domingo, julho 01, 2012

O MUNDO DO TRABALHO.

TRABALHO INDUSTRIAL 

Podemos estudar as transformações dos modelos de produção e de trabalho de diversas maneiras, com os mais variados enfoques. Vamos procurar delimitar um pouco esse processo histórico, enfatizando apenas alguns pontos que nos são mais pertinentes, ou seja, as mudanças que ocorreram no período final da Idade Média e, que de uma forma ou outra, facilitou as transformações que passaram a ser vistas a partir principalmente do século XVIII. Se vamos pensar desde a Baixa Idade Média, temos que nos referir ao Renascimento Comercial que, em meados do século XII já começa a assumir relativa importância no contexto histórico que vamos nos deter agora. Esse florescimento comercial, impulsionado pelas inovações técnicas na agricultura e pelo conseqüente crescimento populacional vão ser nosso pano de fundo. Intimamente ligado a esses fatores, esteve o não menos importante renascimento urbano: as cidades passaram a ser um centro dinâmico de atividades artesanais e comerciais. Os últimos séculos medievais caracterizaram a dissolução do sistema feudal e a formação do sistema capitalista. Assim, nesse processo de mudanças o trabalho de estrutura familiar vai prevalecer. O espaço temporal do trabalho é o dia, condicionado pela luz solar: ao nascer do sol inicia-se a jornada de trabalho, que só vai encerrar-se com o crepúsculo. As sociedades dessa época adoravam as forças da natureza, elas acreditavam num misticismo mágico que orientava e regulamentava suas vidas – isso mesmo apesar de ser prática comum tentar caracterizar o Medievo como um período de teocentrismo exacerbado. Se já sabemos qual era o espaço temporal do trabalho nessa sociedade medieval, resta-nos saber qual era o espaço físico do trabalho: é o espaço do lar, da residência e dos arredores da casa familiar. Vai ser nesse espaço que o trabalho vai ser executado. Se pensarmos em alguns tipos de trabalhadores dessa época, como os agricultores, os sapateiros e os alfaiates, poderemos verificar a real utilização do espaço temporal do dia e do espaço físico do lar para o trabalho. O agricultor, com sua família, trabalha nos arredores de sua casa, num terreno concedido pelo seu senhor, plantando batatas, por exemplo. Trata a terra, semeia, cuida do crescimento de sua lavoura e colhe as batatas. Seus familiares, sua mulher e seus filhos, ajudam-no sempre. O dia regulava a atividade produtiva, a família era parte integrante da força detrabalho. A imagem acima éOs comedores de batata, de Van Gogh. O sapateiro, também com sua família, trabalha na sua casa. A oficina onde ele fabrica seus sapatos é a sua casa; o espaço do lar e o espaço do trabalho quase que se confundem. Em sua casa ele mora, alimenta-se, dorme e trabalha. Podemos perceber, então, que o espaço do trabalho é o espaço do lar, e vice-versa. Não havia uma fábrica de sapatos ou um lugar apropriado exclusivamente destinado ao fabrico de sapatos. Da mesma maneira temos o alfaiate, que juntamente com seus familiares confecciona roupas no espaço do seu lar. Muitos trabalhadores deixam o campo e vão para as cidades. As crianças são muito procuradas para o trabalho nas indústrias. É importante ressaltar como o trabalho feminino e o trabalho infantil estão presentes nessa sociedade. As necessidades de sobrevivência e as obrigações servis contribuem para isso. As crianças, desde que já possam exercer alguma atividade laborativa, ingressam no mundo do trabalho para auxiliar na economia familiar. Nessa lógica, quanto mais filhos, maior poderia ser o aproveitamento produtivo. Pelo menos era assim que se apresenta aquela sociedade e, de maneira não muito distante, podemos observar a mesma lógica sendo empregada nas comunidades rurais mais atrasadas atualmente. A preferência por mulheres e crianças nas tarefas que não exigiam força braçal tinha explicação no preconceito industrial burguês de que estes dois grupos de trabalhadores seriam mais facilmente domesticados, ou seja, mais fáceis de serem disciplinados e intimidados. Com o comércio e o crescimento urbano se destacando nos anos finais da Idade Média, o mercado torna-se o espaço por excelência das trocas, do comércio, ainda que incipiente. Ora, se o mercado assume relativa importância no contexto das mudanças do trabalho, o mercado também vai contribuir nesse processo. A utilidade do mercado, da praça do mercado, onde as trocas ocorriam, só se dá depois que a cidade assume, no interior daquela sociedade medieval, o papel de centro aglutinador de pessoas e de produtos, frutos do trabalho de agricultores e artesãos. A cidade, por si só, vai ser o espaço, cada vez mais, do trabalho. Rompendo as fronteiras do espaço temporal do dia e do espaço físico dos lares, o trabalho vai sendo executado no espaço da cidade, seja dia ou seja noite, seja em casa ou seja nas fábricas. Não só o espaço do trabalho é rompido: a estrutura feudal que vigorou durante quase toda a Idade Média rui. Aos poucos a produção manual e rural é substituída pela industrial e urbana. A ruína do sistema feudal cede vez ao surgimento do que costumamos chamar de sistema capitalista. À ruína de um e surgimento de outro foi decisiva a transformação efetivada pela ação dos reis e da burguesia: a expansão comercial, patrocinada pelos reis e enormemente apoiada, quando não financiada, pela burguesia emergente do rápido crescimento das relações comerciais particularmente citadinas (burgueses comerciantes, financistas e industriais). O declínio do sistema feudal também faz com que decline o poder descentralizado dos senhores feudais, dando vez a um período em que os reis assumirão enorme poder rumo aos grandes Estados Nacionais, o Estado Moderno detentor central do poder. Uma das evidências mais marcantes nesse processo histórico foi a da transformação de uma bipolarização social tipicamente feudal, a do senhor versus servo, para uma outra bipolarização, que é a marca maior do capitalismo: burguês versus proletário. A nova estrutura social, a do sistema capitalista, não surgiu imediatamente após o declínio do sistema feudal, mas num processo lento e não tão longo. O crescimento comercial e urbano e a produção cada vez maior não foram o fator determinante: a produção em larga escala é que vai caracterizar definitivamente a revolução capitalista, pois é na transformação dos produtos em mercadorias que o sistema capitalista vai se firmar. O valor de uso dá a vez ao valor de troca. O industrial burguês vai ser o proprietário dos meios de produção. A partir da Revolução Industrial os trabalhadores deixam de dominar o processo produtivo e vendem sua força de trabalho por salários. O trabalho na sociedade capitalista também vai diferir do da sociedade feudal. Os trabalhadores, antes detentores do seu próprio trabalho e com domínio total do processo produtivo, passam a ser trabalhadores que irão vender sua força de trabalho em troca de um pagamento. O tempo de trabalho e o espaço para o trabalho são outros. O uso do relógio vai permitir que se mensure a quantidade de trabalho em horas. O espaço físico, não mais o lar, mas a fábrica, vai condicionar os trabalhadores a um disciplinamento constante. A própria atividade laborativa exigirá disciplina na execução de tarefas mecanicamente repetitivas. Um aspecto de continuidade pode ser aqui apreciado: todos os membros da família do trabalhador também eram trabalhadores, submetidos sem distinção aos mesmos trabalhos. A diferença é a intensa procura por mulheres e crianças para as fábricas, pois o baixo custo compensava, tendo em vista que as mulheres ganhavam muito menos do que os homens, e as crianças ganhavam muito menos que as mulheres. Um dos motivos, além do barateamento de custos, era a maior facilidade de se disciplinar esses dois grupos de operários. Dá-se início ao processo de industrialização que culminará, na Inglaterra de forma mais aparente, na Revolução Industrial. O cenário urbano ganha as paisagens e favorece o surgimento de novos hábitos de convívio social. Como se produziam cada vez mais mercadorias, foi sendo buscado pelos proprietários burgueses formas de se aumentar o lucro reduzindo-se as despesas, fosse pela incrementação tecnológica das unidades produtivas, fosse pela maxiexploração dos operários(jornadas intermináveis de trabalho em locais insalubres, com baixíssima remuneração). A introdução de inovações tecnológicas no corpo das fábricas vai ser muito cara para os trabalhadores de modo geral. Cada nova tecnologia representava, quase sempre, a redução dos postos de trabalho em nome do aumento da produtividade. O ponto culminante dessa trajetória foi, sem dúvida, a introdução da máquina a vapor. A primeira fase da Revolução Industrial é identificada com o uso da energia a vapor e com o uso do ferro. As estradas ferroviárias tornaram-se o principal meio de comunicação, nos dois sentidos: levando para as fábricas matérias-primas e devolvendo nos mesmos vagões os produtos destinados ao mercado consumidor. O contexto histórico decorrente da Revolução Industrial inchou as cidades. Camponeses em busca de melhores condições de vida migravam e se deparavam com um cenário um tanto quanto desolador. Para descrever o cenário das fábricas que tanto atraíram camponeses, bastam duas palavras: periculosidade e insalubridade. Periculosidade é o estado ou qualidade de algo que é perigoso. Insalubridade é a qualidade daquilo que origina doenças. Jornadas excessivas de trabalho; ritmo frenético das máquinas; a rotina do todo dia tudo sempre igual; fábricas sombrias, com pouca luminosidade, quentes e úmidas, quase sem nenhuma ventilação. O descontentamento era lugar comum no meio dos trabalhadores. Descontentes, expulsos de seus postos de trabalho, sem emprego e sem mínimas condições de sobrevivência, os trabalhadores operários começaram a se organizar. Há, também, uma longa trajetória nesse processo histórico do trabalho até os trabalhadores operários definirem sua organização. Numa segunda fase, vamos perceber a introdução de outras inovações tecnológicas, como a utilização de outras fontes de energia que não o vapor - a eletricidade e o petróleo são bons exemplos. Graças às novas fontes de energia foi possível criar novas máquinas e ferramentas. Em decorrência disso, uma outra estrutura de trabalho é colocada em prática. Logo nas primeiras décadas do século XX, em Detroit, Henry Ford coloca em prática na sua fábrica de automóveis a produção em série, através das famosas linhas de montagem. Essa nova forma de trabalho consistia na avançada fragmentação de tarefas entre os diversos operários de sua fábrica. Henry Ford e seu filho num Modelo T. A linha de montagem modificou totalmente a estrutura das fábricas e o trabalho do proletariado. Ou seja, cada trabalhador seria responsável por uma única tarefa, que deveria ser repetida infinitamente de forma a se alcançar uma maior produtividade. O sistema fordista de produção está diretamente ligado aos fundamentos propostos pelo conjunto de teorias desenvolvidas pelo engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor para aumentar a produtividade do trabalho industrial. Na busca pela eliminação do desperdício e da ociosidade operária e pela redução dos custos de produção, Taylor iniciou seus estudos sobre a Ciência da Administração, no começo do século XX. Desenvolveu técnicas de racionalização do trabalho operário e, em 1903, analisou e controlou o tempo e o movimento do homem e da máquina em cada tarefa, para aperfeiçoá-los e racionalizá-los gradativamente. Com base na idéia de que a eficiência aumenta com a especialização, Taylor dividiu o trabalho e limitou cada operário à execução de uma única tarefa, de maneira contínua e repetitiva. A linha de montagem: a especialização e a repetição, produção para as massas com o mínimo custo. A foto a direita mostra a linha de montagem da Romi Isetta, os primeiros veículos automotores a serem fabricados no Brasil. Para obter a colaboração dos funcionários, foram estabelecidos remuneração e prêmios extras. A produção individual, até o nível de 100% de eficiência no tempo padrão (tempo médio que um operário leva para executar as tarefas), era remunerada conforme o número de peças produzidas. Acima dessa porcentagem, a remuneração por pela seria acrescida de um prêmio de produção ou incentivo salarial adicional, que aumentava à medida que a eficiência do operário era elevada. Além de racionalizar o trabalho do operário, Taylor tentou mudar o comportamento dos supervisores, chefes, gerentes e diretores que ainda trabalhavam nos velhos padrões, criando, assim, a Administração Científica, que foi rapidamente aplicada na indústria americana, estendendo-se a todos os países e campos de atividade. No entanto, seus princípios de superespecialização foram criticados por robotizar o operário, fazendo-o perder a liberdade e a iniciativa de estabelecer sua própria maneira de trabalhar. Na segunda metade do século XX, quase todas as indústrias já estavam mecanizadas e a automação alcançou todos os setores das fábricas. As inovações técnicas aumentaram a capacidade produtiva das indústrias e o acúmulo de capital. As potências industriais passaram a buscar novos mercados consumidores, fruto do neocolonialismo. Os empresários investiram em outros países. Os avanços na medicina sanitária favoreceram o crescimento demográfico, aumentando a oferta de operários. Nos países desenvolvidos, surge o fantasma do desemprego. A dobradinha Ford-Taylor orientou durante décadas a estrutura de trabalho no interior das fábricas. A busca pela maior produtividade com o menor custo levou a fábrica de Ford a construir um carro que, graças à racionalização do trabalho, teve seu custo reduzido significativamente: foi o Ford Modelo T, completamente produzido dentro da fábrica Ford e respeitando na sua fabricação todos os preceitos fordistas-tayloristas. A produção desse carro em série tinha, porém, um inconveniente, se assim podemos dizer: todos os carros eram produzidos iguais, em todos os sentidos. Como o objetivo principal era a redução de custos e o aumento da produtividade, o Modelo T só poderia ser fabricado de um mesmo jeito, inclusive na sua cor. Isso levou Ford a criar uma campanha publicitária dizendo que todo americano poderia ter o seu Ford Modelo T da cor que quisesse, contanto que a cor fosse preta. Era o paradigma da produção em série para atender a demanda de uma sociedade tipicamente de massa. Uma pequena observação: todo americano poderia ter o seu Ford Modelo T, no entanto, os funcionários da Ford dificilmente conseguiram comprar o seu Modelo T. Essa estrutura de trabalho predominou no mundo inteiro no mundo inteiro até o final da Segunda Guerra Mundial, quando, no outro lado do mundo, no Japão, surge um novo sistema de trabalho, procurando otimizar os lucros ao mesmo tempo em que se reduziam as despesas. Foi também no interior de uma fábrica de automóveis que surgiu o novo sistema, conhecido como toyotismo. Se o sistema fordista-taylorista foi enormemente criticado por robotizar os trabalhadores, não lhes dando a chance de criar e participar do processo de produção de maneira livre e participativa, o sistema toyotista se caracteriza principalmente por delegar aos trabalhadores a possibilidade de decidirem qual a melhor maneira de exercerem seus trabalhos. Um ponto que permanece valendo, tanto para um sistema quanto para outro, é a busca pela maior produção aliada com o menor desperdício. No sistema toyotista, ao invés de o trabalhador participar unicamente com sua força de trabalho sempre repetitiva, ele tem a chance de poder inovar dentro do processo de produção. Surgem conceitos que orientam o trabalho dentro das fábricas: team work e qualidade total são sinônimos do sistema toyotista. Com isso, o trabalho realizado por times dentro da fábrica em busca da qualidade total vai resolver alguns dos problemas da era fordista-taylorista, mas trazer alguns outros, para os trabalhadores, é claro. No primeiro sistema, a unidade fabril era o palco exclusivo de todo o processo produtivo. Por exemplo, na Ford do início do século XX, o Modelo T era totalmente fabricado no mesmo lugar. Desde suas etapas iniciais até o acabamento final, o carro ficava dentro do mesmo complexo industrial. Na Toyota japonesa do pós-guerra, o carro não é produzido inteiramente na mesma unidade. Algumas peças são produzidas em fábricas fornecedoras, localizadas na mesma região ou em qualquer outro lugar do planeta, buscando mercados de mão-de-obra mais baratos e livres de encargos sociais e trabalhistas. A conseqüência imediata dessa fragmentação é a dissolução do poder operário que, parcelado em pequenas unidades produtivas, perdeu sua capacidade de organização, razão da força importantíssima dos sindicatos. Burguês versus proletário. As revoluções de 1848 trouxeram a tona a luta de classes como principal paradigma a ser enfrentado no modo de produção capitalista. 