subir no palco naquele dia, com um show brutal e pesado, expressou exatamente o que o público sentia naquele momento. Foi um show curto porém histórico. No set list apenas 4 músicas: Domination, Psycho Holiday, Cowboys From Hell e Primal Concrete Sledge.


 
Depois do E.S.T, foi a vez do The Black Crowes tentar acalmar a galera, tocando canções do primeiro e ótimo disco, Shake Your Money Maker.

 
A noite já caia sobre o Tushina Airfield quando o Metallica abriu seu show com “Enter Sandman”, levando o público a transformar sentimento em canto.

Veja o show completo do Metallica no Monsters of Rock Moscow :
 
Com chave de ouro o festival foi encerrado com a apresentação do AC/DC; no setlist, clássicos como “Highway to Hell”, “Back in Black”, Wolla Lotta Rosie e, claro, “For Those About to Rock”.
Os canhões ao final da música se despediam daquelas pessoas, que presenciaram um dos momentos mais significativos e emocionantes do Rock n`Roll. 

 
Fonte: Blog “Meu Negócio é Rock”

terça-feira, março 05, 2013

Morre o Presidente Húgo Chavez!!!

Homem observa um calendário com a imagem de Chávez em uma loja de Caracas, na quinta-feira 3. O país vive um clima de tensão por conta da doença do presidente. Foto: Raul Arboleda / AFP
Homem observa um calendário com a imagem de Chávez em uma loja de Caracas, na quinta-feira 3. O país vive um clima de tensão por conta da doença do presidente. Foto: Raul Arboleda / AFP

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de 58 anos, morreu nesta terça-feira 5, em Caracas, às 16h25. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Nicolas Maduro em um discurso televisivo. “É um momento de dor profunda”, disse.
Segundo a Constitução venezuelana, quem deve assumir provisoriamente o comando do país é Diosdado Cabello, presidente do Congresso. Ele fica no cargo até que sejam convocadas novas eleições.
Derrotado nas eleições presidenciais de 2012, o líder da oposição, Henrique Capriles, comentou a morte do adversário político. “Em momentos difíceis, devemos demostrar nosso profundo amor e respeito pela Venezuela!União da família venezuelana!”, disse em sua conta no Twitter.  “Minha solidariedade a toda a família e seguidores do presidente Hugo Chávez, advogamos pela unidade dos venezuelanos neste momento.”
Em um pronunciamento em rede nacional, o Almirante Diego Molero, ministro da Defesa, também pediu união. Ele afirmou ainda que as Forças Armadas garantirão a segurança dos cidadãos e também que a Constituição seja seguida. “O senhor vice-presidente, Nicolas Maduro, Diosdado Cabello e todos os poderes instituídos contém com as Forças Armadas que são do pavo para o povo.”
Imagens da agência de notícias Reuters mostram civis nas ruas da capital Caracas gritando lemas como “Chávez vive, a luta segue” e o “povo unido, jamais será vencido”.
O bolivariano não era visto em público desde 11 de dezembro, quando realizou a quarta cirurgia contra um câncer em Cuba.
Ele estava no poder havia 14 anos, tendo sido reeleito no final do ano passado.
Na tarde de terça-feira 5, Maduro acusou os “inimigos históricos” da Venezuela de estarem por trás do câncer sofrido por Chávez. Ele se mostrou confiante em que poderá comprovar esta afirmação.
“Nós não temos nenhuma dúvida, chegará o momento indicado da História em que se poderá formar uma comissão científica que revelará que o comandante Chávez foi atacado com esta doença (…) os inimigos históricos desta pátria buscaram o ponto para prejudicar a saúde de nosso comandante”, afirmou Maduro em um discurso na televisão nacional.
Leia mais:
O fim do chavismo?
Governo acusa ‘inimigos’ de provocarem câncer de Chávez


