domingo, junho 12, 2016

GABARITO DO ESTUDO DIRIGIDO

Gabarito do Estudo Dirigido 

1. Defina Recursos Naturais: 

Recurso natural pode ser definido como qualquer elemento ou aspecto da natureza que esteja em demanda, seja passível de uso ou esteja sendo usado pelo Homem, direta ou indiretamente, como forma de satisfação de suas necessidades físicas e culturais em determinado tempo e espaço. Os recursos naturais são componentes da paisagem geográfica, materiais ou não, que ainda não sofreram importantes transformações pelo trabalho humano e cuja própria gênese independe do Homem (...). Apesar de a ocorrência e distribuição dos recursos naturais depender de dinâmicas naturais, eles só podem assim ser considerados segundo uma perspectiva histórica, portanto, só podem ser compreendidos a partir de uma perspectiva geográfica que relaciona a sociedade e a natureza. 

2. Apresente as diferenças conceituais entre recursos renováveis e não-renováveis. 

Recurso Renováveis Qualquer coisa que possa se renovar é chamada de recurso renovável. Animais, insetos, árvores e plantas são recursos renováveis. Mas nem todos são seres vivos. A luz do Sol, o vento e os marés são chamados de recursos renováveis '' de fluxo '' , pois eles são contínuos. Apesar de a água ser um recurso renovável , apenas 3% do total da água do mundo é utilizável. O resto está congelado ou é muito salgado para se usar.

Recursos não Renováveis Qualquer coisa que leve muito tempo para se formar novamente é um recurso natural não renovável. O carvão e o petróleo são recurso não renováveis. Isso porque eles levam milhões de anos para se formar. Outros recursos naturais não renováveis são: gás natural , minerais , como os diamantes, metais como o ferro, minério, cobre, ouro e prata. A quantidade de um recurso que está disponível, o tempo que leva para se renovar e seu uso é o que se considera para estabelecer o valor ou o preço de cada recurso natural. 

3. Quais são os princípios históricos que fundamentam o debate sobre meio ambiente? 

“O livro “Primavera Silenciosa”, publicado, na década de 60, pela jornalista norte–americana Rachel Carson, já alertava sobre os efeitos danosos de inúmeras ações humanas sobre o ambiente. Malthus (1766-1834) simboliza uma corrente de peso na economia que consideravam que a avareza da natureza representava um obstáculo maior para o desenvolvimento econômico; Nos anos 1970, essa corrente readquiriu peso com o Relatório do Clube de Roma “Limites ao Crescimento” elaborado pelo grupo do MIT (Inst. Tecnol. Massachussets) Hipótese básica a economia cresce exponencialmente enquanto os recursos naturais são finitos. O sistema econômico interage com o ecossistema terrestre de duas maneiras: Extraindo recursos minerais e explorando recursos renováveis Emitindo efluentes e gerando poluição  

4. Como pode ser definido o conceito de desenvolvimento sustentável? 

Desenvolvimento sustentável ou ecodesenvolvimento: conceito originado há 36 anos, em Paris, durante a Biosphere Conference. Leva em consideração, além dos fatores econômicos, aqueles de caráter social e ecológico, assim como as disponibilidades dos recursos vivos e inanimados, e as vantagens e inconvenientes, a curto e longo prazos, de outros tipos de ação. É um conceito difícil de implementar, dadas as complexidades econômicas e ecológicas das situações atuais. Há fatores sociais, legais, religiosos e demográficos, que também interferem na aplicação de considerações e diretrizes ecológicas às finalidades e processos de desenvolvimento (Glossário de Ecologia). 

5. Faça uma correlação entre os conceitos de sustentabilidade, pobreza e fome. 

Adentrar nas discussões sobre desenvolvimento sustentável, das inter-relações presentes entre a produção, a sociedade, o meio ambiente, a cultura, o território, a política, é adentrar num espaço que também envolve conflitos, justificáveis, em certa medida, pela própria complexidade envolvida nessa concepção. O processo produtivo normalmente envolve alguma externalidade negativa, por mais que se adotem tecnologias limpas de produção. E, nesse sentido, a condição desigual presente em nível mundial revela que os países mais pobres têm maior dificuldade em adotar tecnologias limpas de produção, devido ao seu alto custo; e essa desvantagem pode ser observada, também, em nível do seu consumo. De outra parte, é preciso crescer economicamente, gerar renda e emprego para que a massa de trabalhadores possa estar incluída não apenas na população economicamente ativa ocupada, mas nos principais processos sociais, ter condições de pertencer na estrutura capitalista atual. O que não significa que se deva acreditar ingenuamente sobre a relação que o desenvolvimento econômico mantém com o crescimento econômico. 

6. Defenda os princípios fundamentais defendidos na: 

a) Rio-92  

Reafirma os princípios do Desenvolvimento Sustentável (Nosso Futuro Comum). Estabelece o princípio das responsabilidades comuns mais diferenciadas. Elaboração da Agenda 21 - distribuída em seções como: Dimensões Sociais e Econômicas, Conservação e Gerenciamento de Recursos, Fortalecimento do Papel dos Maiores Grupos e Meios de Implantação (detalhes).Desdobra-se nos seguintes temas: mudança do clima, ar e água, transporte alternativo, ecoturismo, redução do desperdício e redução da chuva ácida. Marca o crescimento da importância das ONGs no debate. Cria-se a Convenção sobre Mudança Climática, da Biodiversidade (Protocolo de Biossegurança) e da Desertificação. 

b) Agenda 21 

É um programa de ação traduzido num documento de 40 capítulos. Constitui a mais ousada e abrangente tentativa de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. 

c) Rio + 10 

Tema: a Eco 92 e fazer novos apontamentos para a questão ambiental. Resultado: não houve avanço na questão ambiental, mas a dimensão social ganhou força (incorporação das metas do milênio). Estabelecidos em 2000 pela ONU: erradicar a pobreza extrema e a fome. atingir o ensino básico universal. promover igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres. reduzir a mortalidade na infância. melhorar a saúde materna. combater o HIV, a malária e outras doenças. garantir a sustentabilidade ambiental. parceria mundial para o desenvolvimento.  

d) Protocolo de Kyoto

Tratado com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa (causas antropogênicas). Meta de reduzir a emissão destes gases em 5,2% em relação aos níveis de 1990 (entre 2008 e 2012). Ratificado em 2005 após a entrada da Rússia (55% dos maiores emissores). Os EUA e China, maiores poluidores não ratificam. A meta prevista não foi atingida. Surge o comércio internacional de emissões 

e) Rio +20 

Rio +20 (Rio de Janeiro) - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável: Maior evento já realizado pela ONU. Presença de 190 países e ONGs Balanço das conferências anteriores e novas proposições (agenda do D. S. para as próximas décadas). Destaque para a discussão em torno da economia verde e instrumentos de governança. 

f) Estocolmo 1972 

A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano, conhecida como Conferência de Estocolmo, realizada em 1972 em Estocolmo, na Suécia, foi a primeira Conferência global voltada para o meio ambiente, e como tal é considerada um marco histórico político internacional, decisivo para o surgimento de políticas de gerenciamento ambiental, direcionando a atenção das nações para as questões ambientais. 

7. Faça uma pesquisa de um parágrafo sobre o conceito de crédito de carbono. 

Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no País e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. A empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais. Estes certificados podem ser comercializados por intermédio das Bolsas de Valores e de Mercadorias, como o exemplo do Clean Air de 1970, e os contratos na bolsa estadunidense (Emission Trading - Joint Implementation). 

8. Faça uma referência aos principais problemas ambientais no planeta, apresentando uma característica de cada um. Foque no conceito de aquecimento global. 

Problema ambiental deve ser entendido como um desequilíbrio provocado por um choque, um "trauma ecológico", um impacto ambiental, resultante da ação antrópica (homem) sobre o meio ambiente. 

Os principais problemas ambientais são: 

Poluição (ar, solo [erosão], visual, águas, sonora); 
Resíduos sólidos (lixo); 
Esgoto; 
Enchentes; 
Inversão térmica; 
Ilhas de calor; 
Chuva ácida; 
Aquecimento Global;
Desertificação; Arenização; 
Assoreamento; 

As causas dos problemas ambientais: 

Revolução industrial (industrialização); 
Capitalismo e globalização (Consumismo); 
Urbanização (crescimento das cidades); 
Aumento populacional (7 bilhões de habitantes no mundo); 
Ineficácia da política de Educação Ambiental. 