1848 é o ano que Karl Marx e Friederick Engels publicam o Manifesto Comunista, convocando os proletários do mundo a pegarem em armas e enfrentarem a burguesia na revolução do proletariado. Enquanto que na Ford produzia-se um mesmo carro para um público de massa, na Toyota a produção foi sendo gradativamente personalizada, com o intuito de atender maiores parcelas de um público consumidor. Se a Ford só produzia carros de cor preta, a Toyota conseguiu produzir carros de todas as cores sem perder no quesito economia. A saída encontrada foi a brusca redução dos estoques, dinamizando as relações entre a Toyota central e suas fornecedoras. Um complexo esquema utilizando-se de modernas tecnologias de comunicação possibilitou tal empreendimento, dando vez ao que se costuma chamar de era da informação. A rapidez cada vez maior com que se davam as mudanças no mundo do trabalho fez com que uma parcela muito grande de trabalhadores ficasse sem emprego. O sistema toyotista só foi alcançar o Ocidente com fortes impactos na década de 1970 e 1980, principalmente na Inglaterra. Esse período é conhecido como o término dos anos dourados, ou dos trinta gloriosos (período que compreende o fim da Segunda Guerra Mundial e que vai até meados da década de 1970). A crise mundial do petróleo foi um dos fatores que condicionaram o término da estrutura fordista de produção. A fábrica centralizada, de enormes dimensões, dá vez às fábricas descentralizadas, de dimensões adequadas. O que mudou nesse processo de transformações? O mundo do trabalho e as condições dos trabalhadores, principalmente. A qualidade total introduzida nas fábricas fez com que o desperdício fosse eliminado em grande escala: se em cada três trabalhadores elimina-se 30% de desperdício no trabalho de cada um, ou, em outras palavras, potencializa-se em 30% o trabalho de cada um, tem-se como resultado a possível eliminação de um dos três trabalhadores, pois os dois que restariam produziriam quase a mesma quantidade que os três anteriormente. Então, juntamente com a qualidade total também foram sendo introduzidas novas máquinas, mais precisa e mais produtivas. Na época de Ford, os trabalhadores faziam carros com as máquinas. Na Toyota, os trabalhadores faziam com que as máquinas fizessem carros. A dicotomia acima apresentada vai gerar uma crescente diminuição dos postos de trabalho industriais, com o deslocamento desses trabalhadores para os setores de prestação de serviços. De qualquer forma, a transferência de um enorme contingente de trabalhadores de um setor para outro não resolveu os problemas de demanda de emprego, principalmente os problemas de qualificação. Resta-nos agora, na terceira fase da Revolução Industrial, em que energias alternativas, plástico e silício são a força matiz, buscar soluções para um mundo de desempregados e trabalhadores sem qualificação. Resta-nos trabalhar no sentido de incluir essa grande quantidade de pessoas em um limite suportável de sobrevivência, antes que o abismo entre classes sociais torne cada vez mais essencial a utilização de milícias particulares de segurança, de cercas eletrônicas e câmeras indiscretas que nos controlam a vida. É o Grande Irmão apresentado em um novo contexto histórico. A permanência continua sendo a luta de classes, o motor da história. Lênin, um dos grandes líderes da revolução do proletariado russo. A busca por melhores condições de trabalho e garantias sociais levou os trabalhadores a obterem grandes conquista, principalmente durante o século XX. História, causas, modos de produção da Revolução Industrial. Revolução Industrial Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que ocorreram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal característica dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado com o uso das máquinas. Até o fim do século XVIII grande parte da população européia vivia no campo e produzia o que consumia. Na forma artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo. Apesar da produção ser predominantemente artesanal, países como a Inglaterra e a França, possuíam manufaturas. As manufaturas eram grandes oficinas aonde diversos artesãos faziam as tarefas manuais, porém subordinados ao dono da manufatura. A Inglaterra foi pioneira na Revolução Industrial devido a diversos fatores, tais como: o fato do país possuir a mais importante zona de livre comércio da Europa, a rica burguesia, o êxodo rural, a localização privilegiada junto ao mar o que facilitava a exploração dos mercados ultramarinos. Como muitos empresários desejavam lucrar mais, o trabalhador era explorado sendo obrigado a trabalhar até 15 horas por dia por um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças também era obrigados a trabalhar para sustentar suas famílias. Alguns trabalhadores se revoltaram com as péssimas condições de trabalho, e começaram a sabotar as máquinas, ficando conhecidos como “os quebradores de máquinas“. Alguns movimentos também surgiram nessa época com o intuito de defender o trabalhador. O trabalhador perdeu o conhecimento de todo o processo de fabricação passando a executar apenas uma etapa. Primeira etapa da Revolução Industrial Durante (1760-1860), a Revolução Industrial ficou limitada, basicamente, à Inglaterra. Houve o surgimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aperfeiçoamento das máquinas a vapor contribuíram para a continuação da Revolução. Segunda Etapa da Revolução Industrial A segunda etapa ocorreu de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como França, Alemanha, Itália e Rússia se industrializaram. A utilizacão do aço, o aproveitamento da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as principais inovações desse período. Terceira Etapa da Revolução Industrial Os avanços tecnológicos do século XX e XXI tem sido vistos por alguns historiadores como a terceira etapa da Revolução Industrial. O computador, o fax, a engenharia genética, o celular seriam algumas da inovações dessa época. Fordismo, Administração de Empresas e a Indústria de Automóveis do Início do Século 20 Fordismo: Lançando as bases para a gestão e administração de empresas modernas Henry Ford, nascido na cidade Americana de Springwells em 30 de Julho de 1863, foi um empresário a frente de seu tempo. Ao contrário dos outros empresários e teóricos da administração de empresas da época, Ford sempre viu o consumo da população como forma para trazer o bem estar social. Idealizador do Fordismo e fundador da Ford Motor Company em 1903 ( aos 40 anos de idade ), Ford certa vez afirmou: ” O dinheiro é a coisa mais inútil do mundo; não estou interessado nele, mas sim no que posso fazer pelo mundo com ele. ” e assim fez durante toda a sua vida. A teoria do Fordismo era revolucionária para a época pois pela primeira vez o bem estar social foi levado em conta para se atingir o sucesso financeiro. Para poder ganhar mais dinheiro, Ford desenvolveu um sistema onde pagava melhor os empregados e também onde vendia produtos mais baratos. Mas segundo os conceitos básicos da administração de empresas aumentar os custos ( pagar melhor os funcionários ) e reduzir o valor de venda dos produtos não tráz justamente o prejuízo ?? Sim, tráz !! Mas essa era justamente a questão chave: no Fordismo, o lucro não vem da venda de produtos caros e luxuosos e sim da venda de produtos baratos, simples e que todos podem comprar, o lucro para o Fordismo deve vir da quantidade de produtos vendidos. Esse conceito, a produção em escala industrial, passou a ser a base da administração de empresas e da indústria mundial a partir de então. Antes da introdução do Fordismo no início do século 20, a indústria de automóveis era voltada para o público rico. Os automóveis eram um artigo extremamente raro e luxuoso que somente os ricos poderiam ter: eles custavam o preço de uma casa e exigiam uma manutenção caríssima também. Como poucos eram vendidos, não havia estímulo para a evolução tecnológica dos carros, os automóveis do início do século 20, época em que Ford fundou a sua empresa, eram praticamente os mesmos de 50 anos atrás. Foi nesse cenário que Ford visualizou a sua grande chance de se destacar na administração de empresas e mudar para sempre o mundo ocidental. A Fundação da Ford Motor Company e o Início do Fordismo Henri Ford: Suas teorias mudaram para sempre o modo de administrar empresas Com alguns dólares no bolso ( 28.000 dolares pra ser mais exato ) e umas boas idéias na cabeça, Ford juntamente com mais 11 investidores que acreditaram na teoria do Fordismo fundou a Ford Motor Company em 1903. Para demonstrar que carros de alta qualidade tecnológica poderiam ser produzidos a um preço barato ( um dos princípios do Fordismo ), um protótipo produzido pela Ford Motor Company bateu em 1904 o recorde de velocidade terrestre até então andando 1 milha ( aproximadamente 1,6 kilometros ) em 39,4 segundos ( quase 140 quilômetro por hora !!! ) Assim que iniciou as atividades da sua montadora de carros, uma das primeiras medidas de Ford foi pagar 5,00 dolares por dia aos seus funcionários ( pagar bem aos funcionários era outro princípio básico do Fordismo ). Apesar de parecer pouco para os dias de hoje, na época os especialistas em administração de empresas ficaram assustados: ningúem nunca pagou um salário tão alto para um operário de fábrica !! Por pagar bem aos empregados aconteceu um fato interessante: os melhores mecânicos e profissionais de engenharia mecânica dos Estados Unidos acabaram todos indo para a Ford Motor Company, isso aumentou muito a capacidade tecnológica da empresa e permitiu que em poucos anos eles já estivessem lançando os melhores carros da América ( superioridade tecnológica para baixar custos, outro princípio do Fordismo ). O Projeto de uma Fábrica Segundo o Fordismo Segundo a concepção Fordista, a fábrica antes de mais nada, deve seguir o modelo de administração de empresas vertical. Em outras palavras, tudo deve pertencer ao mesmo dono e deve ser controlado de maneira centralizada. Quando construiu a fábrica da Ford Motor Company, Henry Ford projetou uma fábrica gigantesca: basicamente entravam as matérias primas de um lado ( borracha, aço, ferro, madeira, vidro ) e saiam carros prontos do outro lado, tudo era fabricado no mesmo local e seguindo uma ordem lógica específica. Os motores, os pneus, o estofamento, era tudo fabricado dentro de um mesmo espaço. Do ponto de vista da administração de empresas, a visão do Fordismo é interessante porque permite um maior controle, mas também tem as suas desvantagens. De acordo com a teoria da Administração de Empresas, quando se controla o processo todo, em geral, se perde em eficiência: uma indústria que fábrica pneus, motores e estofamentos não pode ser mais eficiente que uma fábrica especializada em motores por exemplo. Outra concepção importante do modelo de fábrica do Fordismo era a linha de produção. Embora o conceito de linha de produção já existisse a um tempo e fosse bem conhecido pelos teóricos de administração de empresas da época, foi Henry Ford que aperfeiçoou e aplicou com sucesso esse conceito pela primeira vez. Na fábrica Fordista, não são os operários que tem que ir atrás do trabalho, é o trabalho vem até eles. Os funcionários praticamente não precisavam se mexer, as peças e componentes iam andando sobre esteiras e os funcionários ficavam parados trabalhando em pequenas funções bem específicas. Segundo a teoria do Fordismo, fazendo trabalhos pequenos e bem específicos os funcionários produziriam mais já que ficariam extremamente treinados em sua função e não precisariam se preocupar com mais nada. Modelo de Fábrica Ideal para o Fordismo Modelo de Fábrica Fordista: Entram as matérias primas e saem os produtos prontos De modo resumido, a fábrica ideal para o Fordismo tinha as seguintes características de trabalho e administração de empresas: A fábrica deveria ser grande e centralizada, produzindo todos os componentes necessários para a montagem do produto. Os produtos fabricados deveriam ser simples e de fácil fabricação, assim poderiam ser fabricados em grande escala e a um preço barato. Os funcionários deveriam trabalhar de um modo bem específico, fazendo apenas uma única função. Os funcionários deveriam ganhar bem e ser valorizados para aumentar a motivação e produzir mais. Aplicando a risca esses conceitos de administração de empresas, Henry Ford conseguiu acumular uma das maiores fortunas do início do século passado e também produzir mais de 20 milhões de carros até 1930, contribuindo para que o automóvel se tornasse um dos símbolos do mundo Ocidental. A Superação do Fordismo por novas Teorias de Administração de Empresas O auge do modelo do Fordismo se deu nas décadas de 1950 e 1960, nesta época diversas outras indústrias copiaram este modelo. A própria General Motors e a Volkswagen, concorrentes da Ford, cresceram aplicando os conceitos do Fordismo. No entanto, a rigidez e a lógica do modelo Fordista que eram o seu ponto forte, foram também o motivo da sua decadência: os consumidores já não se contentavam mais com a rigidez dos modelos padronizados dos modelos de carros Ford. Em 1970, a General Motors assume a liderança do mercado de carros fabricando automóveis mais chamativos, coloridos e variados. A GM também começou a aplicar novos conceitos de administração de empresas tais como a descentralização o que diminuiu o burocracia e os custos. Nesta época o Fordismo com a sua produção industrial simples e massificada passam a ser substituidos pela produção industrial enxuta e administração de empresas baseadas na eficiencia. Apesar do Fordismo ser a base de grande parte das teorias de administração de empresas modernas, o Fordismo em sua forma original já não é aplicado nas empresas dos dias de hoje. Toyotismo O que é o Toyotismo, características, sistema de produção, origem no Japão, economia toyotismo Taiichi Ohno: criador do Toyotismo O que é Toyotismo é um sistema de organização voltado para a produção de mercadorias. Criado no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno, o sistema foi aplicado na fábrica da Toyota (origem do nome do sistema). O Toyotismo espalhou-se a partir da década de 1960 por várias regiões do mundo e até hoje é aplicado em muitas empresas. Principais características do Toyotismo: - Mão-de-obra multifuncional e bem qualificada. Os trabalhadores são educados, treinados e qualificados para conhecer todos os processos de produção, podendo atuar em várias áreas do sistema produtivo da empresa. - Sistema flexível de mecanização, voltado para a produção somente do necessário, evitando ao máximo o excedente. A produção deve ser ajustada a demanda do mercado. - Uso de controle visual em todas as etapas de produção como forma de acompanhar e controlar o processo produtivo. - Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas de produção. Além da alta qualidade dos produtos, busca-se evitar ao máximo o desperdício de matérias-primas e tempo. - Aplicação do sistema Just in Time, ou seja, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária. - Uso de pesquisas de mercado para adaptar os produtos às exigências dos clientes. 