Na segunda-feira 4, foi anunciado que Chávez tinha seu quadro respiratório “agravado” por uma “nova e severa infecção”. “No dia de hoje houve um agravamento da função respiratória relacionado com o estado de imunodepressão próprio de sua situação clínica”, disse o ministro de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, em um comunicado lido no Hospital Militar de Caracas, onde Chávez estava internado.
Chávez estava sendo submetido à “quimioterapia de forte impacto, entre outros tratamentos complementares”, destacou Villegas, confirmando o que disse o vice-presidente Nicolás Maduro na sexta-feira. “A evolução de seu quadro clínico continua sendo muito delicada.”
“O governo bolivariano continua ao lado dos filhos e demais familiares do comandante presidente nesta batalha plena de amor e espiritualidade, e convoca todo o povo a se manter de pé nesta luta, incólume a esta guerra psicológica deflagrada por laboratórios estrangeiros com os alto-falantes da direita corrupta venezuelana, que buscam gerar cenários de violência como pretexto para uma intervenção estrangeira na Pátria de Bolívar”.
Leia mais:
Chávez ‘orienta’ governo do hospital, diz Maduro
Maduro afirma que Chávez segue ‘lutando pela vida’
Chávez foi submetido a quimioterapia e está ‘animado’, diz Maduro

Nas últimas dez semanas, os venezuelanos viram Chávez apenas em quatro fotos – junto com suas filhas mais velhas – tiradas no hospital de Havana. No sábado, o vice-presidente Nicolás Maduro revelou que Chávez orienta a equipe de governo e toma decisões econômicas e sociais a partir de um gabinete montado no Hospital Militar de Caracas.
Chávez, 58 anos e no poder desde 1999, foi diagnosticado com câncer em meados de 2011, e desde então sofreu quatro operações em Cuba, com posteriores ciclos de quimioterapia e radioterapia.
Com informações AFP

Textos Complementares - Expansão Territorial Brasileira

EXPANSÃO TERRITORIAL BRASILEIRA 

Texto  1

A partir do século XVI, por conta das frentes de penetração (Entradas e Bandeiras) e da União Ibérica (1580-1640), o Meridiano de Tordesilhas (1494) que partilhava o mundo entre Portugal e Espanha com a benção do espanhol Alexandre VI (Bula Inter Coetera), caduca. Após a restauração da soberania lusa, emergem na América Latina conflitos entre portugueses e espanhóis na região do Rio da Prata, e no Amapá com os franceses que buscavam ocupar toda a margem esquerda do Rio Amazonas.
A fundação pelos portugueses (1680) da Colônia do Santíssimo Sacramento (atualmente terras uruguaias) tem como contrapartida espanhola a fundação jesuítica dos Sete Povos das Missões (1687) e a ocupação da Colônia do Sacramento.A tentativa de amenizar os conflitos na América do Sul dão origem ao Tratado de Utrecht (1713), onde a França reconhece, no extremo Norte, o Oiapoque como limite entre a Guiana e o Brasil. No Sul os espanhóis devolvem a Colônia do Sacramento aos portugueses (1715).
Mas nem sempre a diplomacia consegue eliminar as disputas das populações locais e a latência das tensões, apesar da importância do Tratado de Madri (1750), onde Alexandre de Gusmão garantiu para Portugal, pelo princípio do usucapião (Uti Possidetes - a posse pelo uso), a legalização das incorporações territoriais luso-brasileiras, definindo o atual contorno do Brasil. Por este tratado, foi assegurada à Espanha a posse da Colônia do Sacramento, tendo sido garantida para os portugueses os Sete Povos das Missões.
A permanência dos conflitos na Região Platina, levam a alterações em 1761 do Tratado de Madri, com a assinatura do Tratado de Santo Idelfonso, cujos limites nunca foram demarcados, arrastando-se até 1801 (após a Guerra Ibérica entre Portugal e Espanha), quando o Tratado de Badajós incorpora definitivamente os Sete Povos das Missões à Portugal.
Região Platina
O prolongamento durante o século XIX das tensões na Região Platina, onde se efetuava a comunicação com o Mato Grosso através dos rios, desencadearam em 1821 o maior conflito armado da América do Sul, representado pela Revolução da Cisplatina, destacando-se (sob o comando de Caxias) a Dezembrada e a Campanha da Cordilheira; a guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, que resultou no reconhecimento da independência do Uruguai (1828) através do Tratado do Rio de Janeiro; e na Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1864-1870), encerrada diplomaticamente pelo Tratado de Assunção. A penetração de seringueiros (de origem nordestina) através dos rios Javari, Juruá e Purus, em territórios bolivianos e peruanos, originam conflitos armados que foram contidos pela abertura de negociações sob a direção do Chanceler Barão do Rio Branco com o Tratado de Petrópolis, onde o governo boliviano cede a região em litígio em troca de indenização e o compromisso da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O Tratado do Rio de Janeiro, assinado com o Peru, incorpora, definitivamente ao Brasil o atual Estado do Acre.

