terça-feira, dezembro 14, 2010

Ultimo resumo para 7ª Série!!!

SUBDESENVOLVIMENTO

Resumo: neste tutorial mostraremos porque alguns países começaram a ser chamados de países subdesenvolvidos. E como hoje é feita a divisão internacional do trabalho entre esses países e os desenvolvidos.

Países em desenvolvimento

Guerras e guerrilhas de libertação nacional varreram a África e a Ásia na década de 40 a 60. Surgiram como conseqüência, muitos Estados Novos. O mundo passou a enxergar a desigualdade que existe entre os Estados.

A ONU (Organização das Nações Unidas) faz estatísticas e avaliações que demonstram que a maioria das pessoas que faziam parte das ex-colônias tem em padrão de vida inferior ao que é considerado digno, e que a economia de seus países é bem inferior do que a de suas ex-metrópoles. Esses novos Estados asiáticos e africanos, e também latino-americanos, independentes desde o século XIX, tem graves problemas na economia, na estrutura social e política. Continuam essencialmente exportadores de matérias-primas e alimentos a preços baixos. Portanto, esses países tem uma economia frágil. Existe uma grande desigualdade social nesses países. Com isso a maioria da população vive em péssimas condições, pode ser visto facilmente se compararmos com países desenvolvidos.

A essa situação real, os especialistas chamam de subdesenvolvimento, que inclui quatro quintos da população mundial. Alguns acham mais correto dizer países não-desenvolvidos.

Essa classificação, países subdesenvolvidos, divide cerca de duzentos países em dois grupos. Essa classificação passa uma idéia de que o subdesenvolvimento é um estágio para o desenvolvimento. O subdesenvolvimento e desenvolvimento são realidades resultantes do processo do capitalismo. Com a exploração colonialista e imperialista houve uma transferência de riquezas das colônias para as metrópoles. Ou seja, hoje os países desenvolvidos eram as os que exploravam e recebiam riquezas das colônias no passado. O capitalismo da mesma forma que gerou desigualdades dentro de cada país, gerou desigualdades entre os países. Com isso podemos dizer que para haver uma inversão nisso tudo, ou seja, os países que hoje são classificados como subdesenvolvidos serem desenvolvidos, deveríamos voltar o tempo e fazer tudo ao contrário. Mas acabaria dando no mesmo, pois para um país crescer ele deve explorar outro.

Ainda é possível que um outro país subdesenvolvido consiga se desenvolver. Coréia do Sul e Cingapura são um exemplo disso. Daí muitas é preferível a denominação não-desenvolvidos, que nos transmite melhor a idéia de que são países que não estão indo para o desenvolvimento.

O mundo todo desenvolvido não é só impossível por razões econômicas, mas também por fatores ambientais. Simplesmente podemos dizer que, do ponto de vista ecológico, o padrão de desenvolvimento que há nos países ditos desenvolvidos é insustentável.

Alguns países porem, como o Brasil e a Índia, são em vários aspectos (produção industrial, disponibilidade de recursos naturais, potencial de mercado interno, como exemplo) mais ricos que alguns países ditos desenvolvidos.

Os países do Golfo Pérsico que são produtores de petróleo, possuem rendas per capita que estão entre as mais altas do mundo. Entretanto, a sua riqueza está concentrada na minoria da população, por isso não podem ser considerados países desenvolvidos. O Brasil, que também possui uma renda média alta, possui uma das piores distribuições do mundo, por isso é considerado um país subdesenvolvido.

Sendo assim, para se analisar o índice de desenvolvimento de um país e a qualidade de vida da população é necessário além dos indicadores econômicas, os indicadores sociais (expectativa de vida, analfabetismo, etc.) e os indicadores políticos. A ONU tem levantado o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de quase todos os países, tendo um relatório mais preciso da qualidade de vida das populações.

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Este gráfico mostra claramente a situação do mundo.

Não se deve falar apenas do antagonismo entre os países ricos e pobres, mas também dos problemas internos de cada país, que contribui em muito para os países subdesenvolvidos continuarem como estão.

Nos países subdesenvolvidos, o Estado deixa de fazer muitas de suas atribuições básicas para satisfazer os desejos da classe social ou grupo étnico dominante.

Nos países desenvolvidos é comum a ajuda do Estado, com incentivo fiscais, concessão de subsídios aos mais diversos grupos econômicos ligados ao poder. Essa situação foi mais para gerar lucros a setores de empresariados nacionais, até mesmo multinacional, do que para gerar crescimento econômico. Essas medidas são prejudiciais pois prejudicam o mercado consumidor, que paga mais caro por produtos e serviços que nem sempre são de boa qualidade.

Um exemplo é o da industria automobilística. Empresas estrangeiras, que estão protegidas por altas tarifas de importação, venderam ao Brasil, durante muitos anos, automóveis de qualidade inferior e bem mais caros, do que os carros produzidos pelas mesmas empresas nos Estados Unidos e Europa.

O desvio das funções do Estado, junto com a impunidade e o desrespeito ao povo acabam gerando, nos países subdesenvolvidos, outro problema: a corrupção. Embora também exista nos países mais ricos, é mais forte e atuante nos países em desenvolvimento, um problema que consome muitos recursos que poderiam ser usados para combater as crises sociais.

A dívida externa é outro problema que aflige esses países. Na maioria dos casos as dívidas foram contraídas por regimes ditatoriais. O dinheiro. Quando não foi usado para enriquecer membros do governo, que possuem contas em outros países, foi utilizado para realizar obras caras e duvidosas. Porém no momento de se pagar o juros dessa dívida, cara recai sobre toda a sociedade. As camadas mais pobres são as que mais sofrem com essa carga, pois quase em nada se beneficiam dos empréstimos.

Assim, só culpar as históricas dominações estrangeiras não esclarece muito a situação em que a maioria da população vive nos países subdesenvolvidos. Não podemos esquecer, do choque de interesses que existe em cada país, e os conflitos entre as classes.

Os indivíduos que tem o poder nos países subdesenvolvidos, formando as elites nacionais, fingem não ver a situação do país e se beneficiam dela. Geralmente a parte da burguesia local que controla os setores mais dinâmicas da economia, está associada aos grupos transnacionais.

Um outro problema bem sério, são os conflitos étnicos e religiosos, que prejudicam ainda mais a economia e agravam a pobreza e fome. É comum gastar muito dinheiro na compra de armas para os conflitos, enquanto milhares de pessoas passam necessidade.

Pode-se concluir que o problema do subdesenvolvimento é um fenômeno complexo, criado por causas externas e internas aos países, sendo difícil se dar uma explicação simples.

Divisão Internacional do Trabalho

Após a Segunda Guerra Mundial, a economia mundial voltou a crescer num ritmo mais acelerado do que antes. Dentro dessa nova paisagem de prosperidade surgiram as empresas chamadas de multinacionais ou transnacionais. Elas assumiram grandes proporções, formaram conglomerados que se espalharam pelo mundo, até em países subdesenvolvidos e recém-independentes, como a África do Sul. Essas empresas passaram a atuar no final do século XIX e meados do século XX.

Mas porque essas empresas atuam fora dos limites de seus países de origem?

Porque querem melhores negócios, maior renda para o capital, maior lucratividade. Isso é que explica o fato de alguns países terem se industrializado nesse período.

Os países subdesenvolvidos permitem boa lucratividade a essas empresas devido a fatores como:

» Mão-de-obra abundante e barata;

» Fontes de matéria-prima e energia estão disponíveis a baixo custo;

» Mercado interno em crescimento;

» Facilidades de exportação e remessa de lucros para as sedes no exterior;

» Incentivo fiscais e subsídios governamentais;

» Ausência de legislação de proteção ao meio ambiente, ou facilidade em busca-la.

Esses fatores contribuem muito para a alocação de investimento no exterior.

Essas vantagens não são encontradas em todos os países e nem todas juntas no mesmo país.