 Aquecimento Global 

(...) está relacionado com a rarefação do CO2 na atmosfera, ao longo do tempo geológico, permitindo o aumento da superfície pela maior insolação (sic). (Desgelo gerado pelo derretimento das geleiras e calotas polares). 

Terra vem passando por mudanças climáticas decorrentes do aumento da concentração de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera. Os gases causadores deste fenômeno são: Dióxido de Carbono (CO2), Metano (CH4), Óxido Nitroso (N2O), Hidrofluorcarbonos (HFCs), Perfluorcarbonos (PFCs) e por último o Hexafluoreto de Enxofre (SF6). O mais poluente entre eles é o Dióxido de Carbono, cuja concentração na atmosfera saltou de 288 partes por milhão (ppm) no período pré-industrial (até 1750) para 378,9 ppm em 2005, de acordo com o estudo de Schein (SCHEIN,2006). Esse gás é o principal responsável pela retenção do calor na atmosfera, impedindo que a radiação da superfície terrestre seja liberada de volta ao espaço. As principais fontes de emissão desse gás provêm de atividades humanas decorrentes da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, das florestas em decomposição e do desmatamento. Essas atividades geradoras do aumento de gases do efeito estufa causam um efeito global, portanto, nenhum país está imune das conseqüências do aquecimento global, quer seja um agente passivo ou ativo nesse processo.

terça-feira, março 01, 2016

RESUMÃO 9º ANO - ORIGENS DO SUBDESENVOLVIMENTO - GLOBALIZAÇÃO - DIT


RESUMÃO 9º ANO

29/02/2016
Cap. 9 – Cap 11 – PROVA OBJETIVA

Breve resumo do conteúdo abordado em sala.

1º Bimestre – Prova Objetiva

- Origens do Subdesenvolvimento e DIT, Globalização e Multinacionais. 

 
RESUMÃO 9º ANO

Cap. 9 – Cap 11 – PROVA OBJETIVA
Origens do grau de subdesenvolvimento dos países.
As fases e doutrinas do capitalismo:
FASES:
DOUTRINAS:
Capitalismo Comercial
Mercantilismo
Capitalismo Industrial
Liberalismo
Capitalismo Financeiro
Keynesianismo
Capitalismo Informacional
Neoliberalismo
Considerando seu processo de desenvolvimento, costuma-se dividir o capitalismo em quatro fases:
1. Capitalismo comercial;

Estendeu-se do fim do século XV até o século XVIII e foi marcada pela expansão marítima das potências econômicas da Europa Ocidental na época (Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc.). Nessa época, as trocas comerciais proporcionaram grande acumulo de capitais. A economia funcionava segundo a doutrina mercantilista. O mercantilismo foi uma doutrina econômica adotada pelas monarquias nacionais nos séculos XV ao XVIII e baseava-se na intervenção do Estado na economia. O objetivo era acumular riquezas por meio da instalação de colônias e da estruturação do comércio mundial. Isso incluía a manutenção de uma balança comercial favorável. Um dos principais objetivos dos países europeus passou a ser exploração de recursos naturais das colônias e a ampliação do mercado. Estabeleceu-se, assim, uma divisão internacional do trabalho (DIT), conhecido como Pacto Colonial ou DIT Primitiva. As colônias passaram a constituir uma economia complementar em que vendiam produtos a baixos preços, compravam a preços mais elevados e produziam apenas o que a metrópoles não produziam, café, algodão, açúcar.

2. Capitalismo industrial;

Corresponde a fase da Primeira e da Segunda Revolução industrial ocorridos no final do século XVIII, na Europa Ocidental (Reino Unido). Um de seus aspectos mais importantes foi o aumento da capacidade de transformação da natureza, por meio da utilização de máquinas hidráulicas e a vapor, com grande incremento no volume de mercadorias produzidas e consequente necessidade de ampliação do mercado consumidor em escala mundial. Foi também marcado por uma crescente aceleração da circulação de pessoas e mercadorias, graças à expansão das redes de transporte terrestre e marítimo. O comércio não era mais a essência do sistema. Nessa nova fase, o lucro provinha principalmente da produção de mercadorias realizada por trabalhadores assalariados. O regime assalariado é, a relação de trabalho mais adequada ao capitalismo e se disseminou à medida que o capital se acumulava em grande escala nas mãos dos donos dos meios de produção, gerando lucro para o capitalista e mais-valia ao trabalhador. O papel do Estado começou a mudar nesta época. A doutrina que melhor correspondia aos anseios da burguesia era a o liberalismo econômico. Adam Smith em seu livro a riqueza das nações, defendia o individuo contra o poder do Estado e acreditava que cada um, ao buscar seu próprio interesse, contribuiria para o interesse coletivo de modo mais eficiente. O Estado não deveria mais atuar nem intervir na economia, mas apenas garantir a livre concorrência entre as empresas (laissez-faire, laissez-passer). Os princípios liberais aplicados às trocas comerciais internacionais redundaram na defesa do livre comércio, ou seja, da redução e até abolição das barreiras para a livre circulação das mercadorias.

3. Capitalismo financeiro;

Surge no final do século XIX, sendo marcante o processo de concentração e centralização de capitais. Empresas foram criadas e cresceram rapidamente: indústrias, bancos, casas comerciais, corretores. Houve fusões e incorporações que resultaram na formação de monopólios e oligopólios. Uma das características mais importantes desse período foi a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia no processo produtivo, fazendo surgir as multinacionais. O crescente aumento da produção e a industrialização expandiu-se para outros países, acirrou-se a concorrência. Foi nesse contexto que ocorreu a expansão imperialista (neocolonial) no século XIX, na África e na Ásia – Conferência de Berlim (1884-1885), como forma de explorar matéria prima e gerar novos mercados consumidores. Essa partilha imperialista consolidou a Divisão Internacional do Trabalho pela, qual as colônias se especializaram em fornecer matérias primas baratas para os países centrais e destes comprando os produtos manufaturados. A DIT marcou a organização do espaço sob o capitalismo. As relações centro-periferia foram, em grande parte, fundamentadas pela divisão entre os países industriais e os países primários exportadores. A DIT, no entanto, não é inalterável; ela se modifica de acordo com a conjuntura internacional. As crises do capitalismo levam a reestruturações econômicas e espaciais, podendo mudar o papel dos países nessa divisão. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a formação do bloco socialista, uma nova DIT se apresentou. Alguns países subdesenvolvidos passaram a exportar além de matérias primas também produtos industrializados (economias emergentes).

As crises do sistema capitalista

A primeira grande crise do capitalismo ocorreu com a grande guerra provocados pelo imperialismo das grandes potências. Ressentimentos nacionalistas e rivalidades políticas e econômicas provocavam crises permanentes. O progresso da indústria, a necessidade de escoar os produtos industrializados e a busca por novas matérias primas e alimentos contribuíram pelas novas conquistas coloniais. A internacionalização do capital, que atraiu a oposição do nacionalismo econômico abalou os fundamentos da civilização européia, pôs em risco sua hegemonia e abriu espaço para entrada de novos personagens no cenário econômico mundial A crise econômica de 1929. O enxugamento dos recursos financeiros internos provocou diminuição da quantidade de moeda corrente para compra de produtos. Houve aumento excessivo da produção por parte das empresas durante a década de 1920. Com o tempo, o mercado consumidor não era mais capaz de absorver a produção industrial o que levou a diminuição da produção e ao desemprego. Uma onda de especulação nas bolsas de valores. Os investidores eram atraídos por lucros que não eram mais gerados no sistema produtivo. Cada um comprava as ações pela “certeza” que as venderia por um preço mais elevado.