 Texto 2
Ampliação dos limites do território brasileiro que ocorre entre o descobrimento e o Tratado de Madri em 1750. Nesse período, o país tem sua área aumentada em mais de duas vezes. Essa expansão é decorrente do desenvolvimento econômico da colônia e dos interesses político-estratégicos da colonização.
Durante o século XVI, o povoamento colonial avança pouco, permanecendo restrito a áreas litorâneas do Nordeste e do Sudeste. A população branca é reduzida, não conhece o território e depara com a resistência de grande parte dos povos nativos a sua presença.
No século XVII, o incremento das atividades produtivas e a ação mais efetiva do Estado no combate à beligerância dos nativos e às ameaças dos invasores estrangeiros impulsionam o movimento do litoral para o interior. Na primeira metade do século, os bandeirantes paulistas seguem para o Sul à caça de índios aldeados pelos jesuítas nas missões do Paraná e Paraguai e, mais tarde, vão em sentido oposto, para Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, à procura de metais preciosos.
Do litoral do Nordeste saem expedições oficiais para o Norte, abrindo passagem para a Amazônia, onde começam a atuar missionários, comerciantes extrativistas e tropas de resgate especialistas em aprisionar índios nessa região. Estratégia semelhante é utilizada pelo Estado português no extremo sul. Para fixar a fronteira natural do Brasil no rio da Prata, é implantado, em 1680, um agrupamento militar, a Colônia do Sacramento, na margem esquerda do estuário, em frente de Buenos Aires. Entre o final do século XVII e o começo do XVIII é a pecuária bovina que se espalha pelo interior nordestino e mineiro, dividindo a extensa região ao longo das margens do rio São Francisco: de um lado, em direção a Piauí e Maranhão, o "sertão de dentro", e, de outro, em direção a Bahia, Pernambuco e Paraíba, o "sertão de fora".

Tratados de limites

Os caminhos abertos pela pecuária e por apresadores de índios, mineradores, comerciantes e missionários estendem o território brasileiro para muito além do estipulado no Tratado de Tordesilhas, de 1494. Essa linha dividia os domínios de portugueses e espanhóis na América do Sul na altura das atuais cidades de Belém, no Pará, e Laguna, em Santa Catarina. Até 1640, a expansão é facilitada pela União Ibérica, mas prossegue após a separação entre Portugal e Espanha.
Na segunda metade do século XVIII, Portugal e Espanha firmam vários acordos sobre os limites de suas colônias americanas. O primeiro e mais importante, o Tratado de Madri, é assinado em 1750 e reconhece, com base no princípio jurídico do uti possidetis (direito de posse pelo uso), a presença luso-brasileira na maioria dos territórios desbravados, em processo de ocupação e exploração.
No Norte e Centro-Oeste não há dificuldade em acertar limites praticamente definitivos, pelo pequeno interesse espanhol nessas regiões. Mas no Sul a negociação é conturbada. A Espanha exige o controle exclusivo do rio da Prata, pela importância econômica e estratégica, e aceita a Colônia do Sacramento em troca da manutenção da fronteira brasileira no atual Rio Grande do Sul. Para isso ordena que os jesuítas espanhóis e índios guaranis dos Sete Povos das Missões saiam de terras gaúchas. O trabalho de demarcação emperra na resistência indígena da Guerra Guaranítica, e a Espanha recua em sua proposta inicial. Do lado português, o governo do marquês de Pombal tenta aproveitar-se do impasse e assegurar a permanência portuguesa no rio da Prata. A Espanha reage e impõe o Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, desfavorável aos interesses luso-brasileiros porque retira dos portugueses todos os direitos sobre o rio da Prata e também sobre a região dos Sete Povos das Missões.
O impasse é resolvido bem mais tarde, em 1801, com a assinatura do Tratado de Badajoz, que restabelece a demarcação acertada em 1750. Os hispano-americanos mantêm o domínio da região platina, e os luso-brasileiros recuperam a totalidade do atual território do Rio Grande do Sul, onde é fixada a fronteira sul do Brasil.