Assim nem todos os países se industrializam. Muitos deles começaram a ser exportadores de produtos industrializados aos poucos deixaram de serem apenas exportadores de matéria-prima. Mas, pelo menos no momento, não é possível classifica-los como países desenvolvidos. Estão incluídos numa nova divisão internacional de trabalho (DIT).

No capitalismo financeiro a DIT funciona da seguinte forma:

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A industrialização que ocorreu nesses países, foi dependente de capitais e tecnologias do exterior. É um processo de industrialização desigual as dos países desenvolvidos, sendo esse processo comandado por interesse externo.

Pode-se dizer que o processo é desigual ao país desenvolvidos, porque os tipos de industria e tecnologia empregada é inferior aos da matriz. Nos países subdesenvolvidos tendem-se a se instalar industrias poluidoras, que consomem grandes quantidades de matéria-prima e energia, e que necessitam de muita mão-de-obra. Isso faz com que ocorra uma mudança na organização industrial do mundo. Nos países desenvolvidos ficam industrias não-poluentes, de alta tecnologia, e nos países subdesenvolvidos industrializados, as industrias que tem um patamar tecnológico inferior.

Esse modelo de industrialização é complementar porque garante o acúmulo de capitais no mundo desenvolvido.

NICs (Newry Industrialized Countries) são os países que se industrializaram seguindo este modelo, países recentemente industrializados. Como exemplo, alguns países que fazem parte deste grupo: Brasil, Argentina, México, China, África do Sul. Também os chamados tigres asiáticos: Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, Malásia, Tailândia e Indonésia.

A Coréia do Sul, em 1996, ingressou na Organização de Cooperação e Desenvolvimento econômico. O país mesmo tendo sofrido com a crise que atingiu a Ásia em 1997, continua crescendo, graças ao investimento em educação, pesquisa e desenvolvimento, e de um grande esforço do Estado, junto das empresas e sociedade para romper o atraso e a dependência tecnológica. O exemplo sul-coreano, no entanto, é uma exceção e não uma regra.

Exercício

Responda:

1) Descreva situação dos novos Estados asiáticos, africanos e latino-americanos.

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2) A classificação subdesenvolvimento passa que idéia?

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3) Por que alguns especialistas preferem o termo país não-desenvolvido?

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4) O fato de um país ter uma alta renda per capita, pode classifica-lo como país desenvolvido? Por que?

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5) O que é preciso para se analisar o índice de desenvolvimento de um país?

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6) Por que muitas empresas preferem atuar em países subdesenvolvidos?

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Gabarito

1) Esses países possuem graves problemas econômicos, sociais e políticos. A maioria da população vive em péssimas condições, com grande desigualdade social. A maioria desses novos Estados eram ex-colônias.

2) Passa a idéia de que o subdesenvolvimento é um estágio para o desenvolvimento. O país que hoje é subdesenvolvido, está em rumo ao desenvolvimento.

3) Por que a maioria desses países não estão se desenvolvendo em todos os sentidos, e nem vão se desenvolver. Isto o corre por muitos fatores, principalmente político.

4) Não. Porque muitas vezes essa renda fica concentrada na mão da minoria, tendo uma má distribuição, por isso considerado é considerado como subdesenvolvido.

5) Indicadores econômicos; indicadores sociais, como expectativa de vida e analfabetismo; e a política.

6) Porque estes países satisfazem alguns requisitos, que contribuem para uma boa lucratividade, como: mão-de-obra barata, matéria-prima disponível a baixo custo, mercado interno em crescimento, incentivo fiscais, ausência de legislação de proteção ao meio ambiente, ou facilidade em burla-la.

O SUBDESENVOLVIMENTO

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Resultado das desigualdades sociais.

Os problemas sociais provocados pela desigualdade de renda e o desemprego têm aumentado ao passo que cresce o intenso processo de globalização da economia e dos meios de produção no mundo.

As desigualdades sociais e econômicas fazem parte de todos os países, independentemente de ser rico ou pobre, embora seja mais efetivo em nações subdesenvolvidas que herdaram conseqüências oriundas do período colonial. São várias as causas que contribuem para a condição de subdesenvolvimento em que se encontram muitos países. Dentre elas as principais são:

- Disparidade em relação à distribuição da renda, ou seja, uma grande parcela da população recebe baixos rendimentos, o que contribui para o agravamento da pobreza. Geralmente a riqueza permanece nas mãos de uma minoria enquanto a maioria vive com sérios problemas sociais.

- Nível baixo de escolaridade: esse item é resultado das diferenças de rendimento, desse modo, muitas crianças em idade escolar são forçadas a deixar os estudos para desenvolverem algum tipo de trabalho, com a finalidade de contribuir com a renda familiar.

- Condições extremamente precárias para morar: O modo de moradia das pessoas reflete a classe à qual a pessoa pertence, os bairros da periferia são desprovidos dos serviços públicos básicos (água tratada, esgoto, iluminação, entre outros). A partir da segunda metade do século XX, os centros urbanos tiveram um vultoso crescimento, no entanto, o aumento não foi acompanhado pela infra-estrutura, formando bairros marginalizados. Esse processo foi proveniente do êxodo rural (migração de trabalhadores rurais em direção às cidades).

- A fome e a subnutrição: em muitos países que se enquadram na condição de subdesenvolvidos a população enfrenta a falta parcial ou total de alimentos, muitas vezes uma parcela da população não possui recursos financeiros suficientes que garantam o acesso à quantidade de calorias diárias que uma pessoa necessita.

- Problemas relacionados à saúde: em nações de extrema pobreza o acesso aos cuidados médicos é bastante restrito. A situação de saúde precária na qual se encontram milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, é proveniente da falta de alimentação equilibrada, de médicos, de saneamento básico, água tratada entre muitos outros motivos. Saúde precária ocasiona um elevado índice de mortalidade infantil e uma baixa expectativa de vida.


DIFERENTES CRITÉRIOS PARA DIVIDIR O MUNDO EM REGIÕES

Você já pensou nos diferentes critérios que podemos utilizar para dividir o mundo em regiões?

Só em olhar o globo já sacamos logo de cara a maneira mais tradicional de se dividir o planeta: A Divisão por Continentes! Assim temos a Europa, Ásia, África, América do Norte, Central e do Sul e a Oceania.

Essa divisão por continentes segue um critério natural muito primário: grandes porções de terra e grandes porções de água, os Oceanos. Mas mesmo tendo como base à natureza, podemos dividir a Terra em outras maneiras. Uma delas, também bastante antiga, é a regionalização por faixas climáticas. De acordo com o Clima podemos determinar algumas regiões: Zonas Polares: Ártica e Antártica, Zonas Temperadas do Norte e Sul e Zona Intertropical.

O clima faz com que essas regiões sejam muito diferentes uma das outras; basta lembrar das florestas.

Além dos Continentes e do Clima uma outra forma de se regionalizar a Terra ainda tendo como base à natureza, é através dos ecossistemas. Nesse caso todos os fatores naturais são considerados: Clima, Fauna, Relevos, Solo, Flora, Geologia.

*Nos tempos de hoje com tanta destruição dos recursos naturais, podemos ainda destacar as regiões que ainda existem patrimônios da natureza preservados, exemplo: "Milhões e milhões de espécies animais e vegetais vivem e dão vida ao planeta. Mas enquanto nos ecossistemas temperados do hemisfério norte, o número de espécies é reduzido, uma verdadeira explosão de formas vivas colorem as florestas tropicais, que são justamente os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Isso tudo se chama Biodiversidade! A evolução da vida formou um diversificado patrimônio natural, ou como chama os biólogos: um Banco Genético. Cada espécie tem seu código como se fosse a sua carteira de identidade. Esse código genético torna impossível confundir as espécies. Esse material vivo é conhecido como Biodiversidade, e está presente em todos os ecossistemas e vem sendo depredado, causando assim, um empobrecimento desse patrimônio natural. A América Latina tem feito um grande esforço para preservar seus ecossistemas naturais através de parques e reservas e tem sofrido como todos os outros continentes à crise econômica que devasta os países. Não há dinheiro para a conservação e a administração de tantas riquezas naturais. Com uma nova atitude de respeito à vida, a diversidade biológica permanecerá e teremos mais segurança e beleza em nosso planeta, para nós e para as futuras gerações. A Vida Não Pode Parar!