OS EFEITOS DA CRISE

Em outubro de 1929, ocorreu a quebra da bolsa em New York: Os preços das ações despencaram. Os investidores correram para se desfazer de seus papéis, a qualquer preço. A crise de 1929 foi o marco inicial de um período de recessão econômica e desemprego que se estendia em todo mundo. Em muitos países, o Estado passou a interferir na economia. O New Deal (novo acordo), programa econômico e social, voltado ao combate ao desemprego e á ajuda aos carentes. Na Europa cria-se o “Estado do bem-estar social”. Uma política de garantia de saúde, educação e aposentadoria aos cidadãos.
4. Capitalismo técnico-científico informacional.
A nova fase do capitalismo nos trouxe uma profunda transformação de conceitos, que acabam por reconfigurar a própria forma de trabalhar com a informação. Em meio a um desdobramento acelerado de culturas – permeadas pelos novos elementos e códigos que a revolução digital nos trouxe – a relação entre o indivíduo e a informação mudou drasticamente. O que antes era elemento de fomento de um determinado conhecimento, muitas vezes generalista, passou a ser um instrumento decisório cada vez mais específico, em alguns momentos sendo mais do que uma parcela da confusão de um conhecimento maior, mas o conhecimento em si.

5. GLOBALIZAÇÃO

O que é globalização? A difusão do termo globalização ocorreu por meio da imprensa financeira internacional, em meados da década de 1980. Depois disso, muitos intelectuais dedicaram-se ao tema, associando-a à difusão de novas tecnologias na área de comunicação, como satélites artificiais, redes de fibra ótica que interligam pessoas por meio de computadores, entre outras, que permitiram acelerar a circulação de informações e de fluxos financeiros. Globalização passou a ser sinônimo de aplicações financeiras e de investimentos pelo mundo afora. Além disso, ela foi definida como um sistema cultural que homogeneíza, que afirma o mesmo a partir da introdução de identidades culturais diversas que se sobrepõem aos indivíduos. Por fim, houve quem afirmasse estarmos diante de um cidadão global, definido apenas como o que está inserido no universo do consumo, o que destoa completamente da idéia de cidadania (Ribeiro, 1995). Porém "No debate sobre a globalização não temos encontrado análises que consideram os fragmentos que ele acarreta. Ao contrário, ressaltam-se as suas vantagens aparentes, porém sem configurá-la com maior precisão" (Ribeiro, 1995:18). A globalização é discutida, segundo as categorias tempo/espaço, no âmbito do sistema-mundo, na pós-modernidade e à luz dos conceitos de nação, mercado mundial e lugar. Tornada paradigma para a ação, a globalização reflete nos Estados-nação exigindo um protecionismo que em tese se contradiz com a demanda "livre e global" apregoada pelos liberais de plantão. Porém, ao olhar para o lugar, para onde as pessoas vivem seu cotidiano, identifica-se o lado perverso e excludente da globalização, em especial quando os lugares ficam nas áreas pobres do mundo. Ao reafirmar o mesmo, a globalização econômica não consegue impedir que aflorem os outros, resultando em conflitos que muitos tentam dissimular como competitividade entre os Estados-nação e/ou corporações internacionais, sejam financeiras ou voltadas à produção. A globalização é fragmentação ao expressar no lugar os particularismos étnicos, nacionais, religiosos e os excluídos dos processos econômicos com objetivo de acumulação de riqueza ou de fomentar o conflito (Ribeiro, 2001). A obra de Milton Santos contribuiu para precisar o fenômeno da globalização. Mas o autor queria mais. Ela chegou a propor uma outra globalização, baseada na solidariedade, embora reconhecesse que ela afetou a cultura atual.

O MUNDO COMO FÁBULA, COMO PERVERSIDADE E COMO POSSIBILIDADE

A GLOBALIZAÇÃO COMO FÁBULA

 "[...] A máquina ideológica que sustenta as ações preponderantes da atualidade é feita de peças que se alimentam mutuamente e põe em movimento os elementos essenciais à continuidade do sistema. Damos aqui alguns exemplos. Fala-se, por exemplo, em aldeia global para fazer crer que a difusão instantânea de notícias realmente informa as pessoas. A partir desse mito e do encurtamento das distâncias - para aqueles que realmente podem viajar - também se difunde a noção de tempo e espaço contraídos. É como se o mundo houvesse tornado, para todos, ao alcance da mão. Um mercado avassalador dito global é apresentado como capaz de homogeneizar o planeta quando, na verdade, as diferenças locais são aprofundadas.  Há uma busca de uniformidade, ao serviço dos atores hegemônicos, mas o mundo se torna menos unido, tornando mais distante o sonho de uma cidadania verdadeiramente universal. Enquanto isso, o culto ao consumo é estimulado. [...]

A GLOBALIZAÇÃO COMO PERVERSIDADE

De fato, para a grande maior parte da humanidade a globalização está se impondo como uma fábrica de perversidades. O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes. Novas enfermidades, como a Aids, se instalam e velhas doenças, supostamente extirpadas, fazem seu retorno triunfal. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos progressos médicos e da informação. A educação de qualidade é cada vez mais inacessível. Alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como os egoísmos, os cinismos, a corrupção.
A perversidade que está na raiz dessa evolução negativa da humanidade tem relação com a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos que atualmente caracterizam as ações hegemônicas. Todas essas mazelas são direta ou indiretamente imputáveis ao presente processo de globalização.

UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO (POSSIBILIDADE)

Todavia, podemos pensar na construção de um outro mundo, mediante uma globalização mais humana. As bases materiais do período atual são, entre outras, a unicidade da técnica [...]. É nessas bases técnicas que o grande capital se apoia para construir a globalização perversa. Mas, essas mesmas bases técnicas poderão servir a outros objetivos, se forem postas ao serviço de outros fundamentos sociais e políticos. Parece que as condições históricas do fim do século XX apontavam para esta última possibilidade. [...]"

6.  FASES DA INDUSTRIALIZAÇÃO

Quanto à diferença entre Primeira, Segunda e Terceira Revolução Industrial, pode-se afirmar que cada uma assinalou um momento de desenvolvimento tecnológico.

A Primeira Revolução Industrial, feita com bases técnicas mais simples (máquina a vapor, carvão como principal fonte de energia, força de trabalho não especializada nem qualificada), ocorreu até o fim do século XIX. Caracterizou-se pelo fato de o Reino Unido (Inglaterra) ter sido a grande potência mundial - e principal exemplo de industrialização - e as indústrias têxteis, o setor de vanguarda.

A Segunda Revolução Industrial exigiu uma base técnica mais complexa (refino do petróleo, que se tornou a principal fonte de energia do século XX, máquinas e motores mais sofisticados e movidos a energia elétrica, mão de obra especializada) e predominou do fim do século XIX até meados dos anos 1970. Ela se prolonga até os nossos dias, uma vez que uma imensa parte do globo ainda não ingressou, de fato, na Terceira Revolução Industrial e, ao mesmo tempo, existem diversos países subdesenvolvidos - em especial na África e no sul e sudeste da Ásia – que nem sequer consolidaram o estágio da Segunda Revolução Industrial. Os Estados Unidos foram a grande potência econômica e o principal modelo de industrialização dessa fase ou estágio da Revolução Industrial, caracterizada ainda pelo predomínio da indústria automobilística e outras indústrias a ela ligadas (petroquímica, siderúrgica, metalúrgica, etc.).

A Terceira Revolução Industrial, também denominada revolução técnico-científica-informacional, encontra-se em andamento desde meados dos anos 1970 e deverá desenvolver-se mais plenamente no transcorrer do século XXI. Ela se iniciou tanto nos Estados Unidos, sobretudo na Califórnia (informática, telecomunicações), como no Japão (robótica, microeletrônica) e na Europa ocidental, em particular na Alemanha (biotecnologia, química fina). É marcada pelo predomínio de indústrias altamente sofisticadas, como as mencionadas, e que exigem muita tecnologia e maior qualificação da força de trabalho.


7. Modelos produtivos

Taylorismo

Teve início no começo do século passado, tinha como objetivo principal dinamizar o trabalho na indústria. O criador desse sistema produtivo foi Frederick Taylor, que acreditava na especialização de tarefas, ou seja, o trabalhador desenvolvia uma única atividade, por exemplo, alguém que colocava os faróis nos automóveis na indústria automobilística faria apenas isso o dia todo sem conhecer os procedimentos das outras etapas da produção, além de monitorar o tempo gasto para a realização de tarefas e premiação àqueles que tivessem um grande rendimento em seu trabalho.