TERCEIRIZAÇÃO 

Diante da necessidade de transformações nos meios produtivos, a fim de economizar e aproveitar melhor os recursos, visando o aumento da competitividade nas organizações, é que surgem estratégias de gestão, como a terceirização, implementadas nas mais diversas partes do mundo e setores da economia. A terceirização está, hoje, inserida nos conceitos da administração, dados que as empresas passaram a buscar alternativas de sobrevivência, um processo de busca na redução de despesas, especialmente de mão–de-obra, onde é possível a substituição pela de terceiros. Para algumas empresas, erroneamente, mão-de-obra é sinônimo de custos, o que quer dizer despesas, dá-se a lógica: reduzir o efetivo e tudo mais que a ele estiver agregado que é uma das principais razões que levam a empresa a reduzir custos. Para aperfeiçoarem-se, as empresas devem planejar suas atividades constantes. A terceirização é cada vez mais uma realidade nas empresas brasileiras, e também deve ser vista como uma ferramenta gerencial. Para a empresa analisada o processo de terceirização foi vantajoso por reduziu significativamente os custos com mão-de-obra devido a diminuição dos encargos sociais, necessidade de equipamento individual e ou coletiva para realizar a operação e a elevada especificidade das atividades. Causas do Desemprego As principais causas do desemprego no Brasil e no Mundo, plenoemprego Desemprego: uma difícil situação enfrentada por muitos trabalhadores O que é O desemprego ocorre quando um trabalhador é demitido ou entra no mercado de trabalho (está a procura de emprego) e não consegue uma vaga de trabalho. É uma situação difícil para o trabalhador, pois gera problemas financeiros e, em muitos casos, problemas psicológicos (depressão, ansiedade, etc.) no trabalhador e em sua família. Principais causas do desemprego - Baixa qualificação do trabalhador: muitas vezes há emprego para a vaga que o trabalhador está procurando, porém o mesmo não possui formação adequada para exercer aquela função; - Substituição de mão de obra por máquinas: nas últimas décadas, muitas vagas de empregos foram fechadas, pois muitas indústrias passaram a usar máquinas na linha de produção. No setor bancário, por exemplo, o uso de caixas eletrônicos e desenvolvimento do sistema bankline também gerou o fechamento de milhares de vagas; - Crise econômica: quando um país passa por uma crise econômica, o consumo de bens e serviços tende a diminuir. Muitas empresas demitem funcionários como forma de diminuir custos para enfrentar a crise. - Custo elevado (impostos e outros encargos) para as empresas contratarem com carteira assinada: este caso é típico do Brasil, pois os custos de contratação de empregados são muito elevados. Muitas empresas optam por aumentar as horas extras de seus funcionários a contratar mais mão de obra ; - Fatores Climáticos: chuvas em excesso, secas prolongadas, geadas e outros fatores climáticos podem gerar grandes perdas financeiras no campo. Muitos empresários do setor agrícola costumam demitir trabalhadores rurais para enfrentarem situações deste tipo. Como sugestão para melhoria da terceirização escolher fornecedores melhor qualificados, avaliar a capacidade técnica da empresa contratada, o custo dos serviços realizados por terceiros e coletar referências com outras construtoras sobre as empresas de terceirização. A terceirização é cada vez mais uma realidade nas empresas brasileiras, e também deve ser vista como uma ferramenta gerencial. 

TRABALHO INFANTIL 

 O que é trabalho infantil? No Brasil, é qualquer trabalho exercido por criança e adolescente com menos de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, e é proibido por lei. Os programas de aprendizagem, cujo objetivo é facilitar a formação técnico-profissional de adolescentes a partir dos 14 anos, devem atender a uma série de condições específicas, de modo a garantir que esse trabalho não prejudique o cotidiano e a vida escolar do jovem, entre outros. Para saber mais sobre essa condição, clique aqui. Onde ele costuma ocorrer? Hoje, no Brasil, a exploração do trabalho infantil está presente em diversos ambientes, tanto privados como públicos. Em toda a América Latina, segundo a OIT, uma de cada dez crianças e adolescentes está em situação de trabalho infantil, em suas mais diversas formas. Ou seja, ele pode estar na casa das pessoas, no restaurante do bairro, na esquina daquela avenida... Há ainda aqueles cuja prática é menos recriminada socialmente, como o trabalho rural e o doméstico, e até aqueles relacionados a atividades ilegais, com a exploração sexual e o tráfico de drogas. Por que ainda há autorizações para o trabalho de adolescentes com menos de 16 anos? Apesar da legislação nacional deixar essa proibição bem clara, alguns juízes da infância ainda autorizam a prática, com base no argumento de que o adolescente que trabalha pode ajudar a família a ter condições de garantir seu próprio sustento. Mas, se a família não consegue atender às necessidades de suas crianças e adolescentes, o Estado e até a própria sociedade devem intervir para fazer com que esses direitos sejam garantidos. Ou seja, não deve ser responsabilidade da própria criança ou adolescente trabalhar para se sustentar. Fazer uma criança ajudar nos afazeres domésticos é promover o trabalho infantil? Quando essa criança não consegue realizar as demais atividades importantes de seu dia-a-dia – como ir à escola, brincar, participar de atividades culturais – por conta do excesso de afazeres domésticos, ou se há exploração comercial, essa situação se caracteriza sim como trabalho infantil. Isso é ainda mais comum quando uma criança de uma família sem condições financeiras de garantir seu sustento é convidada a morar com uma família mais favorecida em troca da ajuda com esses serviços. É o chamado trabalho infantil doméstico, e os hábitos culturais de nossa sociedade acabam por até incentivar a prática. E comprar balas de uma criança no farol, é promover o trabalho infantil? Sim, e essa é uma das piores formas da prática. E, pois esse trabalho informal urbano é um dos mais complicados de combater devido à ausência de rotinas de fiscalização. E os atores-mirins? Isso não é trabalho infantil? A regra também é a proibição. A lei prevê exceções, no entanto, que podem existir desde que haja autorização expressa e individual de um juiz da infância, que deve analisar cada caso e o desenvolvimento de cada criança. 