Agora vamos mudar o nosso olhar! Ao invés de destacar a natureza, vamos destacar a sociedade. Vamos pensar em critérios políticos e econômicos. Eles são hoje, os mais utilizados para dividir a terra em regiões. E o mais básico desse critério divide as nações do planeta levando-se em conta as condições econômicas e sociais.

Há algum tempo atrás podíamos dividir o mundo em três mundos diferentes: 1o, 2o e 3o mundos. No final dos anos 80 um desses três mundos praticamente desapareceu. Você sabe qual foi?

1. O Primeiro; b.O Segundo; c.O Terceiro;



Acertou quem disse que foi o 2o. A divisão do mundo em três obedecia ao seguinte critério: o 1o mundo era formado pelos países ricos, desenvolvidos como os Estados Unidos, Japão e países da Europa Ocidental, por exemplo, Alemanha, França e Inglaterra. O 2o mundo pelos países socialistas liderados pela União Soviética e o 3o pelos países pobres, subdesenvolvidos.

No final dos anos 80 a história deu uma importante guinada. As experiências socialistas praticamente desapareceram e com elas foi-se junto o 2o mundo. * "Começando nas Repúblicas Bálticas, Estônia, Letônia e Lituânia e depois se espalhando por todo o país, os nacionalismos outrora sufocados começaram a explodir. Diversas Repúblicas Soviéticas tornaram-se independentes. Temendo as conseqüências desse processo Gorbatchev cria a Comunidade dos Estados Independentes que substitua o regime centralizado de Moscou. Até hoje essa organização encontra-se indefinida e há muitos conflitos com a Rússia".

* "O golpe de Estado de agosto precipitou tudo o que pretendia evitar. O colapso final do Socialismo e a desintegração do Império Soviético. Depois do golpe de agosto Gorbatchev passou a ser um refém político do homem que o salvou, Boris Ieltsin, que Gorbatchev tinha trazido em 85 da Sibéria para Moscou. O mundo assistiu a desintegração, nem sempre pacífica, do Império. Mas não há muitos argumentos a favor do otimismo. A Comunidade dos Estados Independentes tomou o lugar da União Soviética. É uma associação geopolítica frouxa que não deve durar muito. A reunião das maiores Repúblicas Eslavas, Rússia, Ucrânia, e Bielo-Rússia, com as cinco Repúblicas centro-asiática lideradas pelo Cazaquistão é feita de problemas. É possível que num futuro próximo o Ocidente tenha que se concentrar de novo num país que é a sexta parte do mundo e atende pelo velho nome: Rússia".

Outra maneira de se regionalizar o mundo é a divisão em país Centrais e Periféricos. Centrais são os países Desenvolvidos que exercem influência sobre os países pobres ou Periféricos. Existem também países que são semi-periféricos, o Brasil é um exemplo desse tipo de país. Internacionalmente ele é Periférico, mas dentro do Cone Sul ele é Central, exportando seus produtos e serviços e com a mão-de-obra melhor qualificada que a de seus vizinhos.

Com o mundo se integrando economicamente através de mercados comuns, o Brasil tem posição destacada no Mercosul, Mercado Comum do Cone Sul. * "Mercosul é um bloco econômico que reúne a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. Veja um exemplo para entender como esse bloco funciona: antes do Mercosul, uma garrafa de vinho argentino, uma peça de couro paraguaio e um quilo de carne uruguaio chegava ao Brasil com preços mais altos. Isso acontecia porque esses produtos cruzavam as nossas fronteiras e o governo brasileiro cobrava Taxas de Importação, o mesmo acontecia quando produtos brasileiros iam para esses países. Mas desde que o Mercosul entrou em vigor em janeiro de 91 os quatro países membros deixaram de cobrar impostos de importação sobre a maioria dos produtos. O consumidor sentiu isso no bolso, os preços dos importados desses países caíram. Outro bloco econômico que existe no continente americano é o NAFTA. NAFTA é uma sigla inglesa que em português significa Acordo de Livre Comércio da América do Norte. Os países membros são Canadá, Estados Unidos e o México. o Nafta entrou em vigor em 1 de janeiro de 94. Ele também acabou com os impostos cobrados sobre os produtos importados dos países membros. Mas agora existe a possibilidade de os 34 países do continente americano formarem um bloco único, a ALCA. ALCA significa Área de Livre Comércio das Américas e se ela for criada vai integrar todos os países da América com exceção de Cuba. Isso só deve acontecer a partir do ano de 2005."

Apesar de todas essas interações e semelhanças entre as regiões do mundo ainda é possível regionalizar considerando as diferenças culturais. A primeira grande divisão do mundo em regiões culturais é aquela que distingue Oriente e Ocidente. Povos diferentes, Culturas diferentes, Civilizações diferentes. Línguas, religiões, hábitos e costumes dividem o mundo de maneira muito rica, muito bonita. *"Entre os povos do mundo não encontramos uniformidade, mas sim uma impressionante diversidade. Cada sociedade se adapta de forma diferente, cada um encontra suas próprias soluções para a questão da sobrevivência. O que cria essa variedade fenomenal ? A Cultura! É a cultura que nos permite que nos adaptemos, que criemos uma série de valores, crenças e práticas afim de colhermos os benefícios de cada lugar por onde andamos, onde criamos raízes e sobrevivemos. Mas a cultura faz mais do que ajudar na nossa sobrevivência física. Usamos a cultura para nos alimentar, nos mantermos aquecidos, mas além disso a usamos como alicerces para nossas regras, um projeto para nossas idéias, costumes e padrões para vivermos em sociedade. Através de nossa cultura, cada grupo forma um mundo com uma série de idéias visíveis e invisíveis. Cada um cria um modelo de bem ou mal, inventa meio de controlar a sorte ou destino e cria numa ordem um aparente caos. A cultura nos diz não só para sobreviver, mas também, como sobreviver, o que caçar ou plantar; não nos diz apenas para procriar, mas quando e com quem; nos diz o que pensar ou não e até o que comer ou não. A cultura impõe limites, filtra e dá valor a nossa realidade. É por causa da cultura que no nosso meio, as pessoas comem diferente, se vestem diferente e têm diferentes hábitos e religiões e cada um de nós tende a acreditar na entidão dos nossos métodos e verdades, como se fossem transmitidos por nossos deuses e ancestrais e passados aos nossos filhos."

Pode não ser a mais utilizada, mas essa divisão do mundo pelas diversas culturas e civilizações demonstra toda riqueza do planeta Terra. No mundo globalizado em que vivemos a convivência pacifica e o respeito pelas culturas regionais é fundamental para todos.

1. O Norte e os países
capitalistas desenvolvidos

1.1. O Primeiro Mundo - Norte

Este abrange cerca de 15% da população mundial. Estados Unidos, Canadá, Japão, Israel, Austrália, Nova Zelândia e as nações da Europa ocidental.

Suas características principais podem ser assim resumidas:

  • Apresentam uma estrutura industrial completa, tanto de bens de consumo como de bens de capital, o que gera produção e consumo per capita (por pessoa) de bens industrializados elevados.
  • São normalmente as economias que estão na vanguarda da pesquisa e da inovação tecnológica. Os setores de ponta da tecnologia - como a informática, as telecomunicações, a-química fina, os novos materiais, etc, são gerados nesses países.
  • A população urbana é bem maior que a rural, situando-se normalmente acima dos 75% da população total de cada país. Essas sociedades são urbanas e também onde o setor terciário da economia (comércio e serviços – bancos, comunicações, energia, ensino, pesquisa) já substituiu o setor secundário (indústrias) como o grande gerador de empregos e de rendimentos.
  • São países que exportam produtos industrializados e tecnologia avançada, importando basicamente produtos primários (minérios e gêneros agrícolas). Eles em geral sediam as principais firmas multinacionais do planeta (Sony, GM, Shell, Nestlé, Renault, Fiat, etc.) e os principais bancos internacionais.
  • Sua agropecuária ou setor primário da economia ocupa posição extremamente pequena na renda nacional de cada país (menos de 5% do total), embora seja moderna ao utilizar técnicas avançadas de produção, como a biotecnologia e a criação e o cultivo intensivos.