Fordismo

Essa modalidade de produção foi criada a partir do Taylorismo, com seu mentor Henry Ford na década de 20. Sua ideia foi elaborada em sua própria indústria de automóvel, a Ford, baseado na especialização da função e na instalação de esteiras sem fim na linha de montagem, à medida que o produto deslocava na esteira o trabalhador desenvolvia sua função. Com isso, visava diminuir o tempo gasto no trabalho, aumentar a produtividade, diminuir o custo de produção e, principalmente, realizar a produção em massa para o consumo ocorrer no mesmo passo.

Toyotismo

Sistema de produção criado no Japão que tinha em sua base a tecnologia da informática e da robótica, isso ocorreu na década de 1970, e primeiramente foi usado na fábrica da Toyota. Nessa modalidade de produção o trabalhador não fica limitado a uma única tarefa, o operário desenvolve diversas atividades na produção. Outra criação desse sistema é o just-in-time, produzir a partir de um tempo já estipulado com intenção de regular os estoques e a matéria-prima.

Volvismo

No fim do século passado emergiu um novo modelo de organizar e gerenciar a produção industrial. Como na maioria dos outros modelos de produção, esse foi desenvolvido na fábrica da Volvo, e conciliou execução manual e automação. No Volvismo há um grande investimento no trabalhador em treinamentos e aperfeiçoamento, no sentido que esse consiga produzir por completo um veículo em todas as etapas, além de valorizar a criatividade e o trabalho coletivo e a preocupação da empresa com o bem estar do funcionário, bem como sua saúde física e mental.

8. CRISE DE 2008

A crise financeira de 2008 foi a maior da história do capitalismo desde a grande depressão de 1929. Começou nos Estados Unidos após o colapso da bolha especulativa no mercado imobiliário, alimentada pela enorme expansão de crédito bancário e potencializada pelo uso de novos instrumentos financeiros, a crise financeira se espalhou pelo mundo todo em poucos meses. O evento detonador da crise foi a falência do banco de investimento Lehman Brothers no dia 15 de setembro de 2008, após a recusa do Federal Reserve (Fed, banco central americano) em socorrer a instituição. Essa atitude do Fed teve um impacto tremendo sobre o estado de confiança dos mercados financeiros, rompendo a convenção dominante de que a autoridade monetária norte-americana iria socorrer todas as instituições financeiras afetadas pelo estouro da bolha especulativa no mercado imobiliário. O rompimento dessa convenção produziu pânico entre as instituições financeiras, o que resultou num aumento significativo da sua preferência pela liquidez, principalmente no caso dos bancos comerciais. O aumento da procura pela liquidez detonou um processo de venda de ativos financeiros em larga escala, levando a um processo de “deflação de ativos”, com queda súbita e violenta dos preços dos ativos financeiros, e contração do crédito bancário para transações comerciais e industriais. A “evaporação do crédito” resultou numa rápida e profunda queda da produção industrial e do comércio internacional em todo o mundo. Com efeito, no último trimestre de 2008 a produção industrial dos países desenvolvidos experimentou uma redução bastante significativa, apresentando, em alguns casos, uma queda de mais de 10 pontos base com respeito ao último trimestre de 2007. Mesmo os países em desenvolvimento, que não possuíam problemas como seus sistemas financeiros, como o Brasil, também constataram uma fortíssima queda na produção industrial e no Produto Interno Bruto (PIB). De fato, no caso brasileiro, a produção industrial caiu quase 30% no último trimestre de 2008 e o PIB apresentou uma contração anualizada de 14% durante esse período.

9. CONSENSO DE WASHINGTON


O Consenso de Washington foi a forma como ficou popularmente reconhecido um encontro ocorrido em 1989, na capital dos Estados Unidos. Nesse encontro, realizou-se uma série de recomendações visando ao desenvolvimento e à ampliação do neoliberalismo nos países da América Latina. As ideias desse encontro – tidas como um “receituário”, e não como uma imposição – já eram proclamadas pelos governos dos países desenvolvidos, principalmente EUA e Reino Unido, desde as décadas de 1970 e 1980, quando o Neoliberalismo começou a avançar pelo mundo. Além disso, instituições como o FMI e o Banco Mundial já colocavam a cartilha neoliberal como pré-requisito necessário para a concessão de novos empréstimos e cooperação econômica. Dessa forma, as recomendações apresentadas giraram em torno de três ideias principais: abertura econômica e comercial, aplicação da economia de mercado e controle fiscal macroeconômico.

Dentre as premissas básicas colocadas no Consenso de Washington, podemos destacar:

a) Disciplina fiscal, em que o Estado deveria cortar gastos e eliminar ou diminuir as suas dívidas, reduzindo custos e funcionários.
b) Reforma fiscal e tributária, em que o governo deveria reformular seus sistemas de arrecadação de impostos a fim de que as empresas pagassem menos tributos.
c) Privatização de empresas estatais, tanto em áreas comerciais quanto nas áreas de infraestrutura, para garantir o predomínio da iniciativa privada em todos os setores.
d) Abertura comercial e econômica dos países, diminuindo o protecionismo e proporcionando uma maior abertura das economias para o investimento estrangeiro.
e) Desregulamentação progressiva do controle econômico e das leis trabalhistas.


Apesar de o Brasil ter sido um dos poucos países que não aceitaram de imediato essas medidas, foi um dos que mais rapidamente as aplicou, em um processo que conheceu o seu ápice ao longo da década de 1990. A principal ação do governo brasileiro nesse sentido foi a implantação da política de privatizações, em que empresas estatais dos ramos de energia, telecomunicações, da mineração e outros foram transferidas para a iniciativa privada. O Consenso de Washington tornou-se, dessa forma, uma verdadeira “receita de bolo” para a execução das premissas neoliberais em toda a região latino-americana, que acatou as suas ideias principalmente pela pressão e influência exercidas pelo governo dos Estados Unidos e por instituições como o FMI, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD). Grupos e movimentos de esquerda e estatistas direcionam frequentes críticas ao consenso, sobretudo por considerarem que as suas ideias teriam sido direcionadas para atender aos interesses norte-americanos em toda América Latina, além de beneficiar as elites locais, favorecendo a concentração de renda nos países da região. Em oposição, esses grupos apontam que a solução para os países do sul seria adotar uma política inversa à preconizada em Washington, com uma maior intervenção do Estado na economia, além da ampliação e fortalecimento das leis trabalhistas.

10. CONSUMISMO

Obsolescência programada e obsolescência perceptiva têm o mesmo objetivo, criar equipamentos para ir para lixo, mas “funcionam” de formas diferentes:

A obsolescência perceptiva acontece quando as pessoas são induzidas a consumir bens que se tornam obsoletos antes do tempo, tendo em vista que atualmente os produtos saem das fábricas com tempo de validade “vencido”. Isso, porque os produtos fabricados atualmente duram muito menos tempo que os produtos de 10 anos atrás. Os produtos atuais são mais suscetíveis a danos e quando esses necessitam de consertos o produto na maioria das vezes é descartado ou armazenado, dado que o seu conserto não é economicamente viável à vista do valor de um novo produto.

O termo obsolescência programada associado a vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido.


FONTE: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 17-20.


quarta-feira, outubro 21, 2015

Flávio Bueno na TV BRASIL e no Portal EBC

Fala Galera. Se liga no vídeo novinho que acabou de entrar no ar. Professor Flávio Bueno dando as dicas dos tópicos principais de Geografia do Brasil para o ENEM 2015... Material produzido pela TV Brasil e para o portal EBC. Vale a pena conferir... Ainda esta semana mais um vídeo sobre Geografia Geral e Geopolítica, além da entrevista para a Rádio Nacional FM Brasília, 96,1. No sábado a noite gravação ao vivo do programa de resolução da prova de Ciências Humanas e suas tecnologias.


domingo, outubro 18, 2015

Estarei ao vivo na TV Brasil. Conto com vocês...