TRABALHO ESCRAVO 

Antonio Carlos Olivieri* Divulgação/OIT 

Criança exercendo trabalho escravo em colheita A origem da escravidão ou do trabalho compulsório se perde nos tempos, aproximando-se das origens da própria civilização humana. Segundo o antropólogo Gordon Childe, em um determinado momento da pré-história, os homens perceberam que os prisioneiros de guerra - normalmente sacrificados em cultos religiosos - poderiam ser usados para o trabalho ou "domesticados" como os animais. Nas civilizações da Antigüidade - Egito, Babilônia, Grécia, Roma... - a escravidão era uma prática constante. Somente na Idade Média, com a reestruturação da sociedade européia de acordo com a ordem feudal, a escravidão foi substituída pela servidão, uma forma mais branda, por assim dizer, do trabalho compulsório. Grandes navegações Em termos mundiais, a escravidão ressurgiu com o mercantilismo ou capitalismo comercial, concomitantemente à época das grandes navegações. O uso da mão-de-obra escrava - em especial do negro africano - desenvolveu-se nas colônias de além mar de países como Espanha, Portugal, Holanda, França e Inglaterra. Colonos endividados Os imigrantes europeus e orientais que para cá vieram no fim do século 19 substituir a mão de obra escrava, recebiam um tratamento que se poderia considerar semelhante à escravidão. Na década de 1890, por exemplo, denunciavam-se em embaixadas estrangeiras as condições de vida a que eram submetidos os imigrantes europeus. Eram obrigados a comprar dos fazendeiros para quem trabalhavam as roupas que usavam, as ferramentas para o trabalho, sua própria alimentação, de modo que ao fim do mês em vez de um salário, recebiam uma lista de dívidas que haviam contraído, o que os obrigava a continuar trabalhando para os mesmos patrões. Pior: a situação descrita no parágrafo anterior continua a existir no exato momento em que estas linhas são escritas e que você lê esse texto. Desde de a década de 1970 existem denúncias de que o trabalho escravo - apesar de constituir um crime - continua praticado no Brasil. O método empregado é o mesmo que se usava com os imigrantes, ou seja, forçar o trabalhador a endividar-se, de modo que ele seja forçado a trabalhar para pagar sua dívida. Para evitar fugas, capangas armados são espalhados nas fazendas, atuando como "neofeitores" ou capitães do mato. Salvador e São Paulo Em 2002, o Ministério do Trabalho libertou 2.306 trabalhadores escravos nas áreas rurais do país. Em 2004, foram libertados 4.932. Em geral, os Estados onde o uso do trabalho análogo à escravidão é mais freqüente são Tocantins, Pará, Rondônia, Maranhão, Mato Grosso e Bahia. Neste último Estado, em fevereiro de 2004, a polícia libertou 40 trabalhadores em regime compulsório na cidade de Catu, a 80 quilômetros da capital, Salvador. Mas ninguém pense que a escravidão no Brasil de hoje se restringe às regiões rurais. Em 21 de agosto de 2004 o Ministério do Trabalho pegou em flagrante o uso de trabalho escravo numa confecção do Bom Retiro, um bairro na região central da capital paulista. Tratava-se de imigrantes ilegais - paraguaios, bolivianos e peruanos - submetidos a uma jornada de mais de 16 horas de trabalho, em condições degradantes e monitorados pelos donos da empresa por circuitos fechados de TV. 12,3 milhões de escravos no mundo Também não se pense que o trabalho escravo ou semi-escravo continua a existir exclusivamente no Brasil. A prática se mantém em diversos países da África e da Ásia (especialmente na China), mas é de se supor que o trabalho em condições precárias e de grande exploração esteja presente em todos os países ricos onde é grande o fluxo de imigrantes, como os Estados Unidos e a União Européia. Um estudo publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas, em maio de 2005, indica que existem cerca de 12,3 milhões de escravos no mundo todo, dos quais entre 40% e 50% são crianças. Evidentemente, a escravidão ou o trabalho em condições semelhantes a ela é hoje um crime grave e aqueles que os praticam estão submetidos a penas legais, pagando multas, perdendo seus empreendimentos e, eventualmente, indo parar na prisão. Ainda assim, não deixa de ser assustador o fato de um fenômeno tenebroso como a escravidão atingir o século 21, acompanhando os quase 12 mil anos de existência do homo sapiens no planeta Terra. 

 TRABALHO INFORMAL AS DEFINIÇÕES DE TRABALHO INFORMAL 

 Há uma grande confusão em torno do significado do trabalho informal. Isso não se deve a pelejas metodológicas entre pesquisadores. Na verdade, a própria natureza do trabalho informal é complexa, englobando diferentes categorias de trabalhadores com inserções ocupacionais bastante particulares. Entretanto, há duas formas básicas de se definir o trabalho informal. De um lado, há aqueles que definem o trabalho informal como aquele cujas atividades produtivas são executadas à margem da lei, especialmente da legislação trabalhista vigente em um determinado país. Aqui estariam os trabalhadores conta-própria, grande parte dos quais não contribui à previdência, os trabalhadores sem carteira assinada e os não-remunerados. Este ponto devista compreende o trabalho informal a partir da precariedade da ocupação. De outro lado, pode-se definir o trabalho informal como aquele vinculado a estabelecimentos de natureza não tipicamente capitalista. Estes estabelecimentos se distinguiriam pelos baixos níveis de produtividade e pela pouca diferenciação entre capital e trabalho. O núcleo básico seria formado pelos trabalhadores por conta própria, mas também pelos empregadores e empregados de pequenas firmas com baixos níveis de produtividade. De acordo com este enfoque, o trabalho informal não é definido pelo respeito ou não ao marco legal mas de acordo com a dinâmica econômica das unidades produtivas. Daí o fato de se caracterizar este setor como desorganizado, não-estruturado etc. O trabalho informal pode tanto indicar uma estratégia de sobrevivência face à perda de uma ocupação formal, como uma opção de vida de alguns segmentos de trabalhadores que preferem desenvolver o seu "próprio negócio". Ou seja, os trabalhadores informais seriam aqueles vinculados ao chamado sistema simples de produção de mercadorias e serviços, onde o assalariamento não é a regra, sendo antes a exceção. Aqui, o empregador também trabalha como empregado, podendo fazer uso de ajudantes não-remunerados (geralmente familiares), no caso dos autônomos, como também contratar empregados com ou sem carteira assinada no caso das microempresas, geralmente com até 5 empregados. Segundo esta segunda perspectiva, a capacidade de geração de renda do trabalho informal é definida pela expansão do setor capitalista da economia, o qual gera demanda por bens e serviços. O trabalho informal pode estar vinculado tanto às cadeias produtivas das empresas capitalistas – por exemplo, uma costureira que produz para uma grande empresa de confecção – ou ao poder de consumo dos trabalhadores formais – por exemplo, uma doceira que faz bolos e doces por encomenda. Daí o fato de se ressaltar o caráter subordinado do setor informal no sistema econômico capitalista. No âmbito deste sistema, não se pode pensar no setor informal como uma solução para o emprego, se não forem elevados os níveis de investimento e de salários do setor dinâmico da economia. A aceitação desta segunda perspectiva faz sentido porque contribui para "limpar o terreno", explicitando os trabalhadores realmente vinculados ao segmento informal, não tipicamente capitalista, e aqueles com ocupações precárias em atividades capitalistas. Este segundo grupo inclui parte significativa dos trabalhadores sem carteira assinada, os quais não seriam informais, mas trabalhadores do setor capitalista cujos empregadores desrespeitam a legislação trabalhista vigente.

EM BREVE EXERCÍCIOS CORRIGIDOS PARA O 6º ANO - REDE ISAAC NEWTON

Ja ja tá no ar moçada!!!!

quinta-feira, junho 28, 2012

Entenda o Vestibular da UNB!!!

A UnB

A UnB (Universidade de Brasília) é uma instituição federal, inaugurada em 1962 e está sempre classificada entre as melhores do país.
Mais informações

O Vestibular

O vestibular da UnB é realizado duas vezes por ano, em junho e janeiro, e é aplicado em apenas uma fase divida em dois dias consecutivos: um sábado e um domingo.
No sábado são aplicadas três provas:
  • Redação
  • Língua Estrangeira (LE) - [Inglês, Francês ou Espanhol]
  • Linguagens Códigos e Ciências Sociais (LCCS) - [História, Geografia e Português]
No domingo é aplicada uma única prova:
  • Ciências da Natureza e Matemática (CNM)- [Matemática, Física, Química e Biologia]
As questões não são separadas por matérias.

Redação

A prova de Redação tem caráter eliminatório. Caso o candidato seja classificado dentro do número de vagas para seu curso sua redação é corrigida. A redação é avaliada em uma escala de 0 a 10. O candidato deve obter uma nota mínima de 3,0 para conquistar a vaga. No entanto a nota obtida na redação não serve para efeito de classificação do candidato.
As outras 3 provas são objetivas e podem apresentar questões tipo A e tipo B.

Tipo de Questões

  • Tipo A

    Questões tipo A são itens que devem ser julgados em Certo ou Errado. O valor de cada item do tipo A é +1 ponto, caso a marcação concorde com o gabarito oficial definitivo ou -1 ponto caso divirja.
  • Tipo B

    Questões do tipo B são questões que apresentam um valor de 000 a 999. Geralmente questões tipo B só aparecem na prova de CNM. Caso a sua marcação concorde com o gabarito oficial será atribuído +2 pontos, caso não concorde ou a questão seja deixada em branco você não perde.
OBS: Se você errar questão tipo A, perde 1 ponto. Se errar tipo B não perde nada.

Questões anuladas

Freqüentemente alguns itens do vestibular apresentam algum tipo de problema e o CESPE decide por anulá-los no gabarito oficial. Para um item que o CESPE julgue como nulo, todos os candidatos ganham a pontuação equivalente a esse item, não importando o que o candidato tenha marcado em sua folha de resposta.

Escore Bruto

Escore Bruto para cada uma das 3 provas objetivas (LE, LCCS e CNM), é a soma do valor (-1, 0, 1 ou 2) obtido em todas as questões da prova de acordo com a marcação do candidato, marcação do gabarito oficial e tipo da questão.
É considerado desclassificado o candidato que obtiver escore bruto igual ou inferior a 0 em uma das provas objetivas (LE, LCCS e CNM). E um escore bruto total (soma dos três escores) inferior a 60.
Exemplo:
Alice em um determinado vestibular, corrigindo sua prova de língua estrangeira (com relação ao gabarito oficial definitivo) acertou 19 itens, errou 3 e deixou 8 em branco. Ela obteve então um escore bruto de 16.

Provas Objetivas:

  • Primeiro dia (Sábado):

    • LE pode ser feita nas línguas: Inglês, Francês ou Espanhol, sendo que o candidato faz a opção de língua durante a inscrição para o vestibular. A prova de LE é composta de 30 itens, geralmente todos do tipo A. A UnB costuma apresentar textos e as questões terem foco na interpretação correta do texto.
    • LCCS reúne de forma interdisciplinar questões envolvendo as matérias de Português, Literatura, História e Geografia. Não é divulgada lista de livros de literatura para ler. A prova é constituída de 120 questões, geralmente todas do tipo A.
  • Segundo dia (Domingo)

    • CNM Essa prova reúne de forma interdisciplinar questões envolvendo as matérias de Matemática, Física, Química e Biologia. É constituída de 150 questões, em que a grande maioria é do tipo A e algumas são do tipo B.