1.2. Sociedades de consumo

As sociedades dos países capitalistas desenvolvidos são comumente chamadas de sociedades de consumo. Tal expressão é usada porque são usufruídos todos os bens e serviços existentes. Mais que em outros países, sejam os ex-socialistas ou os subdesenvolvidos.

Com freqüência, o intenso consumo leva a grandes desperdícios. Nos Estados Unidos ou no Japão, uma família de classe média possui normalmente dois ou três automóveis, televisores e inúmeros aparelhos eletrodomésticos, alguns dispensáveis. Sob pressão da propaganda, compram-se coisas novas e abandonam-se objetos ainda em boas condições de uso. Isso causa um desperdício enorme: tais objetos necessitam, para sua confecção, de ferro, petróleo, manganês, carvão, alumínio, e esses minerais existem na Terra em quantidade limitada. Se cada habitante da América Latina, da África e dos países asiáticos subdesenvolvidos tivesse no futuro um nível de consumo igual ao de um norte-americano - já que atualmente a população desses países consome cerca de vinte vezes menos - provavelmente o mundo inteiro entraria em colapso, devido à enorme poluição e à falta de minérios e de outros recursos naturais.

Os sete países mais industrializados do Primeiro Mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, GrãBretanha e Canadá) que juntos possuem pouco mais de 10% da população do globo, consomem em conjunto mais de 80% dos recursos minerais do planeta. O consumismo e o desperdício são notáveis nessas sociedades.

1.4. Democracia

São suscitadas algumas dúvidas quanto aos motivos do padrão de vida e de consumo da população dos países desenvolvidos. Esses países, historicamente exploraram os países subdesenvolvidos e teriam se beneficiado com a exploração e transferência de riquezas do Terceiro Mundo.
Mas a explicação fundamental para esse padrão de vida relativamente elevado das classes trabalhadoras nos países desenvolvidos é a democracia, com intensas lutas populares, à custa de muitos choques com os patrões e a polícia. E a exploração econômica, na realidade ocorre por grandes multinacionais e bancos.
Não foram os governos e muito menos os capitalistas que diminuíram a jornada de trabalho e ampliaram os salários dos trabalhadores nesses países. Essas conquistas trabalhistas tiveram início no final do século XIX e se estendem até hoje. A verdadeira democracia consiste num Estado de direito que resulta de reivindicações populares. Trata-se de um processo muitas vezes conflituoso e demorado que, uma vez vitorioso, transforma as conquistas em normas legais.
A democracia, não se resume a um regime político com eleições periódicas e sem fraudes, com o direito de ir e vir, com liberdade de imprensa e outras. Isso tudo é importante, mas a democracia de fato vai além: ela consiste fundamentalmente num processo contínuo de invenção e reivindicação de novos direitos. Nos dias de hoje, por exemplo, um Estado de direito democrático deve assegurar os direitos dos consumidores, a qualidade de vida dos cidadãos, o direito das mulheres, das minorias étnicas, etc.


2. O Sul e o Subdesenvolvimento

Se somarmos as nações capitalistas subdesenvolvidas e os países de "economias de transição" mais pobres - como a Mongólia, a China ou o Vietnã , teremos o conjunto denominado Sul, que compreende pouco mais de três quartos da população do globo. As nações do Sul subdesenvolvido estão localizadas quase todas no continente Africano, na América Latina e na Asia. Existem ainda algumas delas na Oceania.

2.1. As origens históricas dos países subdesenvolvidos

Quase todas as nações do Sul foram colônias antes de se constituírem países independentes. Poucas nações, como o Irã e a Turquia, não foram oficialmente colônias, nunca tiveram um governo estrangeiro, mas igualmente prejudicadas indiretamente. Inversamente, nenhum dos países desenvolvidos foi colônia. Mesmo os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, que teriam sido colônias da Inglaterra durante alguns séculos, na realidade não o foram.
Durante a época moderna, do século XVI ao XVIII, os europeus unificaram a superfície terrestre estabelecendo relações de troca entre quase todos os povos e regiões. Nesse período existiram dois tipos principais de colonização: de exploração e de povoamento.
As colônias de exploração, como México, Brasil, Peru e Bolívia, localizadas geralmente em áreas tropicais, serviram como fonte de enriquecimento de suas metrópoles, países da Europa ocidental. Não eram áreas a serem povoadas e sim fontes momentâneas de riquezas (ouro, prata, açúcar, fumo, algodão, etc.), verdadeiras colônias cujo futuro pouco importava aos colonizadores.
Por outro lado, as colônias de povoamento, como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, não foram verdadeiras colônias. Sendo territórios situados na zona temperada, não produziam os gêneros agrícolas tropicais reclamados pelo mercado europeu. O ouro e a prata foram encontrados nos Estados Unidos e no Canadá após a independência, para sorte desses países. Tais áreas temperadas não serviam para os objetivos da colonização (exploração com vistas à riqueza da Europa) e foram deixadas meio de lado e acabaram por constituir a nova pátria dos europeus que saíram do seu continente devido aos conflitos e às guerras. Os europeus que foram até essas áreas temperadas tinham objetivos bastante diferentes: queriam reconstruir o modo de vida que tinham na Europa, adotar uma nova pátria.

2.2. Sociedade e Estado

Nos países desenvolvidos o capitalismo resultou de um processo endógeno (interno), ou seja, desenvolveu-se a partir da própria sociedade. No Terceiro Mundo o capitalismo foi imposto de fora, resultou de um processo exógeno (externo). Essa é uma das principais diferenças entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos.
Os tipos de sociedade que existiam nos atuais países subdesenvolvidos acabaram sendo destruídos ou submetidos a um novo modelo socialcriado pelos europeus, visando o desenvolvimento do capitalismo.
A exploração colonial visava à expansão do comércio e à produção de minérios ou gêneros agrícolas baratos para suprir o mercado mundial. Como conseqüência desse objetivo mercantil, o modelo social instituído nas áreas colonizadas foi marcado por extremas desigualdades: de um lado os poucos ricos, a minoria privilegiada ligada aos interesses metropolitanos; do outro, a imensa massa de trabalhadores mal remunerada, intensamente explorada (escravos).
A partir do século XIX, a escravidão começou a atrapalhar o desenvolvimento da economia de mercado, pois o escravo não era comprador e consumidor. Com isso, uma massa de trabalhadores com baixíssimos salários substituiu os escravos. Dessa forma, a intensa exploração da força de trabalho constitui uma das características do subdesenvolvimento.

  • Na América Latina, os europeus desprezaram as sociedades preexistentes e estabeleceram outra, trazendo trabalhadores escravos da África ou a elite dominante da própria Europa.
  • Na Ásia, os dominadores provocaram conflitos entre grupos sociais, conseguindo que as camadas dominantes já existentes fossem coniventes com a economia colonial.
  • Na índia os colonizadores ingleses encontraram uma sociedade extremamente complexa, que tinha um desenvolvimento econômico bastante avançado para a época, com uma produção manufatureira superior à da própria Inglaterra. Mas o que interessava era uma índia compradora de bens manufaturados ingleses e produtora somente de matérias-primas a serem vendidas a baixos preços, os ingleses acabaram destruindo essas oficinas manufatureiras indianas.