Professores comentam ao vivo as provas do Enem 2015

Criado em 16/10/15 18h10 e atualizado em 16/10/15 18h09
Por Portal EBC

No final de semana da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), às 20h30, a EBC transmite ao vivo, na web e nas suas emissoras de rádio, o programa Caiu no Enem, com comentários sobre a prova. Professores convidados vão destacar quais foram os principais temas cobrados na prova, as surpresas e expectativas em relação à edição de 2015.
O programa  será transmitido ao vivo pelo Portal EBC e pela Rádios MEC AM Rio de Janeiro, Nacional Brasília AM (apenas no domingo) e FM, Nacional da Amazônia e Nacional do Alto Solimões nos próximos dias 24 e 25, às 20h30. O candidato pode ainda acompanhar o programa pela TV Brasil, no dia 25, meia-noite, e 26, meia- noite e meia.
No sábado, 24, os 7 milhões de incritos repsonderão 90 itens de ciências humanas e da natureza. Professores de biologia, física, química, história, geografia, sociologia e filosofia participam do Caiu no Enem para comentar os principais destaques da prova. Já no domingo, os candidatos terão que encarar mais 90 itens de matémática e linguagens, além da prova de redação. Nos estúdios da EBC, os professores de língua protuguesa, línguia estrangeira, matemática e redação trarão suas impressões sobre o exame de 2015.

Os estudantes poderão participar e enviar perguntas aos professores usando a hashtag #EnemDia1 (no sábado) e #EnemDia2 (no domingo). Também é possível enviar comentários diretamente nos perfis da EBC nas redes sociais, pelo Facebookou pelo Twitter.
Preparação para o Enem

Com o objetivo de apoiar estudantes para o Enem, o Portal EBC desenvolveu em 2013 a ferramenta "Questões Enem" e desde então vem ampliando serviços destinados ao melhor aproveitamento do exame.
Pelo sistema, o estudante pode resolver mais de 2.100 questões de provas aplicadas entre 2009 e 2014, selecionando as disciplinas de seu interesse e mensurando seu desempenho em cada uma delas. A ferramenta inclui os itens da aplicação regular e da prova que é aplicada nos presídios e unidades de internação, o chamado Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL).
Já pela websérie “Fica a Dica Enem”, os interessados podem acessar vídeos com dicas de professores sobre matérias que devem ser focadas durante os estudos.
No quadro “Pode Cair no Enem”, do programa “Todas as Vozes”, da Rádio MEC AM do Rio de Janeiro, os professores comentam os principais temas nacionais e internacionais da atualidade. As entrevistas vão ao ar todas as segundas-feiras, às 9h10, e estão disponíveis no site da EBC
Já no boletim diário “Minuto Enem”, veiculado ao longo da programação das Rádios EBC, são oferecidas dicas rápidas sobre os principais pontos a serem estudados e lembrados em cada disciplina e as informações mais importantes do edital.

sexta-feira, setembro 18, 2015

Dicas de Enem - Migrações Internacionais - Proposta de Intervenção e Direitos Humanos

Fala Galera...

Tudo na paz???

Vamos lá... conforme combinado com a galera do Terceirão do Dinatos-COC... em conjunto com a galera do PV e do Cursinho do Sigma, segue a seleção de materiais para aprofundamento no tocante refugiados.

Como a temática do momento é Migrações Internacionais e os Direitos Humanitários, soltarei algumas dicas de bons materiais para o Estudo dos temas. 

Na maioria dos vestibulares e concursos públicos, cobra-se como redação o gênero textual dissertativo-argumentativo. Porém, somente no Exame Nacional do Ensino Médio há um diferencial, que é a Proposta de Intervenção. Por isso ser uma exclusividade do Enem, muitos alunos ainda não entendem o que é pedido e acabam perdendo muitos pontos na redação, já que a proposta de intervenção vale 200 de um total de 1.000! Dos critérios de avaliação da redação do exame, a quinta competência diz respeito a “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos”. Mas o que é essa proposta de intervenção? Primeiramente, precisamos entender o que significa “intervenção”. A palavra vem do verbo intervir que, segundo o dicionário Priberam, é: 

Intervir: colocar-se entre, vir entre, interromper, sobrevir; tomar parte em (participar); meter-se de permeio; ingerir-se, interferir, interceder. 

Dessa forma, a proposta de intervenção é participar do problema discutido na dissertação propondo uma interferência a ele. Em outras palavras, propor uma ação que melhore ou solucione a problemática discutida sobre o tema. Um detalhe importante é que essa ação proposta deve respeitar os direitos humanos, isto é, respeitar os valores de cidadania, liberdade, solidariedade, igualdade e diversidade. Caso esse termo “Direitos Humanos” te pareça obscuro, sugerimos a leitura desse curto material: Declaração Universal dos Direitos Humanos

Sugestões de leitura.

Migrações internacionais: teorias, políticas e movimentos sociais: 

Migrações Internacionais Contemporâneas REFLEXÕES SOBRE AS MIGRAÇÕES 
INTERNACIONAIS

Mulheres Migrantes

Migrações Internacionais, Geopolítica e Desenvolvimento Econômico (1947-1980)

http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/09/responsavel-pela-crise-de-refugiados-na-europa/

Convenção de Genebra (1951) 

http://www.adus.org.br/protocolo-de-1967-relativo-ao-estatuto-dos-refugiados/

Declaração de Dublin - 1990

 Façam bom uso das dicas...

 Enem Tá chegando moçada!!!

 Vamo que vamo...

terça-feira, junho 09, 2015

RESUMÃO SOBRE JAPÃO - CED SIGMA - 9º ANO

BOA NOITE GALERA,

CONFORME PROMETIDO SEGUE O RESUMÃO SOBRE O JAPÃO.

FIQUEM NA PAZ E BOA SEMANA

Acesse o link abaixo e faça o download.

http://www.4shared.com/office/13sX2ghzce/RESUMO_JAPO_-_9_ANO.html?

sábado, maio 16, 2015

RESUMÃO - 9º ANO - CED SIGMA - AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA

Boa Noite Meninos...

Segue abaixo o Resumo prometido sobre Estados Unidos e Canadá...

Bom proveito e excelente prova.

Peço que divulguem e compartilhem com todos.

Att.

Segue abaixo o Link para visualização online ou download.

http://www.4shared.com/web/preview/pdf/Zj3vlba_ce

terça-feira, março 03, 2015

Crônica do Dia... Quando a sociedade irá atingir o auge da estupidez? Quando aplaudimos os mais terríveis crimes contra a dignidade humana.

Crônica do Dia...

Quando a sociedade irá atingir o auge da estupidez?
Quando aplaudimos os mais terríveis crimes contra a dignidade humana.

Pois é, volta logo Neandertal... Deu merda na dita evolução...

por Professor Flávio Bueno​

Em um país onde a cada 12 segundos uma mulher é violentada, um idiota que sempre falou através do órgão excretor (não encontrei um adjetivo condizente com tamanha estupidez) assume um crime hediondo em rede nacional e é aplaudido, de pé diga-se. A violência de gênero é um reflexo direto da ideologia patriarcal, que demarca explicitamente os papéis e as relações de poder entre homens e mulheres, que pelo visto está longe de ter seu fim. Vale ressaltar que a partir da sanção da Lei n° 12.015, de 7 de agosto de 2009, o estupro [(Estupro é definido no Código Penal Brasileiro como um crime de ação pública, que consiste no ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” (CP, art. 213).] passou a ser um crime contra a dignidade e liberdade sexual.
A turba que compunha a plateia do programa achou hilária a afirmação do engodo bípede (apesar de eu ter minhas dúvidas sobre sua racionalidade) que manteve relações sexuais com uma mulher desacordada, fruto de sua própria violência e preconceito. (Digno de um ser humano que regozija as mais impuras vertentes dos conceitos, pra lá de duvidosos, de circunspeção e integridade, vide seu histórico de agressões às mulheres). Vergonhoso, lamentável, espúrio e asqueroso.

Não... isso não é normal. Não pode ser normal. Não no meu mundo.

Apesar de ter a mais notável das mulheres em minha casa (minha mãe), aprendi com meu pai que toda valorização aos seres do sexo feminino são irrelevantes perto do que elas realmente merecem (sem demagogia e falso altruísmo).

Hoje, coincidência ou não, estava trabalhando Direitos da Mulher em sala, e meus queridos alunos perceberam, com notável facilidade, o quão distante estamos de políticas justas para com as mulheres. E digo mais... isso ocorre aqui e em muitos países ditos evoluídos e de 1º mundo. Alguns sequer reconhecem a licença maternidade como um benefício inquestionável. Lá todos devem nascer de chocadeira, no mínimo. Estima-se que a cada ano no Brasil 0,26% da população feminina sofre violência sexual, o que indica que haja anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados no país, dos quais menos de 10% são reportados à polícia. Nos Estados Unidos, segundo Tjaden e Thoennes (2006), 0,2% dos indivíduos sofrem estupro a cada ano (0,3% mulheres e 0,1% homens) e estima-se que a taxa de notificação à polícia seja de 19,1%. Um dado que revela  que no país que detêm o maior PIB do planeta cerca de 65,2 mil pessoas são violentadas todos os anos.