Texto 3

Até meados do séc. XVIII, não estavam bem estabelecidos os limites territoriais, pois os espanhóis não chegaram a demarcar as possessões ibéricas na América do Sul
Durante a união ibérica, ficou praticamente anulada a linha de Tordesilhas, enquanto várias bandeiras iam para o Sul e para o interior em busca de índios para escravizar.
Após a restauração portuguesa, houve a necessidade de estabelecer fronteiras => tratados com franceses e espanhóis

Entradas e Bandeiras

A versão mais aceita quanto a Entradas e Bandeiras: Entradas - patrocinadas pelo governo / Bandeiras - patrocinadas por particulares
São Vicente - centro irradiador - devido ao seu fracasso no açúcar (solo impróprio e maior distância da metrópole), os habitantes foram obrigados a procurar outras formas de sobrevivência: busca pelo sertão - riquezas minerais / tráfico de índios
Responsáveis pela ocupação da maior parte do Brasil atual
Nômades, geralmente mestiços
Freqüentemente destruíam missões para aprisionar índios
Durante o ciclo do ouro, dispersaram-se por MT e GO ao serem expulsos de MG
Ocupação do Sertão e Agreste
Principalmente pela PECUÁRIA
O gado era criado nas fazendas de açúcar, para transporte, moagem, alimentação. Com o tempo, o gado passou a destruir canaviais, causando prejuízo, além de ocuparem um espaço que poderia ser coberto pela cana.
1701 - Portugal proíbe a criação de gado perto do litoral, para dar mais espaço para a plantação de cana
Busca de novas pastagens - migração para o interior, principalmente de Maranhão

Ocupação do Norte

O principal fator de ocupação da região Norte foi a presença de franceses em regiões quase desabitadas do país, o que obriga o governo a promover expedições para ocupar e defender as terras. São fundados vários fortes, e, em torno destes, formaram-se cidades.
Apenas em 1615 os franceses são expulsos definitivamente
As Missões jesuíticas, aliadas à exploração das Drogas do Sertão, também tiveram grande importância na ocupação da região. Com a decadência do comércio de especiarias com o Oriente, a lacuna é em parte substituída pelas Drogas do Sertão. A obtenção destas era feita pelos índios, que conheciam bem a floresta, o local, as plantas. Mas, para isso, conquistaram-se os índios sob a desculpa da catequese. 

Texto 4

A União Ibérica, que se extendeu de 1580 a 1640, cumpriu um importante papel na construção do território brasileiro, qual seja, o de diluir as fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas. Expandiu os limites territoriais tanto ao norte, com a conquista efetiva do Maranhão, quanto ao sul, alargando a fronteira na região platina.
Data também deste período o início da expansão territorial para o interior. Em 1580 foram organizadas as primeiras expedições dos bandeirantes em São Paulo. Essa frente de expansão territorial para os "sertões" - palavra então usada para aludir ao interior - prolongou-se por todo o período da dominação espanhola.
Data de 1585 a primeira grande bandeira para captura e escravização de índios no sertão dos Carijós, luta que levaria à ocupação gradativa do interior do Brasil e ao alargamento da faixa litorânea ocupada pelos portugueses no iníco do século XVI.