2.6. Os diversos grupos de países do Sul

Levando-se em conta tanto o grau de riqueza (principalmente industrialização) de cada país ou grupo de países, como também suas perspectivas para o século XXI, podemos dividir o Sul em três principais conjuntos: a periferia privilegiada, a periferia intermediária e a periferia mais periférica.

  • A periferia privilegiada é formada pelos países mais industrializados do Sul, que possuem ainda um razoável mercado de consumo interno. É um seleto grupo de países subdesenvolvidos que já conseguiu grandes avanços na produção industrial e possui maior viabilidade de desenvolvimento. Podemos distinguir neste conjunto: a China, os "tigres asiáticos" e América Latina.
    A China é um caso à parte, pois poderá se tornar uma das grandes potências do século XXI (junto com EUA, Japão, Europa e talvez a Rússia). A China possui um imenso parque industrial, e a maior população do globo, com baixo poder aquisitivo (per capita 480 dólares). Mas, se houver aumento de consumo com elevação dos rendimentos (com o crescimento da economia), poderá ser o maior mercado de consumo do planeta.
    Os "tigres asiáticos" Coréia do Sul, Taiwan ou Formosa, Hong Kong e Cingapura - são economias dinâmicas, que cresceram nas últimas décadas, bem mais que o resto do mundo em conjunto. O nível salarial e o poder aquisitivo já são maiores que os demais países subdesenvolvidos. A renda per capita em Cingapura, é de cerca de 16 000 dólares, e a distribuição de renda é mais uniforme. Os "tigres asiáticos" exportam produtos de tecnologia intermediária, e ótimos sistemas educacionais (os melhores do Sul) para a maioria da população.
    A América Latina - principalmente o Brasil, o México e a Argentina, e secundariamente o Chile também estão num outro degrau, acima da maioria dos países do Sul. São países bastante industrializados, com rendas per capita intermediárias (2800 dólares no Brasil e 3500 dólares no México) e mercados de consumo razoáveis, que só não são maiores devido às grandes desigualdades sociais. Nestes anos 90, voltam a crescer com intensidade (depois da crise da inflação dos anos 80) e conseguem controlar a inflação, que era a maior do mundo nessa região e contribuía para empobrecer mais ainda a população.
  • A periferia intermediária, são os países do Sul com produção industrial e rendimentos em geral médios, em geral inferiores aos do primeiro grupo mencionado acima, todavia, sensivelmente superiores aos da maioria dos países subdesenvolvidos. Podemos incluir neste grupo: África do Sul, Egito, Turquia, índia, Venezuela, Colômbia, Peru, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Arábia Saudita, Kuwait, entre outros. Alguns desses países têm uma renda per capita considerada baixa, em especial a índia (apenas 360 dólares), mas sua produção industrial é bem maior que a dos países subdesenvolvidos mais pobres. Possuem áreas ou setores modernos, que convivem com outras áreas ou setores bem atrasados.
  • A periferia mais periférica, os países mais pobres e menos industrializados do planeta, o chamado "Quarto Mundo". É o grupo de países mais pobres do Sul, que abrange a imensa maioria das nações do Terceiro Mundo. Podemos incluir aí quase todos os países da África, da América Central e da Ásia (nas suas porções sul, sudoeste e, em parte, sudeste): Zâmbia, Nigéria, Guiné Equatorial, Haiti, Nicarágua, Quênia, Tanzânia, Afeganistão, Paquistão, etc. São economias com pouquíssima viabilidade de crescimento real nos anos 90 e início do século XXI. Neles se concentra o maior crescimento populacional do mundo, sem perspectivas. São nações que possuem somente mão-de-obra barata e matérias-primas em geral para oferecer, dois recursos cada vez mais desvalorizados na nova ordem mundial.

Fonte: Vesentini, J. William. Sociedade e Espaço. Ed. Àtica: São Paulo, 1997.

Eduardo Galeano - Destino da América Latina
Vídeo:
Aula 01 - América Latina
Vídeo: Aula 02 -
Geopolítica da América Latina
Vídeo: Aula 03 -
Panorama Social da América Latina



Oriente Médio

Introdução

O Oriente Médio é uma região que envolve países do oeste da Ásia e do nordeste da África. Grande parte destes países são banhados pelo Mar Vermelho, Mar Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Negro e Mar Cáspio.


Informações importantes sobre o Oriente Médio:

- Os seguinte países fazem parte do Oriente Médio: Arábia Saudita, Bahrein, Chipre, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Israel, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Palestina, Omã, Qatar, Síria e Turquia.

- A maior parte da população desta região é formada por árabes.

- A exploração de petróleo é a principal atividade econômica da região, com destaque para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, Irã e Bahrein.

- A região vem enfrentando nas últimas décadas vários conflitos, sendo que o principal deles envolve disputas territoriais, entre árabes e israelenses, na região da Palestina. Na década de 1990, podemos destacar também o conflito militar conhecido por Guerra do Golfo.

- A língua árabe é a mais falada no Oriente Médio.

- No aspecto geográfico, podemos destacar a presença de dois grandes desertos: o deserto da Arábia (na Península Arábica) e o deserto do Saara (no Egito).

- Quatros rios se destacam no Oriente Médio: rio Nilo (Egito), Tigre (Iraque, Síria, Turquia), Eufrates (Iraque e Síria) e o rio Jordão (Israel e Jordânia).

- Do ponto de vista histórico, o Oriente Médio é considerado o berço das grandes civilizações do passado. Podemos citar como exemplos as civilizações antigas da Mesopotâmia e do Egito. Na Península Arábica também se desenvolveu, a partir do século VIII, o Império Árabe.

- Do ponto de vista religioso, o Oriente Médio também é de extrema importância, pois foi o berço do surgimento do judaísmo, cristianismo e islamismo.

Sul DA ÁSIA - TEXTO DISPONÍVEL EM http://www.scribd.com/doc/33284955/GEOGRAFIA-GERAL-Asia-Meridional

Ásia: suas divisões internas

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sobre Geografia Por Denis Richter Assinar feed do autor
drichtersa@hotmail.com

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O maior continente do mundo possui uma divisão bem diferenciada. São seis regiões que compõem à Ásia, delimitando as áreas geoeconômicas do continente asiático: Ásia Central, Extremo Oriente, Norte da Ásia, Oriente Médio, Sudeste Asiático e Sul da Ásia.

Ásia Central

Situada na região central da Ásia, esta área não possui ligação com nenhum oceano, portando essa fator condiciona esses países a um grande limite exportador e menores chances de se classificarem como países exportadores da Ásia, até porque suas economias são instáveis e relativamente as mais fracas deste continente. Problemas políticos, econômicos e culturais fizeram desta região da Ásia uma área muito isolada do mundo. Fazem parte desta região o Cazaquistão, Usbequistão, Turcomênia, Quirguízia, Tadjiquistão e Afeganistão. Mas, este último país fez com que o mundo norteasse sua atenção para o território afegão, em virtude dos ataques terroristas iniciados no dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A partir deste momento o mundo quis saber que nações formavam esta região inóspita da Ásia e de que maneira poderia se chegar até o Afeganistão para contra-atacar os terroristas que se escondem e dominavam o Afeganistão. Em conseqüência, estes países ganharam grande importância para o mundo ocidental, tornando essa região uma importante área geoestratégica.

Extremo Oriente

Composto por países com grande semelhança cultural, China, Coréias (Coréia do Sul e Coréia do Norte) e Japão formam o Extremo Oriente asiático. Estabelecido como uma das regiões mais ricas do mundo, em função do Japão ser a segunda maior potência econômica mundial, esses países estão passando por profundas modificações. A China está fazendo a grande abertura do seu mercado interno, que possui a maior população do planeta (consumidores) que é de 1 bilhão e 300 milhões de habitantes. As Coréias (Coréia do Sul e do Norte) estão em fase de reunificação territorial, econômica e cultural, depois de décadas separadas. E o Japão está numa grave crise econômica para um país desenvolvido economicamente, onde gera recessões em seu mercado interno e nas suas exportações. Esta região ocupa uma grande área da Ásia e é caracterizada por apresentar desde desertos, como o de Gobi (China), até vulcões, como o Fuji (Japão).