Questiono qual a diferença do tratamento à mulher de nossa sociedade aos extremismos contra a feminilidade que temos nas áreas mais marginalizadas do planeta? Em um país onde parlamentares (com mais de 400 mil votos) afirmam que as mulheres deveriam ganhar menos do que os homens, pois geram prejuízo aos empresários não se pode esperar nada diferente, não é mesmo?
Clamo às mulheres deste país mais participação e aprofundamento social e político. Não caiam no conto do vigário machista e inescrupuloso que fornece um tratamento repugnante, imoral, indecoroso, desonrado as que merecem toda nossa dedicação e carinho.

Não...  NENHUMA... mulher merece ser estuprada, nem aquela que gerou este resto de placenta que proferiu tamanhos impropérios, da qual me nego em escrever o nome. Por favor... Isso não é digno de aplausos e sim de cadeia... Lá ele aprende que uma mulher não deve ser violentada sob qualquer justificativa. É o código de ética do presídio.

Não é possível interpretar tão mal os ensinamentos de meus pais. Este é um quadro que revela uma grave doença coletiva, de uma sociedade em estágio pré-civilizatório. Aliás, até um Neandertal trataria mulher com mais respeito e dignidade do que este irracional.

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Crônica do Dia - A Síndrome do Peru de Natal...

Crônica do Dia

A Síndrome do Peru de Natal...

por Professor Flávio Bueno

Pacto pelo DF???

Eu proponho então um pacto: Todo cidadão de Taguatinga e adjacências que possuir um veículo automotor não pague seu IPVA enquanto todas as ruas da RAIII não estiverem devidamente pavimentadas, sobretudo, sem as crateras lunares que põem em risco o mais importante de nossos patrimônios, nossas vidas.

Fazendo uma conta bem simples: O custo com a implementação dos novos "pardais" gira em torno de 18, 7 milhões. Uma bela bagatela, diga-se. Só nos últimos meses 189 pardais foram instalados nas pistas do DF. Vale ressaltar que não é preciso ser "expert" no assunto ou engenheiro de trânsito para compreender que alguns não tem a mínima necessidade, basta dirigir pela cidade. Chegamos ao absurdo completo "Lady's and Getleman's" - Sejam bem-vindos ao circo onde um pardal vale mais do que uma escola. Não sou contra a fiscalização eletrônica, longe disso, sobretudo quando a meta é salvar vidas. Mas, vamos nos ater a alguns dados:

Fazendo um cálculo simples, temos um valor de aproximadamente 95 mil reais para cada pardal. Para que se tenha uma noção dos custos disso podemos citar a escola pública como exemplo. As despesas de uma espaço educacional com 3 mil alunos giram em torno de 80 mil reais mensal. Exatamente isso... Ou seja, um pardal de trânsito custa mais do que a manutenção da educação de mais de 3000 mil pessoas. Quantos computadores um pardal não compraria se não tivéssemos esta busca incessante por arrecadação. Aliás, talvez um projeto de reeducação no trânsito, com esta verba, faria com que necessidade de pardais caíssem consideravelmente, certo?

Mas, vamos nos ater às condições asfálticas. Pois bem, no ano de 2014 o Detran-DF arrecadou cerca de 52 milhões de reais em multas de pardais, o que sem dúvida é uma baita arrecadação. Agora eu pergunto o que disso foi transformado em melhoria das condições de dirigibilidade em nossa cidade? E insisto, se essa verba fosse destinada a educação cidadã para o trânsito teria, sem dúvida, muito mais êxito. De 2013 a 2014 mais de 800 km de asfaltos foram reconstruídos pela Novacap, gerando um custo e 437 milhões de reais. Valores no mínimo questionáveis, já que a própria empresa supracitada possui sua usina asfáltica e já produz o seu asfalto "ecológico" com menor custo. Mesmo assim vi o recapeamento em algumas cidades, inclusive em Taguatinga, no setor comercial, entretanto, e o resto da cidade???. Tem buraco aqui completa bodas de algodão... de prata... de ouro... de diamante. Só com IPVA, o Distrito Federal arrecadou em 2014, algo em torno de 590 milhões de reais, isso porque, 30% dos veículos estavam transitando com os tributos atrasados. Ou seja, a conta não fecha...

Em suma, questiona-se (pois faço o mesmo) a altivez e austeridade da gestão anterior, todavia, preocupo-me com a construção do "mimimi" eterno. Enquanto isso o contribuinte ouve o governador falar sobre um pacto pelo DF. Ok, Vamos fazer assim. "Dê os começo" (como diria um moleque da minha quebrada ao iniciar uma briga). Comece reduzindo durante um ano os salários dos membros do executivo, bem como, as verbas de gabinete para secretarias e para a Câmara Legislativa do DF.
Seria bem legal alguém promover um pacto pela cidade, cortando na própria carne. E não usando o contribuinte para isso. Proponha a Celina Leão, atual presidente da Câmara Legislativa, uma redução de salários na pauta dos serviços da assembleia. Claro que ela não fará isso, mesmo porque, segundo denúncias do MPDFT a gestão dela na Administração de Samambaia é mais suja do que privada de prostíbulo de beira de estrada.

Então proponho um pacto. Boicote ao IPVA. Já que não temos contrapartida do mesmo. Aliás, temos uma baita contrapartida trocar nossos pneus, nossa suspensão e nossa caixa craniana ou toráxica quando algo de mais grave ocorrer conosco. Vivemos a síndrome do Peru de Natal: MORREMOS DE VÉSPERA. Ou sobrevivemos à custa do protagonista de nossas histórias. O OUTRO. Ou a falta que a incapacidade administrativa de alguém nos faz.

Oremos.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Gasland - Exploração do Petróleo nas camadas de xisto nos EUA.

A primeira publicação do ano aqui no Blog é  sobre um tema recorrente da nossa economia nos últimos 6 meses. Petróleo das camadas de xisto e a crise instaurada no setor. Vale a pe a conferir este material.

GasLand 2010 - Legendado PT-BR: http://youtu.be/k3eYX7LaLLg

domingo, agosto 24, 2014

Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás

Atenção molecada!!!! 1º ANO DINATOS-COC



Atlântico Negro - Na rota dos Orixás



Este grande documentário está na lista das obras solicitadas pela UNB.



E é uma excelente pedida para esta nova etapa de  estudo.



Modelos políticos e econômicos e Industrialização.



segunda-feira, agosto 18, 2014

domingo, agosto 17, 2014

terça-feira, julho 01, 2014

CRÔNICA DO DIA "Neste país os que atiram a primeira pedra, em geral, tem teto de vidro" por Professor Flávio Bueno

CRÔNICA DO DIA

"Neste país os que atiram a primeira pedra, em geral, tem teto de vidro"
por Professor Flávio Bueno

Não poderia começar este texto enfatizando uma palavra diferente do que: TRISTEZA.

É... Assim caminha a humanidade... Com passos de formiga...

Se com todos os aparatos legais a nossa justiça e nossa democracia são tão falhas, imagina quando nós distorcemos tais conceitos e achamos que somos capazes de julgar? Em geral agimos como verdadeiros inquisidores e acabamos por viver uma verdadeira caça às bruxas. Todavia, alguém já parou pra extirpar o ser maligno que abriga confortavelmente no cerne de sua consciência moral? E se o caçado fosse você? E se em nome da justiça alguém cometesse com um dos teus o oposto, a injustiça? E eu estou falando é para VOCÊ mesmo que se acha acima do bem e do mal... Que acha que é capaz de julgar e decidir sobre o que é certo ou errado na vida das pessoas. Que acha que é juiz... A nova SHEHERAZADE... capaz de pedir em cadeia nacional que você faça justiça com as próprias mãos. É cara pálida, o destino trai a língua, uma pena para quem age como algoz. Em geral, a resposta para seus argumentos falhos são os fatos. O que dizer de espancadores justiceiros com passagens na polícia? O que falar sobre a senhora confundida com uma assassina no interior de São Paulo, sumariamente espancada até a morte? Você não percebeu que o programado é você... o #peba aqui tem nome, e não enxerga um palmo diante do nariz. E, parafraseando Madiba, só posso lhe dizer que a violência de uma sociedade só pode fazer uma coisa: gerar a contra-violência.