São também deste período, entre outras:

a conquista da Paraíba, em 1584 as guerras travadas contra os índios no norte da Bahia, atual Sergipe, em 1589 a bandeira a Goiás, em 1592 as primeiras incursões dos bandeirantes paulistas à região de Minas Gerais, em 1596 a bandeira apresadora de índios na região do baixo Paraná, em 1604

Texto 5 

DEFINIÇÃO

Processo de expansão da colonização para o interior do Brasil, ultrapassando os limites de Tordesilhas e ampliando o território brasileiro realizado nos séculos XVII e XVIII.

CONTEXTO HISTÓRICO

- o período do domínio espanhol (1580-1640) foi marcado pela expansão da colonização para o interior, pela conquista do litoral setentrional norte, pela expansão bandeirante e pela ocupação das terras além da linha fixada pelo Tratado de Tordesilhas.
- processou-se fundamentalmente de acordo com as necessidades econômicas da Colônia e de Portugal.

FATORES DA EXPANSÃO

- a expansão oficial: conquista militar do litoral setentrional e colonização do Amazonas. - a pecuária.
- o bandeirismo.
- a mineração.
- os jesuítas: missões.
- a Colônia do Sacramento.

Texto 6

· Conquista do litoral setentrional (acima de Pernambuco):
- através de tropas militares para expulsar os franceses e seus aliados indígenas que faziam entre si o escambo (pau-brasil, pimenta-nativa, algodão nativo).
· Colonização do Amazonas:
- através de tropas militares para expulsar os ingleses e holandeses que exploravam as “drogas do sertão” (cacau, baunilha, guaraná, cravo, pimenta, castanhas e madeiras aromáticas e medicinais) e de expedições exploradoras.

A PECUÁRIA

Ò responsável pela ocupação do sertão do Nordeste e do Sul.

Pecuária bovina no Nordeste

- avanço do gado rumo ao sertão.
- atividade econômica complementar: lavoura canavieira e mineração.
- funções para o engenho: alimento, força de tração animal e meio de transporte.
- inicialmente criado nos engenhos do litoral baiano e pernambucano, o gado penetrou para os sertões a partir do século XVII.
* Motivos do deslocamento do gado do litoral para o interior:
- crescente expansão da grande lavoura açucareira: o gado estragava as plantações de cana-de-açúcar
- necessidade de maior espaço para o plantio da cana: as terras deveriam ser usadas para o plantio de cana e não para pastagens.
- importância econômica inferior da pecuária.
* Ocupação do sertão nordestino: processo pecuarista de colonização e expansão do interior do Brasil.
- Rio São Francisco: “Rio dos Currais” Ò nas suas margens surgiram várias fazendas de gado.
- a fazenda de gado exigia pouco capital e pouca mão-de-obra.
- o trabalhador era geralmente livre: vaqueiro Ò recebiam um pequeno salário e um quarto das crias (após cinco anos de trabalho)
- o fazendeiro e vaqueiro mantinham um relacionamento amistoso e o vaqueiro, com o tempo, podia se tornar um fazendeiro (cabeças de gado que recebia e a abundancia de terras).
- muitas feiras e fazendas de gado deram origem a vários núcleos de povoamento: centros urbanos.
- o gado realizou a integração de diferentes regiões econômicas.
- atividade econômica voltada para o mercado interno.
- abastecimento da região mineradora: séc. XVIII.
- o couro: matéria-prima fundamental.
- diversificação econômica: couro, leite, carne.

Pecuária no Sul

- atividade complementar a da mineração: séc. XVIII
- gado muar e bovino: vivendo em estado selvagem desde a destruição de missões jesuíticas pelas bandeiras no século XVII.
- tropas de mula: abastecimento das regiões mineiras.
- estâncias (fazendas): fundadas por paulistas.
- produção de charque (carne-seca).
- os peões boiadeiros viviam submetidos à rigidez da fiscalização dos capatazes e jamais teriam condições de montar sua própria fazenda

BANDEIRISMO

Conceito

Expedições que penetravam no interior com o objetivo de procurar riquezas (índios para serem escravizados e metais e pedras preciosas).
Centro irradiador das Bandeiras
Capitania de São Vicente.