Cálculo do Argumento Final

Para somar a nota das diferentes provas, o sistema da UnB opta por normalizar os dados antes da soma. Além disso as provas de LE, LCCS e CNM (Ciências da Natureza e Matemática) apresentam pesos diferentes na nota final, de acordo com o curso.
Para cada uma das provas objetivas o CESPE calcula a média e o desvio padrão da nota de todos os candidatos não desclassificados. Esse cálculo de médias e desvios é feito a cada vestibular e varia de semestre para semestre.

Pesos

Para os cursos de Ciências Exatas e Saúde os pesos são: 1 para LE, 4 para LCCS e 8 para CNM.
Para os cursos de Ciências Humanas os pesos são: 2 para LE, 6 para LCCS e 5 para CNM.

Argumento

Para cada prova, o argumento é seu escore bruto subtraído da média geral, o valor obtido dividido pelo desvio padrão. Tudo isso vezes 10, vezes o peso.
Exemplo:
Exemplo: Nossa amiga Alice obteve 16 em língua estrangeira e sua opção foi Inglês. Como seu curso é na área de humanidades o peso é 2 para língua estrangeira. Em seu vestibular, na prova de Inglês, 12.85 foi a média e 6.71 o desvio. Calculando o argumento:
Repare que se ela tivesse tirado uma nota inferior a média, obteria um argumento negativo para essa prova.

Argumento final

O argumento final é obtido somando-se o argumento de cada uma das provas. Para facilitar o processo de calculo do argumento pelo estudante, foi criado a CARGA (calculadora de argumento) disponível em www.vestunb.com.
OBS: Todas as operações são realizadas utilizando apenas duas casas decimais.

Sistema de Classificação – Universal, Cotas e Redação

Já tendo o argumento final, é corrigida a redação dos candidatos que tem chance de serem selecionados para o sistema que estão concorrendo. Os candidatos que obtém nota superior a 3,0 são considerados aptos e são classificados segundo seu argumento.

Classificação para o Sistema de Cotas

Primeiro é feita a Classificação para o Sistema de Cotas. Os primeiros colocados até o limite equivalente ao número de vagas destinadas a esse sistema são selecionados. Os não selecionados são incluídos no sistema Universal.

Classificação para o Sistema Universal

Os candidatos que se inscreveram para o sistema universal e os não selecionados pelo sistema de cotas são classificados e os primeiros colocados até o número limite equivalente ao número de vagas destinadas a esse sistema são selecionados.
Primeira Chamada e Chamadas subseqüentes
Todos os candidatos até então selecionados são chamados em primeira chamada. As vagas não ocupadas são destinadas às chamadas subseqüentes. Existem complicações quanto à decisão de se chamar um candidato do sistema de cotas ou universal nas chamadas seguintes. Os critérios são bem detalhados no guia do vestibulando, disponível no site do CESPE. Guia do vestibuland.

Fonte: Mundo do Vestibular

terça-feira, junho 26, 2012

Roda Viva - Muniz Sodré - 25/06/2012 - PRA QUEM FAZ, ESTUDA OU GOSTA DE EDUCAÇÃO!!! EXCELENTE PROGRAMA!!!

Câmara aprova Plano Nacional de Educação com destinação de 10% do PIB

Proposta foi aprovada por unanimidade; esse era o ponto mais polêmico do plano

Após 18 meses de tramitação, a Câmara aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE). A proposta, aprovada por unanimidade, inclui uma meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, a ser alcançado no prazo de dez anos.

Esse era o ponto mais polêmico do projeto, após muitas negociações o relator apresentou um índice de 8% do PIB, acordado com o governo. Mas parlamentares ligados à educação e movimentos sociais pressionavam pelo patamar de 10%.

O relator da matéria, Ângelo Vanhoni (PT-PR), acatou um destaque do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) que aumentava o patamar de 8% do PIB proposto pelo governo para 10%. Conforme o texto aprovado, a determinação é que se amplie os recursos para educação dos atuais 5,1% do PIB para 7%, no prazo de cinco anos, até atingir os 10% ao fim de vigência do plano. A proposta agora segue para o Senado.

O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. Além do aumento no investimento em educação pública, o plano prevê a ampliação das vagas em creches, a equiparação da remuneração dos professores com a de outros profissionais com formação superior, a erradicação do analfabetismo e a oferta do ensino em tempo integral em pelo menos 50% das escolas públicas. Todos esses objetivos deverão ser alcançados no prazo de dez anos a partir da sanção presidencial.

A conclusão da votação do PNE, adiada diversas vezes, se deu em parte pela pressão dos estudantes que lotaram o plenário da comissão. Uma caravana da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), com cerca de 200 alunos dos ensinos médio e superior, permaneceram na comissão durante toda a reunião pedindo a aprovação do projeto.

“Nós soubemos que havia uma tentativa de adiar essa votação para depois das eleições, então nos entendemos que era fundamental ocupar o plenário para constranger e impedir que isso fosse feito”, explicou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

Vanhoni disse que foi uma negociação difícil com o governo ao longo de toda a tramitação do plano, principalmente com a área econômica. A primeira versão apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) previa um índice de investimento de 7% do PIB que posteriormente foi revisto para 7,5% até ser elevado para 8% na semana passada.

“Quando recebi essa tarefa [de ser relator do PNE] pensei que não estivesse a altura, mas procurei conhecer profundamente todos os problemas da educação. Persegui construir um plano que pensasse desde o nascimento da criança até a formação dos doutores. Um PNE que não deixasse nenhuma criança fora da escola, mas que fosse uma escola diferente que pudesse cumprir um papel social de transformar as pessoas. O governo mandou um texto que não correspondia, na nossa visão, às necessidades do nosso país”, disse o deputado.

A bandeira dos 10% do PIB para área é causa antiga dos movimentos da área e foi comemorado por estudantes e outros movimentos que acompanharam a votação. “Para nós os 10% [do PIB para a educação] é o piso para que o Brasil tome a decisão de concentrar investimento em educação. Vem uma década chave aí pela frente de oportunidades para o país com Copa do Mundo, Olimpíadas, pré-sal”, disse o presidente da UNE.

A aprovação também foi comemorada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, entidade que congrega vários movimentos da área e sempre defendeu que a proposta de 8% do PIB apresentada pelo governo era insuficiente. “A diferença entre os 8% e os 10% está basicamente no padrão de qualidade. É possível expandir as matrículas com 8% do PIB, a diferença está na qualidade do ensino que será oferecida que não fica garantida com o patamar defendido anteriormente”, comparou o coordenador-geral da entidade, Daniel Cara.

Super Size Me - A Dieta do Palhaço ( Legendado) - Enviado por Mateus Adriano!!!

terça-feira, junho 19, 2012

Faroeste Caboclo - Revelação, AR21 e AfroReggae (completo)

Uma versão diferente para o "nosso" (candango) Faroeste Caboclo.... dêem a sua opinião para esta versão!!!!

segunda-feira, junho 18, 2012

Dica de Palestra!!! Para profissionais de Educação Física e Futuros Atletas!!!

7ª SÉRIE - REDE ISAAC NEWTON - FÁBRICA DE LOUCURAS

Filme sobre a invasão japonesa à Indústria Americana!!!

3º ANO - REDE ISAAC NEWTON - TRATADO DE UTRECHT

1713 - TRATADO DE UTRECHT

http://www.efecade.com.br/images/textos/TRATADO%20DE%20UTRECHT%201.jpgO Tratado de Utrecht, ou Paz de Utrecht, foi concluído em 1713 por meio de diversos acordos separados firmados entre a França, de um lado, e Grã-Bretanha, Holanda,  Prússia, Sabóia  e Portugal, de outro, países interessados em dar fim à Guerra da Sucessão Espanhola, conflito que durou de 1702 e 1714.

Na época a Prússia era um Estado do norte e da região central da Alemanha atual, tendo Berlim como capital. Com relação a Sabóia, região histórica situada no sudeste da França e noroeste da Itália, e que se tornou independente a partir do século 11, acabou sendo cedida à França em 1860. O Tratado de Utrecht foi complementado pelos Tratados de Rastatt e Baden, aceitos pelo imperador Carlos VI, da Áustria. .

O de Rastatt, datado de 06 de março de 1714, foi o primeiro redigido em francês ao invés de latim. Assinado pelo Príncipe Eugênio, representando a Áustria, e o duque de Villars fazendo o mesmo pela França, esse documento não só colocava ponto final na Guerra da Sucessão Espanhola, mas também reconhecia a autoridade da Áustria sobre o Ducado de Milão, a Sardenha e os Países Baixos. Por sua vez, o Tratado de Baden, assinado em 07 de setembro de 1714, encerrou as hostilidades formais entre a França e o Sacro Império Romano, existentes desde o início da Guerra da Sucessão Espanhola.

Em virtude do Tratado de Utrecht, Filipe 5º, de Bourbon, foi confirmado como rei da Espanha, o que condizia com o desejo inglês de que as coroas espanhola e francesa nunca se unissem. Por outro lado, a França aceitou a legitimidade da ascensão de um soberano protestante ao trono inglês, e a Prússia foi reconhecida como reino.

http://www.efecade.com.br/images/textos/TRATADO%20DE%20UTRECHT%202.jpgA Inglaterra, maior beneficiada por esse acordo, recebeu a Terra Nova, Nova Escócia e outras áreas na América do Norte, cedidas pela França, além de Gibraltar e Minorca, entregues pela Espanha, ficando, ainda, com o direito de enviar escravos africanos para a América Espanhola. Desse modo, fortalecia-se como grande potência marítima à custa, sobretudo, da França, e obtinha importantes vantagens econômicas.

O domínio sobre Holanda Espanhola, Sardenha, Milão e Nápoles foi cedido à Áustria. A Sabóia recebeu a Sicília, da Espanha.

A Prússia obteve Neuchâte, muitas vezes mencionada historicamente pelo nome alemão Neuemburg, mantendo sua posse até 1848 (atualmente ela pertence à Suíça); e também parte de  Gelderland, atualmente a maior província da Holanda, localizada na parte central oriental do país, cuja área data, historicamente dos tempos do Sacro Império Romano. Mas renunciou em favor dos franceses suas pretensões sobre o Orange, no sul da moderna França, um principado constituído em 1163, com área de aproximadamente 12 quilômetros de extensão por 9 km de largura, ou 108 quilômetros quadrados.

Quanto a Portugal, conseguiu o reconhecimento do seu direito de posse de ambas as margens do rio Amazonas, no Brasil, bem como diversas limitações da expansão francesa sobre território brasileiro, a partir da Guiana.

Utrechet, a menor província da Holanda, está situada na região central daquele país. Originada de um acampamento do exército romano, é a menor província holandesa, apresentando um território quase totalmente plano, banhado por alguns braços do rio Reno.

domingo, junho 17, 2012

Festa Junina - Rede Isaac Newton - Art by PB Vibe Creations


Art by: PB VIBE CREATIONS

Rede Isaac Newton!!! Parte da Equipe de Humanas no Vestibular da UNB!!!

MÚSICA DO MÊS - Gabriel o Pensador - Linhas Tortas (Clipe Oficial)



Meus grandes parceiros de sala de aula... PROFESSORES E ALUNOS.

Sempre tive uma relação íntima com a produção de texto. Acredito que escrever é a maneira mais profunda, às vezes solitária e, singularmente necessária de SER, apenas SER, ou talvez ESTAR. Faz-nos ENXERGAR, CRER e principalmente ENTENDER. SER quando duvidam de você. ESTAR onde não é possível VER, e ENXERGAR o que de fato posso SER.