Norte da Ásia

Com a maior área territorial das regiões asitáticas, o Norte da Ásia é composta por dois países apenas: a Rússia (parte asiática) e Mongólia. A primeira nação é amplamente conhecida no mundo todo, principalmente depois da 2ª Guerra Mundial, quando seu nome era URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Atualmente a Federação Russa ou Rússia representa como grande nação do mundo, em todos os sentidos, pois já fez frente com os Estados Unidos na questão econômica e militar. Enquanto que a Mongólia é um país muito desconhecido do mundo, pois não apresenta grande importância econômica para o globo.

Oriente Médio

Esta região é muito marcada pelos conflitos entre mulçumanos e judeus, principalmente em Israel, mas também possui conflitos entre os próprios mulçumanos (sunitas contra xiitas). Todos os países desta região são da cultura islâmica, com exceção de Israel (Estado judeu) e isso levou ao fato de ocorrer inúmeros conflitos e guerras. Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrain, Kuwait, Iraque, Irã, Turquia, Síria, Chipre, Líbano, Jordânia e Israel são os países que compõem esta região. Os últimos conflitos mais intensos são entre os palestinos e judeus na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Colinas de Golã (áreas israelitas contestadas). Com uma história de mais de 3 mil anos, o Oriente Médio sempre foi palco e centro de interesse dos povos em diversas épocas, seja por interesses religiosos (culturais) ou econômicos (petróleo), pois esta região é o berço de três grandes religiões do mundo (cristianismo, islamismo e judaísmo) e é o maior produtor de petróleo e gás natural do globo.

Sudeste Asiático

Localizado na península da Indochina e nas milhares de centenas de ilhas que formam diversos arquipélagos, essa região é caracterizada por apresentar grandes diferenças sócio-econômicas ao longo de seu território. O Sudeste Asiático é composto pelos países: Mianma, Tailândia, Laos, Vietnã, Camboja, Malásia, Cingapura, Filipinas, Indonésia e Brunei. Muitas nações provêm de governos ditatoriais e por conseqüência disto estão atrasados em sua economia. Por outro lado, observar-se países em processo de desenvolvimento econômico, como é o caso da Cingapura, Malásia e Tailândia, sendo chamados de Tigres Asiáticos, mas ainda possuem inúmeros problemas sociais. Esses países também são conhecidos por terem mão-de-obra barata, o que levou a estas nações muitas empresas multinacionais estabelecerem filiais de produção.

Sul da Ásia

Formada pela Índia, Paquistão, Maldivas, Nepal, Butão, Bangladesh e Sri Lanka o Sul da Ásia é caracterizada por grandes problemas sociais, onde sua população sofre por diversas conseqüências da economia local e pela má distribuição de renda nestes países. A numerosa e crescente população do Sul da Ásia condiz a esta realidade, a Índia, por exemplo, será daqui alguns anos o país mais populoso do mundo, pois seu ritmo de crescimento vegetativo não para de aumentar. Dentre todas as nações desta região, a Índia é a que possui maior volume em sua economia, enquanto que as outras nações estão mergulhadas em grandes crises sócio-econômicas. A região também é atingida pelo efeito atmosférico natural chamado Monções, que transforma a área do sul da Índia e Bangladesh durante o inverno (seco) e verão (úmido), causando nesta última estação inúmeras enchentes. O Sul da Ásia também é amplamente conhecido em todo o mundo por possuir uma das maiores e mais impressionantes cordilheira do globo, o Himalaia. Nesta cadeia de montanhas localiza-se o pico Everest, com 8.848 mil metros de altitude, o ponto mais alto do mundo.

Ásia Central

Afeganistão, Casaquistão, Quirguízia, Tadjiquistão, Turcomênia e Usbequistão

Extremo Oriente

China, Coréia do Norte, Coréia do Sul e Japão

Norte da Ásia

Mongólia e Rússia

Oriente Médio

Arábia Saudita, Bahrain, Chipre, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Síria e Turquia

Sudeste Asiático

Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianma, Tailândia e Vietnã

Sul da Ásia

Bangladesh, Butão, Índia, Maldivas, Nepal, Paquistão e Sri Lanka

oCEANIA

Introdução

A Oceania é um continente cujas terras estão localizadas no hemisfério sul do planeta Terra. Este continente é formado por um conjunto de ilhas situadas no Oceano Pacífico.


Informações importantes sobre a Oceania:

- A área da Oceania é de 8.480.355 km². Em área é o menor continente do mundo.

- O maior, mais populoso e mais desenvolvido país da Oceania é a Austrália. As terras deste país correspondem a, aproximadamente, 90% do continente. O segundo pais mais desenvolvido da Oceania é a Nova Zelândia.

- A população da Oceania é de, aproximadamente, 32 milhões de habitantes. cerca de 75% desta população habita em cidades (urbana), enquanto somente 25 % mora na zona rural.

- O inglês é o idioma mais falado no continente. Além da língua inglesa, o francês e os dialetos nativos também são falados no continente.

- As maiores cidades da Oceania estão localizadas na Austrália: Sidney, Melbourne, Brisbane e Perth.

- Com relação a religião, a maioria é formada por cristãos: católicos romanos (27%) e protestantes (24%).

- A economia da Oceania é bem diversificada. Enquanto os países desenvolvidos (Austrália e Nova Zelândia) destacam-se pela fabricação de produtos industrializados e tecnologia, as outras ilhas da Oceania são dependentes da produção de gêneros agrícolas.

- Países independentes da Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, e Polinésia Francesa.

- Países dependentes: Ilhas Marianas (dominadas pelos EUA), IIhas Carolinas (dominadas pela Micronésia), Nova Caledônia (dominada pela França), Território Antártico Australiano (dominada pela Austrália) , Dependência de Ross (dominada pela Nova Zelândia), Terra Adélia (dominada pela França) e Samoa Americana (dominada pelos EUA).

- História da Oceania (resumo). Até o século XVIII, o continente era povoado por centenas de tribos indígenas. A partir desse século, teve início a colonização britânica. Grande parte das terras dos nativos foi tomada pelos colonizadores. Como resultado deste domínio, a população indígena começou a diminuir. Os britânicos, aos poucos, foram impondo sua cultura e seus modos de vida. Hoje, os nativos são a minoria no continente.

- A fauna da Oceania é caracterizada por uma grande variedade de espécies animais, porém os marsupiais se destacam. Na Austrália, por exemplo, há uma grande quantidade de Cangurus. Inclusivo este animal é o símbolo do país. Outros animais típicos da Oceania: coala, dingo, cacatua, diabo da tasmania, ornitorrinco, quivi, cisne negro, elefante marinho, kaluta e kowari.

- Com relação ao clima da Oceania podemos destacar a presença do clima desértico na parte interior da Austrália. Em grande parte das ilhas do continente destaca-se o clima tropical.

- Na flora da Oceania, exceto na região desértica da Austrália, destacam-se a presença de florestas tropicais.

As diferenças entre América Latina e Anglo-saxônica

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Mapa que divide o continente americano em: América Latina e Anglo-Saxônica.

O continente americano foi colonizado por várias nações europeias, dentre elas: portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e holandeses. Os mesmos passaram a explorar toda América e a impor sua cultura de maneira forçada aos povos nativos do continente.

Essa influência cultural oriunda de diferentes nacionalidades produziu distinções entre os países do continente, especialmente no que se refere ao
idioma. Diante desse fator, o continente é regionalizado em América Latina e América Anglo-Saxônica.

Essa distinção é proveniente da língua falada entre os países do continente. Desse modo, são considerados países latinos todos aqueles que possuem línguas derivadas do latim, como por exemplo, espanhol, francês e
português. Já as nações que falam língua de origem anglo-saxônica, como o inglês, se inserem na América Anglo-saxônica.