Motivo

A pobreza econômica da capitania devido ao fracasso da lavoura de exportação e o seu isolamento político.

Ciclos

- Ouro de Lavagem;
- Caça ao Índio;
- Ouro de Mina;
- Sertanismo de Contrato.

Ciclo do Ouro de Lavagem

- zona litorânea.
- Curitiba: Heliodoro Eobanos Ò ouro de aluvião.
- São Roque: Afonso Sardinha Ò ouro de aluvião.

Ciclo da Caça ao Índio ou de apresamento

Motivos

- necessidade de mão-de-obra.
- aumento da produtividade agrícola.
- as invasões holandesas no Nordeste provocaram a dispersão dos escravos.
- os holandeses dominaram áreas de fornecimento de escravos na África.

Características

- os paulistas passaram a apresar o índio para vendê-lo como escravo.
- missões jesuíticas: Tape, Itatim e Guairá Ò os índios já estavam aculturados, catequizados
- bandeirantes: Antônio Raposo Tavares, Manuel Preto.
- decadência: a partir da segunda metade do século XVII devido a extinção da maioria das missões e a reconquista do monopólio do tráfico negreiro pelos portugueses após a expulsão do holandeses do Brasil e da África.

Ciclo do ouro e do diamante

Motivos

- a decadência da economia açucareira; - o estímulo dado pela metrópole: financiamento, títulos e privilégios; - a decadência do apresamento do índio

Características

- áreas de exploração (prospecção): Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
- bandeirantes: Fernão Dias Pais, Antonio Rodrigues Arzão (descobriu ouro em Cataguases em 1693: primeira notícia oficial de descoberta de jazida de ouro), Antonio Dias de Oliveira (Ouro Preto), Borba Gato (Sabará), Bernardo da Fonseca Lobo (diamantes no Arraial do Tijuco: Diamantina), Pascoal Moreira (Cuiabá) e Bartolomeu Bueno da Silva Filho (Goiás).
- os bandeirantes utilizavam-se dos rios como caminhos naturais: pousadas e roça nas margens Ò povoamento Ò Tietê.

Monções

Expedições fluviais de abastecimento das longínquas e de difícil acesso regiões do Mato Grosso e Goiás

Ciclo do Sertanismo de Contrato

- Bandeiras contratadas por autoridades e senhores de fazendas, principalmente do Nordeste (BA e PE) para combaterem índios rebelados e negros dos quilombos.
- bandeirante: Domingos Jorge Velho Ò destruição do Quilombo dos Palmares.

COLÔNIA DO SACRAMENTO (1680)

- fundação de uma colônia portuguesa no estuário do rio da Prata, quase em frente a Buenos Aires.

Motivos

- a pecuária. - o comércio do couro. - o contrabando. - o interesse nas regiões mineradoras do Peru e Bolívia. - os interesses ingleses. · Reação Espanhola: - reação dos colonos de Buenos Aires e da Coroa Espanhola: invasões da Colônia do Sacramento e assinatura de tratados de limites.

Tratados de Limites e Formação de Fronteiras

Tratado de Lisboa (1681)

- a Espanha reconhecia a posse portuguesa da Colônia do Sacramento.

Tratado de Utrecht (1715)

- a Espanha é obrigada, mais uma vez, a ceder a Colônia do Sacramento para Portugal.