Numa intrínseca roda gigante e turva, o ato de escrever clarividência sentimentos, elucida anseios e transforma, pois escrever é o ato de reler uma ideia por diversas vezes, fato que te ensina, que te recria, faz do homem um SER transcendental e espetacular, pois te transforma a cada letra, é o poder da cura para os momentos tristes, e pode ser uma bela arma nos momentos de revolta.

Ao ouvir esta música de um Gabriel, que me parecia menos “O Pensador” do que há alguns anos, tive a notória sensação de que o mundo é feito por escritas que labutam os desejos da alma. Da alma de um pensador, de um estudante, de uma criança, da SUA ALMA. 

Talvez por isso exija tanto dos meus alunos a escrita. Pois, prevejo pros que escrevem caminhos em que a imaginação transfigura problemas, dissipa tropeções e desequilíbrios e nos transforma em seres mais fortes.

Não tenha qualquer embaraço de historiar, registrar, em pequenas ou grandes linhas, a sua vida, o que você aprende, o que você É. Simplesmente escreva. Sem se importar com a rebusques, que às vezes é necessária, mas não pode impelir as palavras.

Escrever pode ser a oportunidade de SER, mesmo quando as barreiras do universo conspiram contra. É a oportunidade de sonhar... é a oportunidade de VIVER. 

Flávio Bueno

Sons que inspiram!!! Europe - Live From The Dark

7º ANO - REDE ISAAC NEWTON - barão de mauá - o imperador e o rei (1999) drama histórico 1813-1889) ci...

Texto sobre Trabalho Infantil - Iasmin de Noronha - 8º C

O Trabalho Infantil

“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar á criança, ao adolescente e ao
jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação,
ao lazer, à profissionalização, à cultura, á dignidade, ao respeito, à liberdade e a
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de
negligência, descriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Art. 227.
(Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010).

O direito a vida é visível, mas sobre severas condições. Que a criança pare de brincar
e estudar e vá trabalhar. Uma criança que perde sua infância acaba pulando uma fase
importante de sua vida.

Arriscam-se em meio a sinais de trânsito, vítimas à atropelamentos e palavrões. A
real culpa está dividida entre: os pais que não criam bem os filhos e o estado que não
fornece condições para que a família crie a criança.

Se o Brasil fosse um país bem governado, as escolas públicas seriam de ótima qualidade
e o salário dos professores seria equivalente ao real trabalho deles, preparar o futuro do
país. Assim não ocorreriam tantos protestos e as crianças não ficariam sem aula, tendo
de aumentar suas jornadas de “trabalho” (sofrimento). Principalmente as que estão no
Ensino Médio e precisam se preparar para o PAS, Vestibular e o ENEM, que quando
perdem aula, ficam em desvantagem em relação aos estudantes de escolas particulares.

Os pais tem vários filhos tendo como ideia que, quanto mais pessoas dentro de casa,
maior será a mão de obra, lucro. Assim, crianças são submetidas ao trabalho, onde são
expostas ao uso de drogas, bebidas alcoólicas, prostituição, roubos etc.

Essa realidade não passa na mente da alta burguesia, muito menos dos governadores.
Vivem falando em diminuir a pobreza, aumentar as cestas básicas, mas nunca falaram
em aumentar o salário dos professores, que são os profissionais mais importantes pois,
são eles que preparam o futuro do país. As crianças.

Iasmin de Noronha

8ºC Sigma

quinta-feira, junho 14, 2012

O Índice Big Mac

A cadeia estadunidense de alimentação McDonalds constitui uma empresa transnacional que opera em diversos países ao longo do Planeta. Suas políticas corporativas estão fortemente vinculadas à adoção de processos produtivos e distributivos dos alimentos fabricados mundialmente de forma muito homogênea. Com base em diversos estudos, foi desenvolvido, na década de 1980, o Índice Big Mac, calculado pela prestigiosa revista The Economist.
   Contudo, esse indicador não foi feito para revelar se o preço do sanduíche está barato ou caro, mas sim para que se entendam os processos de valorização e desvalorização das moedas no mundo, utilizando o dólar como referência. Como os ingredientes são muito semelhantes, bem como toda a cadeia de produção e circulação, conforme foi dito anteriormente, as diferenças de preço estão associadas à sobrevalorização ou subvalorização das moedas. O Índice Big Mac leva em consideração o PPC (Paridade do Poder de Compra) das populações, ou seja, o poder aquisitivo da população de determinado país, ajustado pela realidade socioeconômica de sua nação.
   O resultado dos dados de 2011 - reformulados em relação às metodologias anteriores - pode nos induzir ao erro. Veja só: o Big Mac na China é 44% mais barato do que nos Estados Unidos. Assim, o iuane (moeda da China) estaria 44% subvalorizado em relação ao dólar. Era assim que o índice era calculado anteriormente. Porém, sabemos que em diversos países em desenvolvimento, devido aos custos das matérias-primas e da mão de obra e ao poder aquisitivo da população, o valor do lanche realmente deveria ser mais barato. Assim, essa correção é feita, atualmente, utilizando na equação o PIB per capita. Esse indicador representa quanto foi produzido em um país, em dólar, ao longo do ano, dividido pelo total de habitantes. Dessa forma, sabemos quanto cada habitante “gerou”, em média, de renda para seu país.
Valor médio do Big Mac, em Dólar
Valor médio do Big Mac, em Dólar
   Portanto, o cálculo do ajuste do valor do Big Mac na nação considerada em relação ao seu PIB per capita nos dá uma noção da valorização das moedas. Converte-se o preço do lanche na moeda de origem para o dólar e relaciona-se o resultado com o PIB per capita do país, também convertido em dólar. Valores muito altos significam que, nessa equação, a moeda local pode estar supervalorizada - ou subvalorizada.
Sub e sobrevalorização das moedas em relação ao Dólar
Sub e sobrevalorização das moedas em relação ao Dólar
   Complicado, não é? Bem, deixemos essas contas para os economistas. O importante para nós, agora, são os resultados. Os dados de 2011 apontam que o real é a moeda mais valorizada no mundo. O euro, por sua vez, está bem abaixo do valor que deveria ter (para a alegria dos turistas brasileiros que desejam viajar para algumas nações da Europa neste ano), e o iuane chinês está dentro do que se esperava. Algumas pessoas associam esses números às condições reais das economias, afirmando que valores muito acima ou abaixo podem ser resultado de euforias ou preocupações excessivas do mercado internacional. Que tal também pensarmos que pode ser a atual situação econômica do país? É só observar a crise europeia e os elevados investimentos externos que o Brasil tem recebido para, talvez, podermos encontrar algumas respostas para essa equação.

terça-feira, junho 12, 2012

7ª SÉRIE - REDE ISAAC NEWTON - TRABALHO INFANTIL

TRABALHO INFANTIL 1



TRABALHO INFANTIL 2




TRABALHO INFANTIL 3



TRABALHO INFANTIL 4



TRABALHO INFANTIL 5



6º ANO - TEXTO SOBRE Os Principais Domínios Morfobioclimáticos do Mundo


Os Principais Domínios Morfobioclimáticos do Mundo e do Brasil.

As Zonas Polares: O solo, a vegetação e a hidrografia

Não há solos em vastas extensões dessas áreas devido às grossas camadas de gelo. Quando aparecem, são bastante pobres, pois têm uma espessura muito pequena e pouca vida microbiana.
A Vegetação, especialmente na Antártida, é quase inexistente. Apenas nas bordas desse continente e em grandes trechos da Sibéria, do Alasca e da Groelândia, bem como em partes setentrionais da Europa, aparece a Tundra, vegetação rasteira, composta por musgos e liquens
Os rios permanecem congelados a maior parte do tempo, e suas águas correm apenas alguns meses do ano.

Os Desertos: O solo, a vegetação e a hidrografia

Os solos em geral são extremamente foros (rasos) ou inexistentes. A forte evaporação ocasiona a formação de crostas salinas.
A vegetação, devido à escassez das chuvas e à pobreza dos solos, é rara, com plantas xerófitas que possuem enormes raizes, casca grossa e lenhosa, folhas atrofiadas ou estruturas adaptadas à armazenagem de água (cactáceas) Em algumas áreas aparecem plantas de ciclo vital curto, que nascem e morrem na breve estação das chuvas. Apenas nos Oásis pode-se encontrar vegetação mais rica, com numerosas palmeiras, especialmente a tamareira. Os oásis, localizados em áreas onde aflorou a água no subsolo, são verdadeiras ilhas verdes no meio dos desertos.
Os rios, em sua maioria, são temporários , secam durante vários meses, com algumas exceções, como o rio Nilo, que atravessa o Saara, nascem fora dos desertos.
As altas montanhas: possuem feições muito peculiares, diferentes das regiões vizinhas. Elas aparecem em latitudes baixas e médias, mas a altitude lhes confere características climáticas, e, portanto de solo e vegetação, diversas das que teriam por sua posição geográfica.
A vegetação divide-se por andares, nas partes mais baixas ( de 0 a 300 m) podemos encontrar matas e pastos; mais acima (de 300 a 1000 m), florestas de folhas caducas(perdem as folhas no inverno); de mais ou menos 1 000 a 2 400 m, pinheirais; de cerca de 2 400 a 3000 m, campos alpinos, um tipo de vegetação orófila plantas adaptadas ao ambiente de montanha; acima dos 3 000 m, há apenas rochas nuas e gelo eterno.
As regiões Temperadas: A hidrografia, vegetação e solo.
Nessas áreas os rios geralmente congelam no inverno; com a primavera vem o degelo. A vegetação costuma ficar desfolhada no inverno; na primavera as folhas renascem. A vegetação natural: Taiga, em algumas áreas; pradarias ou estepes, em outras; e também a vegetação mediterrânea, com suas oliveiras, castanheiras, cedros, raramente é encontrada em sua forma original.
Os solos mais ricos (tchernozion ) como os mais pobres (podzol) são explorados intensamente, com o emprego freqüente de adubos químicos e às vezes orgânicos, bem como das mais modernas técnicas agropecuárias.

As Areas Tropicais: A hidrografia, vegetação e solo

Os rios da são normalmente caudalosos e nunca congelam ou secam. São rios de regime pluvial, ou seja, dependem basicamente das chuvas.
A vegetação natural é bastante rica e variada: grandes florestas equatoriais, florestas tropicais, savanas ou cerrados, e campos.
Embora existam solos férteis (como os aluvionais, localizam-se geralmente, em várzeas de rios, os de massapê e os de terra roxa), normalmente os solos tropicais são frágeis e requerem um cuidado especial para não empobrecerem de forma intensa. É comum o aparecimento de lateritas ou crostas ferruginosas, devido à lixiviação dos solos e à predominância de ferro, óxido de manganês e alumínio.
A laterização ocorre especialmente em conseqüência da queimada ou derrubada das florestas (que protegiam os solos das chuvas, além de lhe fornecer matéria orgânica) e do estabelecimento de agropecuária extensiva.

segunda-feira, junho 04, 2012

Estados Unidos - Texto para fixação!!!!

A INDUSTRIALIZAÇÃO CLÁSSICA II: OS ESTADOS UNIDOS I

Os Estados Unidos da América são a maior potência industrial e econômica do mundo, e o início da aceleração de seu desenvolvimento industrial deu-se no século XIX. Ao fazer a análise de seu processo de industrialização, é importante compreender a formação territorial do país, base de sua expansão econômica e industrial no século XX.