O critério usado para essa regionalização não é muito rigoroso, tendo em vista que existem países localizados na América Latina que falam o inglês, dentre os quais podemos citar Guiana, Trinidad e Tobago, além do holandês, falado no Suriname. Sem contar países que preservam suas línguas nativas, como o Paraguai, que além do
espanhol fala o guarani.

Existem países, como o Canadá, considerados anglo-saxônicos, mas que falam tanto o inglês como o Francês (isso em algumas partes do país), língua derivada do latim.

Caudilhismo e Populismo


Caudilhismo


Para as elites agrárias, a política era a extensão de seus negócios. Isso favoreceu o aparecimento de líderes regionais, civis ou militares, conhecidos como caudilhos, que assumiam o poder para defender os interesses de um determinado grupo oligárquico, governando de forma autoritária ou não. Portanto, o caudilhismo, fenômeno característico da América Latina após a independência, relaciona-se à manutenção do latifúndio e da economia agroexportadora.

Populismo

O populismo pode ser definido como uma política de manipulação das massas urbanas, com o objetivo de mantê-las sob controle do Estado. Carismáticos, os líderes populistas desenvolveram políticas paternalistas e nacionalistas, a fim de obter apoio dos trabalhadores urbanos, atendendo-lhes certas reivindicações. Apesar disso, esses líderes não abandonaram as vinculações com os grupos dominantes e, apesar do discurso nacionalista, não romperam com os Estados Unidos. Na Argentina, Juan Domingo Perón foi o maior representante desse tipo de Estado. Fenômeno urbano, o peronismo seduziu as massas populares após a Segunda Guerra Mundial com propostas nacionalistas e modernizadoras. Principal agente do desenvolvimento industrial, o Estado paternalista alicerçou-se no carisma de Perón e no de sua esposa Evita para controlar organizações sindicais e mobilizar os trabalhadores de forma bem personalista.


Evita (1919-1952)

Verdadeira "lenda viva", Eva Perón tinha grande habilidade política. Recebia delegações sindicais, dominava a Fundação Eva Perón e pedia ajuda da sociedade para os necessitados – os "descamisados". Conhecida como Dama da Esperança, Mãe dos Inocentes e Plenipotenciária dos Operários, influenciou a vida política e social da Argentina até sua morte (1952).


Benefícios aos descamisados

Medidas concretas de justiça e bem-estar social beneficiaram os descamisados: distribuição de bens e remédios, oferta de empregos, aumentos salariais. A estrutura agrária, porém, permaneceu intacta, pois a proposta de reforma agrária não saiu do discurso. Desenvolveu-se o justicialismo, que sobreviveu à queda de Perón em 1955, garantiu sua reeleição em 1973 e se perpetuou após sua morte no ano seguinte, apesar da violenta ditadura militar (1976-1983).

MÉXICO

O México ou Estados Unidos do México é um país localizado na América do Norte que limita fronteira ao norte, com os Estados Unidos; a leste com o Golfo do México; a oeste, com o oceano Pacífico e ao sul, com a Guatemala e Belize.

O território mexicano abrange uma área de 1 958 201 km2, a qual abriga cerca de 109,6
milhões de pessoas. A capital do país é a cidade do México. A extensão territorial do México é superada somente pelo Brasil e Argentina entre os países da América Latina.

Aspectos naturais

A superfície do território é tomada em grande parte pelo planalto Mexicano. Este último está rodeado de duas montanhas, denominadas de Sierra Madre Ocidental e Sierra Madre Oriental. Mais ao centro do território se encontra o Planalto de Anáhuac, região na qual as altitudes são acima de 2.000 metros e é justamente nessa área que se estabelece a capital do país. Os pontos mais elevados do México localizam-se em um lugar chamado de Popocatépeti, com 5.452 metros de altitude; e Citlaltépeti, com 5.700 metros. Ambos formados a partir de manifestações vulcânicas comuns na região.

A quantidade de rios presentes ao longo do território mexicano é reduzida,
resultado da característica do relevo, no caso planalto, além do fato de que grande parte do país possui clima do tipo árido e semi-árido. Dentre os rios existentes, o principal é sem dúvida, o rio Bravo, o qual deságua no Golfo do México na forma de um grande delta.

O país abrange uma diversidade de formação vegetativa, que varia de acordo com a localização geográfica, tipo de relevo e a altitude. A localização geográfica interfere nas formações climáticas, por essa razão no centro-sul do país o clima é o tropical, uma vez que essa área se encontra na zona intertropical da Terra, faixa climática que recebe uma quantidade maior de luz solar.

O relevo é determinante no surgimento de desertos como o de Chihuahua, localizado ao norte do território. Isso porque os conjuntos montanhosos impedem que as massas de ar cheguem até o interior do território. As formações vegetais que mais se destacam são os estepes, arbustos xerófilos, savanas e florestas tropicais.

América Central

A América Central é um istmo que une a América do Sul e a América do Norte. Com aproximadamente 742.266 km² alguns mapas a representam como parte integrante da América do Norte, não a considerando um continente ou subcontinente (partindo do pressuposto de que a América – Norte, Sul e Central – é apenas um continente).

Como um subcontinente americano, a América Central limita-se a oeste com o Oceano Pacífico, a leste com oOceano Atlântico, a Norte com a América do Norte na fronteira da Guatemala com o México, e a Sul com a América do Sul na fronteira do Panamá com a Colômbia.

O argumento de quem considera a América Central como um continente separado da América do Norte é o fato dela estar situada em uma placa tectônica diferente da placa norte-americana, a placa caribeana.

Mapa da América Central e seus países.

Mapa da América Central e seus países.

Economicamente a América Central não se destaca muito, tendo a agricultura como base de sua economia. Outras atividades incluem a extração de madeiras de lei e a caça.

No território onde hoje é a Guatemala surgiu a civilização Maia que por volta do ano 200 d.C. já haviamdesenvolvido a escrita hieroglífica, um calendário e uma astronomia altamente sofisticados, além da construção de pirâmides. A civilização Maia em seu apogeu chegou a alcançar dois milhões de habitantes tendo sido muitoimportante na formação cultural dos países da América Central.

Em 1824 foi constituído os “Estados Unidos da América Central” ou “Províncias Unidas del Centro América” com a Cidade da Guatemala como Capital. Entretanto, a união entre Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica se desfez em 1840 por conta das inúmeras dificuldades financeiras e administrativas encontradas pelo bloco. Algumas tentativas posteriores foram feitas na tentativa de se reunir os países da América Central, mas todas falharam.

Países da América Central

Sendo assim, a América Central hoje se constitui de 7 países e inúmeras ilhas, algumas das quais pertencentes a países de outros continentes. Os países são: Guatemala, Belize, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Neste último encontra-se o Canal do Panamá, um extenso canal artificial de 82 km construído a partir de 1880.

O Caribe (região insular da América Central) é composto por 13 países independentes e mais 11 territórios: Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Cuba, Dominica, Granada, Haiti, Jamaica, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago (países), Anguila, Antilhas Holandesas, Aruba, Guadalupe, Ilhas Caimã, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Americanas, Ilhas Virgens Britânicas, Martinica, Monte Serra e Porto Rico (territórios).

O clima na região da América Central é tropical quente com estação úmida no verão e seca no inverno sendo comuns tempestades tropicais atingirem a região. A vegetação compreende densas florestas que já foram desmatadas em quase 50% devido à exploração da madeira de Lei.

Fontes:
http://www.sergiosakall.com.br/americano/entrada.americana.html
http://www.portalbrasil.net/americas.htm

LINK IMPORTANTE

http://www.scribd.com/doc/8323699/O-continente-Americano

países andinos

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Os países andinos formam um conjunto de seis países, localizados ao norte-sul no continente sul-americano. Destacam-se no setor econômico primário, e na população a predominância é dos mestiços e indígenas.

Os países andinos se identificam por ter em comum uma população de baixo padrão vida, com elevado
crescimento vegetativo e a presença da Cordilheira dos Andes.