Tratado de Madri (1750)

- definia a posse, de direito e de fato, das terras efetivamente ocupadas por Portugal além dos limites de Tordesilhas.
- não houve participação da Igreja.
- princípio: uti possidetis, ita possideatis (quem possui de fato deve possuir de direito) Ò a terra pertence por direito a quem a ocupa Ò Alexandre de Gusmão.
- a Espanha reconhecia a posse portuguesa de todas as terras efetivamente ocupadas por portugueses além da linha de Tordesilhas e cedia a Portugal a região de Sete Povos das Missões (RS).
- Portugal devolveria à Espanha a Colônia do Sacramento.
- por este tratado, o Brasil assumiu, praticamente, sua atual configuração geográfica.

Guerras Guaraníticas

- revolta dos índios de Sete Povos das Missões liderados pelos jesuítas.
- motivos: os jesuítas não concordavam com a entrega de Sete Povos das Missões para os portugueses e os índios suspeitavam de uma possível ocupação de suas terras e da escravização.
- repressão portuguesa: a população de Sete Povos das Missões foi chacinada pela tropas portuguesas.

Tratado de El Pardo (1761)

- anulava o Tratado de Madri e a Colônia do Sacramento voltava para Portugal.

Tratado de Santo Ildefonso (1777)

- a Colônia do Sacramento e Sete Povos das Missões foram devolvidas para a Espanha.

Tratado de Badajós (1801)

- confirmava os limites estabelecidos pelo Tratado de Madri.

Texto 7 

A busca de mão-de-obra indígena, a pecuária e a mineração são atividades que resultam na expansão da ocupação portuguesa para áreas além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão é estimulada pela Coroa portuguesa velada ou abertamente.

Bandeiras

EXPANSÃO TERRITORIAL BRASILEIRA
O apresamento de indígenas e a busca de metais e pedras preciosas são os principais objetivos das bandeiras. No início do século XVII, com Portugal sob domínio espanhol, a Holanda investe no comércio de mão-de-obra africana e desorganiza o tráfico português. O fluxo de escravos negros para algumas regiões da colônia diminui e renasce o interesse pela escravização do indígena. Quando o tráfico negreiro é regularizado, as bandeiras continuam, motivadas pela procura de metais e pedras preciosas.

As expedições

A capitania de São Vicente é o principal ponto de partida das bandeiras: grandes expedições, às vezes formadas por milhares de homens, que viajam pelo interior durante meses e até anos. Vão fixando acampamentos temporários para melhor explorar uma região – possibilidade de encontrar ouro, prata e pedras preciosas – ou preparar o ataque às tribos indígenas. Para o apresamento, os alvos principais são os aldeamentos jesuíticos. Estima-se que 300 mil índios são escravizados entre 1614 e 1639. As primeiras bandeiras são comandadas por Diogo Quadros e Manuel Preto, em 1606, e Belchior Dias Carneiro, em 1607.

Raposo Tavares

Em 1629, Antônio Raposo Tavares e Manuel Preto dirigem uma bandeira com 900 mamelucos e 2.200 índios. Eles destroem os aldeamentos jesuítas de Guayra, na atual fronteira com o Paraguai, aprisionando milhares de indígenas. Raposo Tavares faz uma outra grande bandeira entre 1648 e 1651: sai de São Paulo, alcança o Peru, desce o Amazonas até o Pará.

Pedro Teixeira

A bandeira de Pedro Teixeira sobe o rio Amazonas até Quito, em 1637. Retorna ao Pará em 1639 e é derrotado pelos índios com o apoio dos jesuítas em 1641.

Fernão Dias Paes

Conhecido como caçador de esmeraldas, a bandeira de Fernão Dias embrenha-se pelo interior do atual Estado de Minas Gerais, entre 1674 e 1681, em busca de ouro e pedras preciosas. Em outra expedição, vai às Missões, no sul, junto com Raposo Tavares.

Anhangüera

Bartolomeu Bueno da Silva, conhecido como Anhangüera, procura ouro no Brasil central. Chega ao rio Vermelho, sudoeste de Goiás, entre 1680 e 1682.

Pascoal Moreira Cabral

Parte de Sorocaba e atinge o Mato Grosso. Encontra ouro às margens do rio Coxipó-Mirim, em 1719.