A formação territorial
Na América do Norte, a ocupação inglesa deu-se principalmente pelo povoamento, e não pela exploração. Um dos motivos foi a falta de uma atividade altamente lucrativa que pudesse gerar uma exploração mais intensa, como foi o caso do ouro na América espanhola e do açúcar no Brasil. Por ter um clima temperado, a possibilidade de produção agrícola na América do Norte era em grande parte de produtos já existentes na Inglaterra. E os custos de produção e transporte eram maiores que na Europa, por isso esses produtos não tinham grande valor comercial. Desse modo, a economia da colônia estava voltada para o mercado interno e caracterizava-se por pequenas e médias propriedades e trabalho livre.
A economia estadunidense só passou a ter maior importância internacionalmente quando as ilhas do Caribe começaram a produzir açúcar, no século XVII, iniciando o comércio triangular, que deu grande impulso às atividades agrícolas e manufatureiras da América do Norte.
Independência e expansão territorial
Após a independência das Treze Colônias inglesas, em 1776, teve início um processo de expansão territorial dos EUA, que foram adquirindo novos territórios até chegar à configuração atual. O território das Treze Colônias era de cerca de 1 milhão de km²; atualmente, o território dos EUA chega a mais de 9 milhões de km².
As Treze Colônias já possuíam, no momento de sua independência, indústrias voltadas para os mercados locais: extrativas (pesca, peles, madeira, ferro), de construção naval e manufatureiras (têxteis e de alimentos).
A expansão territorial iniciada após a independência esteve em grande parte relacionada às características do meio físico do continente e à organização política adotada pela Federação. Criaram-se assim as condições para a unidade territorial, que foi fundamental para a consolidação dos EUA como potência.
Natureza e sociedade na formação territorial
Desde o princípio da colonização, as condições naturais da América do Norte propiciaram a constituição de realidades econômicas diferentes nas colônias do sul e do norte.
A porção norte da planície costeira (entre o oceano Atlântico e os montes Apalaches) era uma faixa estreita, de solo pedregoso e inverno rigoroso, que impossibilitava a agricultura de grandes extensões e a produção de mercadorias que interessassem à Europa. Já a porção sul se estendia por mais de 320 quilômetros continente adentro e apresentava solo fértil e um clima propício para o plantio do fumo e do algodão. Assim, a agricultura se desenvolveu de forma mais acentuada no sul do território norte-americano.
Nas colônias do norte e do centro predominaram a policultura e a pesca. Nessas regiões desenvolveu-se uma indústria pesqueira e de construção naval, o que deu a elas um caráter industrial.
A região mais a oeste, logo depois dos montes Apalaches, foi colonizada pelos franceses, que exerciam as atividades de caçadores e comerciantes de peles, mercadoria muito apreciada na Europa. Houve grande afluxo de imigrantes ingleses para lá, o que provocou sérios confrontos entre a França e a Inglaterra. A superioridade inglesa garantiu sua vitória, em 1763, com a consequente anexação dos territórios que iam dos montes Apalaches até o rio Mississipi, com exceção de Nova Orleans. Grande parte da produção dessas novas terras era escoada pelo rio Mississipi até o porto de Nova Orleans, território francês.
O papel da imigração na formação territorial
Até os anos 1920, 150 anos após a independência, chegaram ao país cerca de 40 milhões de imigrantes europeus. A chegada dessa mão de obra qualificada teve grande importância para a industrialização e a ocupação territorial dos EUA.
Também contribuiu para a formação populacional do país a migração de latinos e africanos, que tomaram a população estadunidense muito diversificada. Os africanos foram, durante muito tempo, escravizados nas fazendas do sul. Somente após a Guerra de Secessão, em 1865, houve a abolição da escravidão, mas o racismo passou a ser uma característica marcante dos antigos estados escravistas.
A venda de terras a baixos preços possibilitou um grande afluxo migratório para o oeste do território norte-americano. Esses migrantes ocuparam territórios que não pertenciam então ao país, como é o caso de grande parte do território mexicano. Uma guerra travada entre o México e os EUA, que durou de 1845 a 1848, levou o primeiro a perder cerca de um terço de seu território (os atuais estados do Texas, Novo México e Califórnia).
Em 1862, foi criado o Homestead Act, que previa a distribuição de terras gratuitamente para estrangeiros que chegassem ao país, o que aumentou mais ainda sua ocupação territorial. É preciso lembrar que grande parte dessa colonização oficial esteve relacionada ao extermínio dos milhões de índios que ocupavam essas regiões, como os sioux, apaches e cheyennes, entre outros. No período anterior à colonização estima-se que existiam mais de 10 milhões de índios na América do Norte; após a formação territorial dos EUA, em 1912, restavam menos de 300 mil.
Saiba mais - A ocupação territorial e as ferrovias
As ferrovias contribuíram muito para a integração dos Estados Unidos. Elas foram construídas com o intuito de transportar as diversas mercadorias para as áreas industriais do país e escoar a produ• ção dessas áreas, passando a ligar todo o território nacional.
Agricultura e industrialização
o setor agrícola tem grande importância nos EUA, pois impulsionou a ocupação territorial e possibilitou a formação de um amplo mercado interno para os produtos industriais.
Uma das diferenças entre a economia agrária dos Estados Unidos e outras economias agrárias é o fato de que nesse país a industrialização pôde contar com a participação das agroindústrias. Também contou com a presença de um amplo setor de serviços, inclusive públicos, como a pesquisa agropecuária e a extensão rural (ensino e demonstração aos agricultores dos novos conhecimentos e técnicas agrícolas), já introduzidas desde o século XIX.
Atualmente, os EUA são uma grande potência agrícola, o maior produtor e exportador mundial de alimentos. A variedade de climas e a extensa área territorial contribuíram para isso. A atividade rural estadunidense caracteriza-se pela presença da produção familiar altamente tecnificada e por grandes propriedades na região de plantio de grãos e criação de gado, no meio-oeste. Também apresenta grande especialização agrícola. Algumas regiões, conhecidas como cinturões (belts), são especializadas em determinada produção.
A agricultura é responsável por cerca de 35% da riqueza gerada no país. Incluem-se aí as indústrias ligadas diretamente à agricultura (equipamentos agrícolas, fertilizantes, defensivos, transformação de produtos agrícolas, etc.) e os agrosserviços (setor de serviços ligados à agricultura). Os principais produtos cultivados são milho, soja, algodão e trigo. Na pecuária, destacam-se as criações de bovinos e suínos, A expansão da agricultura e da pecuária também tem contribuído para o desmatamento no país.
Uma agricultura integrada
Além de a agricultura ser bastante modernizada e estar interligada à indústria e ao setor de serviços, também o capital financeiro atua de forma importante no setor agrícola, já que boa parte dos produtos é comercializada em bolsas de mercadorias, garantindo uma integração nacional da produção.
O sistema farmer (pequenas propriedades que utilizam o trabalho familiar) caracteriza-se pelo uso de tecnologia. Assim, uma família não necessita de muita mão de obra e pode continuar no campo e se sustentar. A utilização de tecnologia e maquinário nessa pequena agricultura torna possível também o desenvolvimento da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas, de grande importância no desenvolvimento econômico norte-americano.
Destaca-se também na agricultura a diversidade de formas de aproveitamento do solo. Podem-se identificar dois grandes modelos agrícolas. O modelo texano é baseado em grandes propriedades que produzem grãos e fibras no meio-oeste, Elas são especializadas na produção de commodities, produtos primários comercializados no mercado mundial. A base dos seus ganhos está na intensificação do aproveitamento do solo e no aprofundamento do ganho de escala (resultante da produção em grandes quantidades).
O modelo californiano tem por base a produção, em pequenas propriedades, de mercadorias diferenciadas, que necessitam de atenção especial. Seu ganho está, portanto, associado às especificidades da produção e não à escala, Em ambos os casos, o uso da tecnologia é fundamental para alcançar maior produtividade e maiores lucros.

As bases da industrialização
Os EUA possuem um parque industrial amplo e diversificado. A atuação de suas empresas industriais, que se encontram entre as maiores do planeta, dá-se em nível mundial. Uma série de fatores contribuiu para a consolidação do país como potência industrial. Um dos principais foi a existência prévia, durante a Revolução Industrial do século XVIII, de manufaturas e pequenas indústrias.
Além disso, é importante ressaltar que as riquezas naturais do país, como carvão e minério de ferro, e a ampla disponibilidade de água favoreceram, em grande medida, a industrialização. Esses recursos foram fundamentais para a criação de uma das siderurgias mais poderosas do mundo. Os rios e o litoral recortado fizeram da navegação uma importante forma de transporte.
A distribuição industrial dos Estados Unidos, sobretudo no nordeste, está bastante ligada à localização dessas riquezas naturais. Destacam-se as indústrias siderúrgicas na Pensilvânia (região com jazidas carboníferas); a indústria automobilística em Detroit, localizada em posição estratégica para a recepção de matérias-primas; e a indústria de equipamentos agrícolas e de material ferroviário em Chicago.
Existem ainda na região nordeste outras indústrias altamente competitivas, que passam por fase de reestruturação. O nordeste é a área industrial mais tradicional dos EUA e abriga grandes cidades, inclusive duas megalópoles (extensa área urbanizada, com a junção de duas ou mais metrópoles): Boston-Washington e Chicago-Pittsburgh.
Nas últimas décadas a descentralização industrial fez emergir outras regiões do país como importantes zonas industriais. Esse é o caso da costa oeste, com destaque para Seatde na indústria aeronáutica e da Califórnia (vale do Silício) na produção de alta tecnologia (microinformática, química fina, robótica, etc.). A Flórida destaca-se pela indústria aeroespacial e por uma ampliação das áreas ligadas à produção tecnológica, os tecnopólos.
Também merece destaque a saída de empresas que, necessitando de muita mão de obra, utilizaram a estratégia de se instalar no norte do México, onde os sindicatos pouco organizados e a mão de obra barata garantem uma redução significativa nos custos de produção. Trata-se das chamadas indústrias maquiladoras. Os EUA são fortes em praticamente todos os setores industriais, mas destacam-se as indústrias automobilística, naval, aeroespacial, química e farmacêutica, além do complexo industrial militar.
Em 2009, porém, o setor automobilístico passou pela maior crise de sua história, sendo necessário o aporte de bilhões de dólares do governo para tentar evitar a falência das mais tradicionais empresas do setor.
A INDUSTRIALIZAÇÃO CLÁSSICA II: OS ESTADOS UNIDOS II

O papel das inovações
A consolidação da indústria norte-americana está relacionada a três fatores fundamentais: o maquinismo, a rede de transportes e o papel do empresário.
Maquinismo é o nome dado à ampla utilização de máquinas na produção. A invenção e a utilização de máquinas estão bastante ligadas à indústria têxtil e à agricultura.
A instalação de uma vasta rede de transportes associada às riquezas minerais possibilitou a acumulação de capital em todo o país e sua aplicação no setor industrial. Ao integrar o país de leste a oeste, ampliou-se o mercado interno e a industrialização, com maior aproveitamento do potencial de cada região.
o papel dos empresários foi também muito importante no processo de industrialização norte-americano. Os grandes empreendedores valeram-se das invenções para aumentar a geração de riquezas. Um dos maiores exemplos é Henry Ford (1863-1947), o criador da produção em massa de automóveis. Alguns empreendedores passaram de pequenos empresários a grandes magnatas - daí a imagem do self-made man (o homem que se faz por si mesmo, que consegue enriquecer pelo esforço próprio). Além disso, as políticas públicas que incentivavam o espírito empreendedor também ofereceram condições para os empresários progredirem.
O maior destaque, no entanto, deve ser dado ao grande incentivo às inovações tecnológicas (inventos ou novos processos). A pesquisa científica aplicada à indústria permitiu constante modernização e crescente eficiência industrial. Os recursos naturais não possuem valor econômico por si sós; dependem das condições tecnológicas para sua exploração econômica. A velocidade da exploração dos recursos naturais deveu-se, em parte, ao crescimento de um sistema de treinamento de engenheiros de minas e técnicos, com papel importante das universidades.
A inovação tecnológica permitiu também que recursos minerais sem valor reconhecido fossem transformados em matérias-primas de alto valor. A bauxita, por exemplo, pode ser convertida em alumínio, metal amplamente utilizado na indústria, pelo processo do fomo a arco elétrico. Também é um bom exemplo o petróleo, que, de recurso de moderada importância na iluminação pública, transformou-se em um dos recursos principais nos transportes e na produção de insumos industriais e tecidos.
Não só as invenções foram importantes no desenvolvimento tecnológico, mas também a aplicação da ciência na organização da produção (o taylorismo), trazendo um aumento da produtividade do trabalho. Com a melhor organização do trabalho, surgiu a produção em massa, voltada para o consumo em massa, que ficou conhecida como fordismo.
No pós-guerra, as inovações tecnológicas, antes ligadas à figura do empresário empreendedor, passaram a ser realizadas pelos centros de pesquisa das grandes corporações, mas ainda ligados às pesquisas nas universidades.
Fordismo, produção em massa e american way of life
A produção em massa, característica do fordismo, permitiu a redução dos preços, favorecida pela concentração financeira dos EUA, e tornou possível o financiamento da produção e do consumo. A sociedade de consumo, base do fordismo, ficou conhecida como american way of life. O fordismo contribuiu para o período de maior crescimento econômico da história do capitalismo, entre 1948 e 1973. Grande parte das características culturais e sociais de nossa sociedade hoje, a sociedade de consumo, está ligada à idéia do "modo americano de viver".