A barbárie continua e os equívocos são cada vez mais latentes e constantes. O próprio conceito de liberdade se torna perigoso e o nosso papel na comunidade totalmente deturpado. Cobramos segurança do Estado, mas somos incapazes de ter sensibilidade suficiente pra lidar com os problemas de nossa sociedade, da qual inclusive muitas vezes somos protagonistas. Ou preciso lembrar-lhes das infrações e pequenas corrupções que cometemos todos os dias? Serás capaz de suportar a chuva de pedras em seu telhado de vidro?

Sempre lembro em sala um trecho de uma música da banda Natiruts:

"Lembra da criança no sinal pedindo esmola, não é problema meu fecho o vidro e vou embora".

Agimos assim e simplificamos, de forma perigosa, os problemas deste país. Entretanto, este passa a ser um problema seu, quando esta criança, sem ter o que comer, encosta no vidro do seu carro um 38, no desespero que só sabe aquele que um dia não teve o mínimo necessário para sobrevivência. O que vale mesmo é a nossa visão insensível e distante dos verdadeiros problemas de nossa sociedade... Afinal de contas, só vira bandido quem quer? Não é assim...? Vivemos em uma sociedade justa e igualitária, onde todos têm as mesmas oportunidades, certo? Geralmente, os autores das “célebres” afirmações não pisam em uma comunidade carente nem para fazer doação de natal e pagar de bom moço. Ainda afirmam no alto de sua sabedoria de cabaré de música sertaneja, frases feitas de um reacionário qualquer e após alguns combos de Absolut com red bull:

“- Marginal tem que morrer, isso foi falta de surra, tem que linchar, se a polícia não deu um jeito, nós daremos. Ah se eu tivesse uma arma ou uma oportunidade.”

Alguns destes ainda tem coragem de se auto intitular cristãos. Não sei se tenho pena ou raiva. E afirmo que não sou um defensor da criminalidade e do bandido, ao contrário, só acredito que precisamos fazer uma análise mais refinada das questões e deixar que os crimes sejam julgados por quem tem competência para isso. Estas são afirmações tão equivocadas que merecem ser desconsideradas, pois são frutos de uma ignorância que transcende o limite do bom senso e da paciência. E observe que o inábil que teve o mínimo de oportunidades para ter informação é o pior deles, pois, acreditam que suas falácias devam ser incorporadas como verdade em nossa sociedade. Eles acreditam piamente nisso e não buscam instruir-se, estudar, para modificar este discurso vil e hipócrita.
Não vejo, por exemplo, esta mesma severidade em casos tão mais chocantes. Olhe só ilustríssimo senhor ex-governador do DF, agora candidato ao mesmo cargo (oficializada pela junção daquilo que de mais sujo e quadrilheiro nós temos em nossa cidade a mais de três décadas). Nunca vi ninguém pregando ele no poste, surrando, destruindo seu carro ou sua mansão no Lago Sul (afinal de contas existem vídeos com o tal senhor recebendo propina - https://www.youtube.com/watch?v=LGwDZntUX5A), aliás, ao contrário, quem o defende ainda é capaz de afirmar, sem um pingo de vergonha, que o tal “rouba, mas faz!!!”, como se isso fosse o apropriado e virtuoso e como se o dano causado por tais seres à sociedade não fossem dignos de revolta...

Não é preciso aqui dizer sobre os filhos de juiz que queimaram o Índio Galdino e que hoje prestam concurso para assumir cargos como o de Policial Civil como se fosse uma coisa supernormal e os mesmos convivem na sociedade como se nada tivessem feito; verdadeiros “fichas limpa” (contra eles ninguém se revolta - https://www.youtube.com/watch?v=KooLKiWFeEM)... Ou de tantos outros casos em que eu não vi a mobilização moral e justiceira que se apresenta hoje, a não ser que seja interessante e lhe traga algum benefício. Há os que defendam a utilização de armas por parte dos civis, com o pseudo argumento de que esta servirá para autoproteção. Então eu pergunto. Você recebeu treinamento militar para usar tal arma? Nos países onde o comércio de armas é liberada, você por acaso sabe os índices de violência pública, e se eles diminuíram com as vendas??? Você já levou em consideração os noticiários de barbaridades e crimes em série ocorridos nestes países? Claro que não... Você prefere ser Papagaio de Pirata e ficar repetindo baboseira de uma turba que não tem o menor compromisso com o país. Defender o uso de armas de fogo é na verdade admitir a instalação da pena de morte, em que o cidadão comum se transforma em polícia, juiz e executor da sentença, sem direito a apelação, mas não se esqueçam um dia você julga, noutro o julgado é você, e só pra elucidar... 40% dos 600 mil mortos por armas de fogo nas últimas duas décadas são jovens entre 15 e 24 anos, e mais de 80% deles são jovens negros e pardos, das periferias e favelas dos grandes centros urbanos e cidades médias. Ops esqueço que quem geralmente defende o uso indiscriminado de tais artefatos estão morando em seus condomínios cercados por cercas elétricas ou deseja estar lá e não sofrem verdadeiramente com a violência urbana e querem manter-se distantes das classes menos favorecidas deste país. Este é o mesmo que acha um absurdo pobre viajar de avião e ir ao teatro, se for negro então. Sempre me esqueço.

O que aconteceu com este professor negro, infelizmente, não é incomum e não é o único tipo de violência que recebemos diariamente, ao contrário, junto à violência física normalmente temos a mais severa que é a moral, e desta não estamos livres. Aliás, em geral quando os argumentos são falhos, o “detento ideológico” tenta ofender a sua moral, muitas vezes de forma equivocada, vide o caso do tal Breno Garcia que achou que me ofenderia com o pseudônimo de “Professorzinho de Geografia” e o mesmo disse que meus estudos não servem para nada e que o importante mesmo é fazer Ciências da Computação (como se no elevado de sua vida desprovida de utilidade ele não tenha passado por professores, inclusive no curso referido, da qual tenho muito respeito como a qualquer outra profissão), este sim é estudo de verdade (quem vê parece que estudou em Harvard ou Oxford #sqn, ele não merece nenhum tipo de comparativo no que se refere a currículo acadêmico, seria covardia de minha parte) ... Isso na verdade é um baita motivo de orgulho e satisfação, fiz o curso que queria, escolhi a profissão que desejei e me considero bem-sucedido para caramba no que faço, e aprendi que os valores mais importantes de uma vida não estão centrados nos rendimentos. Tive boa educação ética e moral e me parece que isso anda cada vez mais raro. Contudo, percebemos com este tipo de declaração o quanto a sociedade “valoriza” a mais nobre das profissões. Por tais motivos esse caso do professor de História, negro, espancado gratuitamente, me cause tamanha tristeza e angústia.

Quiçá nos falte educação. E não digo a que temos na escola, pois esta tem outro perfil e acaba assumindo uma responsabilidade que não deveria ser só dela (e quando faz o correto, muitas vezes é julgada como improcedente por pais ou até mesmo pela instituição)... e sim uma educação moral e ética, de princípios voltados para o respeito ao próximo, uma educação que respeite a liberdade e não a confunda com libertinagem, elementos que ficam cada vez mais distantes, pois o foco incrustado  em nosso povo é o da individualidade e da competição acima de qualquer princípio. Vale o que eu tenho e não o que eu sou. Será que estamos percorrendo um caminho inverso ao da evolução? O que nos faz remontar à famosa Lei de Talião:

"Se uma pessoa arrombar uma casa alheia, deverá ser condenado à morte e ser enterrado na parte da frente do local do arrombamento". "Se alguém acusa o outro, mas não pode prová-lo, o acusador será morto"

Ou ao Velho Testamento:

Êxodo 21:24: "Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé."

Sinceramente, temos mecanismos o suficiente para evitar tais prerrogativas de vingança. Afinal, temos uma organização social muito mais complexa do que de outrora.

O que nos resta então? Apelar para a Carta Magna...

Nossa Constituição é clara quando em seu Art. 5º assevera:

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)”

Como diria Malcolm X,

"Esse governo falhou com o Negro. Esta chamada democracia falhou com o Negro."