Artur e Fernão Paes de Barros

A bandeira dos Paes de Barros parte de Cuiabá. Descobre ouro na bacia do rio Guaporé, no Mato Grosso, em 1731.

Domingos Jorge Velho

A bandeira de Domingos Jorge Velho dirige-se ao Nordeste do Brasil entre 1695 e 1697. Subjuga indígenas do Maranhão a Pernambuco e ajuda a exterminar o Quilombo de Palmares.

Ocupação do sertão

A pecuária desenvolvida nos engenhos de Pernambuco e Bahia contribui para o desbravamento do interior do Nordeste. O "sertão de fora", como é chamada a região próxima do litoral, é ocupado a partir de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, e os migrantes chegam até o interior do Ceará. O "sertão de dentro", mais para o interior, é ocupado a partir da Bahia. Os canais de acesso são os rios São Francisco, que leva ao sertão baiano e à região das minas, e Parnaíba, que permite chegar ao sul do Piauí e do Maranhão.

Amazônia

O ponto de partida para a ocupação da Amazônia é o Forte do Presépio, atual cidade de Belém, fundado em 1616 na baía de Guajará pelo capitão Francisco Castelo Branco. O extrativismo vegetal é o principal móvel de ocupação e povoamento da Amazônia. As chamadas "drogas do sertão", como o urucum, o guaraná e alguns tipos de pimenta, rendem bons lucros no mercado internacional e são alguns dos produtos monopolizados pela metrópole. À sua procura, milhares de pessoas internam-se na floresta e os vilarejos vão surgindo às margens dos rios. A região torna-se também fonte de mão-de-obra indígena, vendida nas principais praças do Nordeste.

Extremo sul

A expansão em direção ao sul, num primeiro momento, dirige-se por mar para o rio da Prata, porta de entrada para o interior do continente. Uma segunda rota de ocupação parte de Laguna e desce ao sul por terra. Em geral, é feita por paulistas que chegam ao pampa para "campear gado xucro", ou seja, montar estâncias com o gado introduzido na região pelos jesuítas e que se reproduz em grandes manadas sem donos quando os religiosos são expulsos do Brasil.

Colônia de Sacramento

A colônia de Sacramento, atual cidade de Colônia, no Uruguai, é fundada em 20 de janeiro de 1680, na margem esquerda do rio da Prata, praticamente em frente a Buenos Aires. O ponto é estratégico: permite o acesso por terra a toda a região do pampa e, por rio, para o atual Centro-Oeste do Brasil, Paraguai e Bolívia. Organizada pelos jesuítas, a colônia torna-se um dos centros da guerra de fronteiras entre portugueses e espanhóis. Tomada pelos espanhóis em 7 de agosto de 1680, é restituída aos portugueses pelo Tratado de Lisboa, assinado entre os dois países em 7 de maio de 1681.

Fundação de Montevidéu

Em 1726, os espanhóis (ou castelhanos, como os portugueses chamam os súditos do reino de Castela) fundam Montevidéu, a leste de Sacramento, também na margem esquerda do Prata, mas um pouco mais próxima de sua foz. Pretendem com isso diminuir a influência de Portugal na região dos pampas e ampliar o controle da navegação no Prata.

Fundação de Rio Grande

Entre 1735 e 1737 nova guerra explode na região do Prata e os portugueses fazem várias tentativas de conquistar Montevidéu. O comandante da expedição, brigadeiro José da Silva Paes, funda o povoamento de Rio Grande de São Pedro, em 1737, atual cidade de Rio Grande. Porto marítimo localizado na embocadura da lagoa dos Patos, a região é estratégica para a ocupação do pampa.

Guerras de Fronteiras

Os conflitos na fronteira estendem-se por quase todo o século XVIII. Os dois países chegam a um acordo apenas em 1777, com o Tratado de Santo Ildefonso: os portugueses reconhecem a soberania espanhola sobre Sacramento e garantem sua posse sobre o Rio Grande de São Pedro.
 
Fonte: www.ibge.gov.br

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