A hegemonia dos Estados Unidos hoje
As corporações
A hegemonia industrial dos EUA atualmente se deve, entre outros fatores, a consolidação de suas empresa por meio das corporações. Já na segunda metade do século XIX, os grandes capitais do sul, associados ao dinamismo do norte, aproveitaram-se da alternativa de investimento no oeste, para onde se deslocavam as ferrovias. Acompanhando a malha ferroviária, as importantes industrias do ferro e depois as do petróleo, transferiram-se para o oeste.
Nesse momento surgiram as primeiras grandes corporações e algumas delas se destacam até hoje – Andrew Carnegie (aço), W. Rockefeller (petróleo), Callis Huntington (ferrovias) e Philip Armour (alimentos).
Também no setor de telecomunicações, muitíssimo beneficiado pela aplicação das inovações tecnológicas, formaram-se grandes corporações. Essa empresa instalou cabos telegráficos transoceânicos que proporcionaram o encurtamento do tempo e do espaço nas transações comerciais, beneficiando o mundo dos negócios.

Hegemonia e o papel do Estado
A consolidação da hegemonia econômica dos EUA está relacionada ao papel desempenhado pelo Estado. Em 1823 foi lançada a Doutrina Monroe, base do expansionismo geopolítico do país, cujo lema era "A América para os americanos", posicionando-se contra o colonialismo europeu.
O Estado norte-americano sempre teve papel central no desenvolvimento de políticas industriais, concedendo incentivos às inovações tecnológicas, favorecendo a proteção do livre mercado e a construção de infra-estruturas de energia e de transporte, lançando mão de políticas protecionistas em setores pouco competitivos e adotando uma política externa favorável aos interesses das grandes empresas estadunidenses.
Foi após a Segunda Guerra Mundial que os EUA se consolidaram como a maior potência militar e econômica do mundo. Três fatores foram fundamentais para isso: a guerra não aconteceu em território norte-americano; o país emprestou grandes somas aos países europeus no decorrer da guerra, transformando-se em importante credor mundial; o complexo industrial militar estadunidense, durante os esforços de guerra, acabou por se transformar em um dos setores mais importantes do país, representando, até hoje, grande parte do PIB nacional.
A partir da segunda guerra mundial, a hegemonia econômica alcançada pelos EUA fez desse pais o maior fornecedor mundial de equipamentos e bens de consumo utilizados na reconstrução da Europa.
Desde a década de 1970, os EUA passaram a ter um déficit comercial crescente, ou seja, passaram a importar mais do que exportar. Para conseguir pagar os produtos comprados, tiveram de atrair grandes somas de capitais por meio de investimento financeiros (em bolsa de valores, investimentos diretos, títulos públicos, etc.)
Os norte-americanos consomem grande parte da produção global. É por isso que a crise que se iniciou em 2008 preocupou toda a economia mundial, pois o transtorno gerado no setor financeiro atingiu também o setor industrial, causando desemprego e diminuição no consumo.
Atualmente, os EUA são o maior produtor e consumidor de energia, possuem o maior parque industrial do globo, uma agricultura forte, grandes reservas dos principais recursos naturais e grandes bancos, que atual mundialmente. Além disso, são a maior potencia bélica do planeta. Esses fatores são fundamentais para tornar o país a maior economia do mundo e manter sua hegemonia.

Saiba mais – Esforço de guerra
Durante a Segunda Guerra Mundial, um grande número de indústrias ajustou sua linha de produção ao propósito de produzir materiais bélicos e suprimentos para o conflito na Europa. Ao terminar a guerra, essas indústrias detinham uma tecnologia importante na produção bélica, que, em muitos casos, levou-as a ter uma nova área de atuação.
Grande parte das inovações tecnológicas que conhecemos hoje teve origem na produção bélica, como o forno de micro-ondas e os computadores.

Europa ama Obama 
A obamania sacode o Velho Continente. Após semanas de crise financeira numa Europa onde decresce o poder aquisitivo e aumenta o espectro da recessão - mais as contínuas imagens televisivas de carnificinas provocadas pelo terrorismo e infindáveis guerras iniciadas por W Bush - finalmente uma noticia fabulosa: Barack Hussein Obama, o candidato democrata, será o novo presidente dos Estados Unidos.
A vitória ao cargo máximo da política, na terra do Tio Sam, de um homem de 47 anos com segundo nome Hussein, filho de pai queniano e muçulmano e mãe americana branca, traz bons presságios. A União Européia, e a maior parte de seus 27 integrantes, recebe Obama de braços abertos por um simples motivo, a política externa unilateral pilotada pelo provinciano W nos últimos oito anos se tomará multilateral.
Neste novo contexto, o Reino Unido continuará, como sempre, sendo o eterno aliado dos EUA. Mas com uma diferença: Obama tem maiores afinidades com o chanceler trabalhista Gordon Brown do que W tinha com Tony Blair, este seu braço direito na invasão do Iraque.
Visto que Berlim e Washington não atravessaram um período róseo sob W. (Berlim quer retirar seu contingente do Iraque), a chanceler alemã, Angela Merkel, anseia pela chegada ao poder de Obama. Já Luis Rodriguez Zapatero, o carismático premier socialista da Espanha, retirou o contingente espanhol do Iraque assim que eleito em 2004. Obama pretende, eventualmente, fazer o mesmo. Os dois certamente terão excelentes relações.
O francês Nicolas Sarkozy também se entende bem com W Dado o excesso de guerras e estragos geopolíticos provocados por W no Oriente Médio, o governo de Sarko se mostrou leal ao amigo americano fazendo ameaças contra o Irã. E fez mais: levou o dossiê Irã para a UE, que agora preside.
Eminências pardas do Élysée garantem que Sarko, de 53 anos, e Obama têm tudo para se tomar aliados: são pragmáticos, da mesma geração, ambos filhos de imigrantes ... Contudo Sarko tem um problema em relação a Obama que poderá ser prejudicial à relação dos dois. A obamania está ofuscando a fama de Sarko, ou melhor, o fenômeno bling-bling. Obama é ainda mais popular na França que no seu próprio pais. [ ... ]
A própria reação do editorialista do conservador Figaro, Paul-Henri du Limbert, deixa transparente que Obama superou, na Europa, até as ainda bem demarcadas divisões ideológicas. Escreveu Du Limbert: "No imediato, à direita como à esquerda, estamos encantados com a história do mestiço da classe média que se tomou presidente dos Estados Unidos".
Du Limbert, ao escrever "no imediato", está coberto de razão. Espera-se muito de Obama: paz entre Israel e os territórios palestinos, negociações com grupos insurgentes como Taleban e Hezbollah, e com países como, entre outros, Paquistão, Siria e Rússia, a ratificação do Protocolo de Kyoto, e, até o final de 2009, a conclusão de um acordo do meio ambiente. Isso sem contar o plano para lidar com a crise financeira e econômica global.
Desilusões não são uma impossibilidade. Os europeus terão de lidar com o indelével protecionismo do mercado americano praticado pelos democratas. Poloneses e outros povos do Leste Europeu, ainda traumatizados pela Guerra Fria, se sentem ameaçados por Moscou. De qualquer forma, a obamania na Europa é sinal de que há luz no fim do túnel.

A INDUSTRIALIZAÇÃO CLÁSSICA II: OS ESTADOS UNIDOS III

A pesquisa científica nos EUA
Embora normalmente vinculados ao ensino, os programas de pesquisa universitária destinados a atender as necessidades do setor produtivo local passaram a ter vida própria e se tornaram institucionalizados. A universidade de Oklahoma vem se destacando há muito tempo por suas pesquisas no campo do petróleo, enquanto as universidades de Illinois e Purdue trabalham em tecnologias de ferrovias, abrangendo desde projetos de caldeiras de locomotivas até sua manutenção e reparo. [ ... ]
A tradição das universidades estaduais em fazer pesquisas industriais genéricas tem se mantido até o presente. No começo dos anos de 1980, por exemplo, havia pelo menos 37 universidades norte-americanas fazendo pesquisa para produtos industriais de origem florestal. Em 1982, elas gastaram aproximadamente US$ 12 milhões nesse tipo de pesquisa, basicamente financiadas pelo governo de seus estados.
[ ... ]
No decorrer do século XX, as escolas norte-americanas de engenharia assumiram a liderança nas pesquisas de engenharia e ciências aplicadas, em que as indústrias eletrotécnicas se basearam. Problemas que requeriam pesquisas em áreas com alta voltagem, análise de redes ou propriedades de materiais isolantes eram empreendidas de maneira rotineira por essas escolas. Os equipamentos para a geração de transmissão de eletricidade foram projetados por professores de engenharia elétrica trabalhando em seus laboratórios universitários. A diferença qualitativa entre essas pesquisas e as realizadas anteriormente residia no fato de o crescimento da disciplina de Engenharia Elétrica ter dado origem a uma comunidade de profissionais tecnicamente treinados com conexão entre as universidades, assim como entre estas e as indústrias. Essas relações eram sistemáticas e cumulativas, e não mais ad hoc [externas] e esporádicas.
Embora o estabelecimento de novas empresas por professores universitários, com a intenção de comercializar suas descobertas de pesquisa, seja visto como um desenvolvimento peculiar dos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial, a prática teve amplos antecedentes. A Federal Company, de Pala Alto, Califórnia, foi fundada por professores da Universidade de Stanford e tornou-se uma importante fornecedora de equipamentos de rádio, já durante a Primeira Guerra Mundial (Bryson, 1984). O klystron, uma válvula termiônica para geração e amplificação de sinais de micro-ondas em sistemas de comunicação de alta frequência, foi o produto de um acordo, em 1937, entre Hal e Sigurd Varian de um lado e o Departamento de Física de Stanford do outro. A Universidade de Stanford forneceu aos Varians acesso a seus espaços de laboratório bem como a seus docentes, além de uma verba anual de cem dólares por ano para materiais, recebendo em troca uma participação de meio por cento em qualquer patente resultante. Isto acabou sendo um excelente investimento para a universidade de Stanford.
è Qual a importância da relação entre universidades, setor industrial e produção científica nos EUA? Dê exemplos.
è Como a relação universidade-empresa pode afetar a pesquisa em seu âmbito social? Elabore um breve texto expondo sua opinião sobre esse assunto.

Revendo conceitos
1- Caracterize a forma de ocupação dos Estados Unidos nas colônias do sul e do norte.
2- Explique a importância da imigração na formação territorial do país.
3- Explique a importância do Homestead Act.
4- De que forma a agricultura contribuiu para a consolidação dos Estados Unidos como potência mundial?
5- Como são chamadas as regiões especializadas em determinado produto agrícola no país? Ouais são elas? Onde se localizam?
6- O que é maquinismo?
7- Cite três fatores fundamentais para a consolidação industrial dos Estados Unidos.
8- O que significa american way of life?