Talvez, se o professor que tivesse fazendo a sua corridinha básica fosse branco, nem acusado ele seria. Muito menos seria levado a uma DP e obrigado a provar com toda aula sobre Revolução Francesa (que tinha como lema os princípios: Igualdade, Fraternidade e Liberdade) que não era o bandido referido. Ele não teria que utilizar-se de seu conhecimento acadêmico para provar que estava falando a verdade. Mais sabemos que em nosso país a lei vale para poucos. Os poucos que tem “capilé” o suficiente para pagar um Habeas Corpus de meio milhão, mesmo com o desvio de verba de um tribunal ou uma ponte de 170 milhões.  Neste sentido, vale mais uma vez lembrar o mais importante de todos os artigos que ainda revela no inciso LVII um elemento esquecido por grande parte de nossa sociedade:

“(...) ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória (...)”

De repente, é este o momento para retornarmos à nossa Constituição e aprender princípios básicos de harmonia e convivência. Apelo para que possamos fortalecer nossas instituições e respeitemos minimamente as nossas leis. Caso não concorde você tem duas opções: lutar dentro dos princípios legais por uma mudança; ou mudar para um lugar onde tais ideias sejam aceitos. Nunca propagar e incentivar a injustiça e a violência. Temo pelos caminhos em que somos “instruídos” a seguir...Temo pelo sentido de “justiça” pregada por quem tem teto de vidro.

A onda de fazer justiça com as próprias mãos por pouco não vitimou mais um inocente.

Ao Professor André Rodrigues... Todo meu apoio e o pensamento:

"Não se pode separar paz de liberdade porque ninguém consegue estar em paz a menos que tenha sua liberdade." Malcolm X

terça-feira, maio 27, 2014

Mini Crônica do Dia. "Nunca desejamos tanto o silêncio de nossos falsos poetas" por Flávio Bueno

Mini Crônica do Dia.

"Nunca desejamos tanto o silêncio de nossos falsos poetas"
por Flávio Bueno

Divulgar a indignação de um ser inescrupuloso que nem o Ronaldo, que de fenômeno só teve o futebol, em alguns períodos, é de uma imbecilidade que se aproxima apenas da idiotice e apelação da campanha do Cheirador das Neves... 

Vamos inicialmente ao conceito de indignação: 

s.f. Ação ou efeito de indignar ou indignar-se.
Sentimento de desprezo experienciado e/ou provocado diante de uma circunstância que demonstra indignidade, injustiça; revolta.
P.ext. Excesso de ódio; raiva: a indignação provocada pela corrupção. 
(Etm. indignar + ção)

Sinceramente.... alguém aqui acha que um cara que tem fortuna estimada em quase 1 bilhão de reais, segundo a Revista ISTO É Dinheiro, pode estar indignado com alguma coisa??? Ainda mais sendo o "Rei do Merchan", faturando alto na Copa. Ah Ronaldo, você não passa de um fanfarrão. Por acaso você acha que todo mundo deste país assiste SBT ou Globo???? 

Não preciso nem falar quanto que em média ganha um professor no Brasil??? Atentado Violento ao pudor seria mostrar o contra-cheque da grande maioria dos profissionais de educação deste país. 

Vale ressaltar que Ronaldinho (forma carinhosa que até hoje o seu amigo parceiro do Helicóptero dos Perrela's aprendido com Cocaína) e o "Aspirador de Pó" (ops, ele tá de olho no face e pode me processar.... ui que medo)  são grandes amigos, inclusive vivem abraçadinhos no Instagram, mostrando uma afinidade bem interessante. Agora é evidente que a liberdade de expressão é um direito inalienável da população. Entretanto, se transformar no famoso vira-lata, descrito pelo saudoso Nelson Rodrigues, ainda mais quando a  empresa de publicidade do Seu Nazário de Lima (aquele mesmo cheio de credibilidade e de moral) é uma clara beneficiada de todo o processo chamado Copa do Mundo, é no mínimo cuspir no prato que comeu, pra não se aprofundar muito no papo. 

Só para elucidar alguns dados. Estima-se que o contrato entre Neymar e R9 (empresa de publicidade do Gordão) rende uma fatia que gira em torno de entre 8% e 10% no montante de tudo que Neymar fatura com publicidade no Brasil, que segundo fontes do Site da Revista Veja de São Paulo, supera os US$ 40 milhões. Façam suas contas. (Só usei fontes bacanas, #sqn. rs)

Vale ressaltar, a título de informação, e se alguém puder me enviar o email do "Fofomeno". (Duvido se ele sabe realmente destes dados).

Estádio Arena Amazônia: Omar Aziz - PMN. 
Arena Pantanal: Silval Barbosa - PMDB. 
Arena da Baixada - Beto Richa - PSDB. 
Maracanã - Sergio Cabral - PMDB.
Beira Rio - Tarso Genro - PT. 
Arena Corinthians - Geraldo Alckmin - PSDB. 
Arena das Dunas - Rosalba Ciarlini - DEM. 
Arena Pernambuco - Eduardo Campos - PSB. 
Estádio Nacional Mané Garrincha - Agnelo Queiroz - PT. 
Castelão - Cid Gomes - PSB. 
Arena Fonte Nova - Jaques Wagner - PT.  
Mineirão - Antônio Anastasia - PSDB. 

Vale ainda a lembrança... que temos dois elementos que merecem uma análise mais aprofundada do querido leitor de tão simplórias palavras. 

1º - O Governo de Minas Gerais há 12 anos é do PSDB, sendo que destes, 8 anos são da "nobre" governadoria do seu amigo chincheiro. Ou seja, o superfaturamento, de uma das obras supracitadas, em sua mais recente "entrevista" (ou campanha eleitoral), é de autoria o seu amigo candidato à presidência. Cuidado para o tiro não sair pela culatra e se transformar em "fogo amigo". Me desculpe, mas o senhor Ronaldo está longe de ser um destes jogadores admirados pela inteligência ou engajamento político e social, aliás, longe disso. O Dr. Sócrates deve tá remoendo os ossos no seu recinto de descanso eterno a cada declaração impertinente deste "poeta de boteco de 5ª categoria". 

2º Poupe-nos de suas análises, faça este favor para a sociedade. Aliás volte a morar na Itália, Espanha ou qualquer lugar onde a taxa de desemprego está acima dos 20% (Ah, só pra lembrar. Na atualidade temos a menos taxa de desemprego da história do país. E estes dados são divulgados pela sua parceira na publicidade, a Rede Globo de TV -  http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/12/taxa-de-desemprego-no-brasil-cai-para-o-menor-registro-da-historia.html), lá que é o seu lugar. Já que andas tão insatisfeito com o nosso país, nos brinde com sua ausência perpétua. Já que anda com esse papo furado de que não aguenta a corrupção (o que fazer com seu papai Ricardo Teixeira, que sempre foi seu parceiro comercial, inclusive no fechamento do contrato comercial de Direito de Imagem vitalício que o Sr. tem com a NIke e que não são registrados em carteira de trabalho, para que o senhor fuja do imposto de renda) porque o senhor não entregou o seu cargo no Comitê Executivo da Copa que lhe rende bons milhões em publicidade.???  

Me fala ae Cascão Obeso...??? 

Que me perdoe o Cascão, este sim, um dos mais nobres personagens do nosso Gibi, não merecia ser apelido para um cara que nem de longe simboliza ética.

Ps: Ninguém te falou que esse cavanhaque é horrível não??? Se bem que você não precisa né??? Afinal de contas as verdinhas entram com gosto no seu bolso. E o mundo de fadas e duendes em que você é o protagonista (pela perspectiva avantajada do "panceps" de ex-jogador, rs) a qualidade do SER pouco importa... Vale mais a qualidade do que se TEM. Aliás, disso o senhor entende como ninguém. Como ganhar dinheiro. Que seus filhos não aprendam com você a arte de ser um canalha. Se bem que acho pouco provável. A babaquice neste país é endêmica em certos grupos de nossa sociedade.

Um dia falei isso em sala e repito agora. 

"Não deixe que a sua ambição o torne desonesto, desumano e insensível aos problemas de nossa sociedade, pois a vida não tarda em te oferecer desonestidade, desumanidade e insensibilidade como contrapartida". Professor Flávio Bueno