Aspectos Físicos

planícies Litorâneas do Pacífico
A Cordilheira dos Andes interrompem a Planície Litorânea do Pacífico, que são estreitas e úmidas ao norte do Chile, e árida no litoral do Peru, que são porções formadas pelos
desertos de Atacama e de Sechura.

Cordilheira dos Andes
É uma cadeia montanhosa que teve sua formação geológica no período Terciário. É dotada de
vulcões e está submetida a terremotos, vai desde o Mar das Antilhas até a terra do Fogo, atingindo aproximadamente 8.000 Km2.

Fica dividida em três partes:
Andes Setentrionais: abrangem regiões da Venezuela, Colômbia, Equador e Peru (norte).

Andes Centrais: compreende regiões do Peru, Bolívia e Chile (norte).

Andes Meridionais: envolvem as regiões centrais e meridionais do Chile.

Aspectos humanos

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A maior parte da população são descendentes de europeus, africanos e indígenas, porém há uma grande parte pessoas mestiças. As línguas faladas na
américa do sul são: espanhol e português.

Os “altiplanos andinos” são os locais com maior concentração de população, devido as suas condições favoráveis.

São comuns problemas sociais como: analfabetismo, subnutrição e precariedade na área de saúde. Há uma grande diminuição da taxa de mortalidade e um aumento da
taxa de natalidade, resultando num crescimentovegetativo considerável, juntamente ao processo veloz de urbanização.

países platinos

Os países da américa Platina são: argentina, Paraguai e Uruguai.

Os países platinos se assemelham, pois os três integraram o Vice-Reinado do Rio da Prata, no período colonial, portanto são procedentes do Rio da Prata.

Porém, há algumas oposições na evolução histórica desses países: A Argentina e o Uruguai se destacam na
américa latina por serem europeizados, e pelo alto desenvolvimento econômico, enquanto o Paraguai tem a sua população representada em grande parte pelos indígenas e mestiços, e a sua economia do país pouco desenvolvida.

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Argentina

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A característica mais peculiar da Argentina é a convivência histórica entre a forte herança cultural européia e as tradições rurais e regionalistas. O poderio econômico da oligarquia latifundiária não impediu que o país conquistasse níveis de desenvolvimento próprios de nações do primeiro mundo.
O alto grau de escolaridade da população, o nível da renda, o avanço e a diversificação da economia fazem dos argentinos um povo privilegiado entre os sul-americanos. Sua conturbada história política contemporânea e a dependência ao capital estrangeiro, no entanto, fecharam-lhe o caminho do pleno desenvolvimento.

A Argentina localiza-se na região meridional da América do Sul, na latitude do paralelo 22o ao 55o e na longitude do meridiano 54o ao 74o. São mais de 3.700km do extremo norte ao extremo sul, desde as proximidades do trópico de Capricórnio até o pólo sul, e mais de 1.400km de leste a oeste. Limita-se ao norte com a Bolívia; a nordeste com o Paraguai, pelas fronteiras naturais dos rios Pilcomayo, Paraguai e Paraná; a leste com o Brasil e o Uruguai, através do rio Uruguai, e com o oceano Atlântico, também limite de sudeste, em mais de 4.700km de litoral; e a oeste com o Chile, pela cordilheira dos Andes.

Segundo país da América do Sul em extensão territorial, depois do Brasil, a Argentina ocupa uma superfície de 2.780.400km2, excluindo-se os 12.200km2 das ilhas Malvinas (Falklands), ocupadas pelo Reino Unido. O país reivindica direitos de posse sobre as ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, também sob ocupação britânica, e sobre um trecho da Antártica.

Geologia e relevo. O território argentino estende-se longitudinalmente entre a cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico. Caracteriza-se pela variedade de paisagens físicas resultantes da transição entre as zonas montanhosas do oeste e as planícies do leste.

A cordilheira dos Andes provém de movimentos orogênicos (fenômenos que determinam a formação de montanhas) do plioceno, no período quaternário. Avança pela Argentina com montanhas elevadas, que sustentam um vasto planalto semidesértico e cheio de depressões salinas, denominado Puna de Atacama, a três mil metros acima do nível do mar. Situam-se nessa região setentrional, importantes maciços vulcânicos, entre os quais se destaca o Lulullaillaco, com 6.723m, um dos cumes mais altos do continente. Na direção leste, encontra-se a cordilheira Oriental, conjunto de serras elevadas, com neve eterna em seus picos mais altos, e em seguida situam-se as serras subandinas, que confinam com a província do Chaco.
A leste dos Andes e ao norte da Patagônia, estende-se uma vasta planície de características variadas. Ao longo das bacias do Paraná e Paraguai, localiza-se o Chaco, região subtropical e arenosa, ligeiramente inclinada para sudeste. Em alguns pontos do nordeste (Misiones), afloram rochas areníticas e basálticas pertencentes ao escudo pré-cambriano brasileiro. O resto da região se acha coberto por sedimentos de diversas épocas, como o loess (depósitos quaternários de origem glacial), rico em calcário. A leste do Chaco, entre os rios Paraná e Uruguai, localiza-se a planície da Mesopotâmia argentina, que não apresenta unidade morfológica nem geológica. O principal elemento de seu relevo é a meseta Misionera, na província de Misiones e nordeste de Corrientes.

Entre o sopé dos Andes e o oceano Atlântico, ao sul do rio Salado e ao norte do Colorado, situa-se o Pampa, em todos os aspectos a paisagem mais representativa da Argentina. A vasta planície pampeana caracteriza-se pela horizontalidade. Compreendem em sua composição sedimentar diversas eras geológicas. Seus solos são muito ricos (loess e limos muito espessos). Embora bastante homogêneo em sua topografia, o Pampa apresenta áreas mais onduladas, ganha altura nas serras do Tandill e Ventana e, no vale do rio Salado, mergulha em depressão tectônica. Abaixo do rio Negro e do golfo de San Matías, entrando na Patagônia, já não se pode falar de planície, mas de mesetas em que se sobrepõem sedimentos secundários e terciários que foram igualados no fim da era glacial.

Clima. Grande parte do território argentino está situado na zona temperada do hemisfério sul. Verificam-se no país climas tropicais e subtropicais, áridos e frios, com combinações e contrastes diversos, resultantes das variações de altitude e outros fatores. Em quase todas as regiões da Argentina registram-se nevadas ocasionais, exceto no extremo norte, onde predomina um clima tropical. Nessa mesma área, os dias são quentes de outubro a março e frios e secos de abril a setembro.

Mais amenos são os índices predominantes no Pampa, úmido e fresco em sua parte oriental, nas províncias de Buenos Aires e La Pampa. Os verões, embora intensos, em Mar del Plata não ultrapassam uma média superior a 21o C. Mais seco para o lado do oeste e Mendoza, o clima do Pampa, nessa faixa, tem suas chuvas de verão rapidamente evaporadas.

Nas proximidades da cordilheira dos Andes, de noroeste até a serra do Payén, na província de Mendoza, verifica-se freqüente alternância de climas árido e semi-árido, este com maior expressão nos pontos mais altos da própria cordilheira. De quatro mil metros para cima, as precipitações são escassas e as temperaturas muito baixas, entre neves eternas. Na parte meridional dos Andes as chuvas são bastante favorecidas pelos ventos úmidos do Pacífico, que vencem a barreira descomunal e chegam às províncias do sul. As condições de umidade e temperatura levam à formação de geleiras.

Guianas
As Guianas abrangem três países: Republica Coperativa da Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Localizam-se ao norte do brasil, sendo banhadas pelo Oceano Atlântico.

O país tem um
economia primária, onde se destacam atividades como extração de bauxita e ouro, plantation de cana e cacau.

O
clima se caracteriza por ser quente e umido, e tem seu territorio coberto por florestas cerradas.

A população não é muito numerosa, e predominam os negros, indígenas, mestiços e asiáticos, sua maior parte concentra-se na área urbana.

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